Saiba como a síndrome do impostor pode afetar sua carreira e travar promoções
Esta é uma edição da newsletter Folha Carreiras . Quer recebê-la às segundas-feiras no seu email? Inscreva-se abaixo: Leia mais (09/21/2026 - 17h56)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Esta é uma edição da newsletter Folha Carreiras . Quer recebê-la às segundas-feiras no seu email? Inscreva-se abaixo:

Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional
"Será que eles sabem que eu não sei ainda?" A pergunta passou pela cabeça de Marcela Rocha, 38, no início da carreira no mercado financeiro. Hoje, ela é CIO (Chief Investment Officer, ou diretora de investimentos) da Avenue, corretora de investimentos no exterior do Itaú —e conta não ter chegado ainda a um ponto no qual se sente confortável e confiante.
Na edição de hoje, o psicólogo Wanderley Cintra, especialista em trabalho, explica a síndrome do impostor e como reconhecê-la, enquanto a executiva conta como conviveu com ela —e seus truques para não se deixar levar pelos pensamentos negativos.

O que é? A síndrome do impostor é um mecanismo psicológico frequente em pessoas extremamente exigentes consigo mesmas, segundo Cintra. A régua é tão alta a ponto de o trabalho nunca parecer bom.
Daí o nome: a pessoa se considera insuficiente e se vê como uma impostora naquela função.
Sentindo na pele. Marcela vem de uma família em que os pais não fizeram faculdade. Aos 16 anos, ganhou dos pais a carteira de trabalho para ajudar na renda da casa e começou como secretária numa escola de inglês. Fez economia à noite, estagiou em um banco e, aos 25 anos, virou, nas palavras dela, "meio que economista-chefe" da empresa em que ficaria por 13 anos.

Ao entrar no mercado, sentiu-se "atrasada". Segundo ela, a maioria dos colegas vinha de universidades de ponta, e várias faculdades já preparavam o aluno para lidar com produtos financeiros e alocação de portfólio —atividades comuns para quem trabalha no setor financeiro.
A sensação voltava a cada novo posto, inclusive no convite para chefiar a área de investimentos da Avenue, onde atua hoje: "Estou pronta? Não, não estou pronta, mas vamos".
Sinais . Aí vão alguns sinais listados pelo psicólogo associados à síndrome:

E agora? Se reconheceu na lista? Aí vão algumas saídas apontadas pelos entrevistados:
Cuidado. A pessoa "se sabota mesmo sabendo que ela tem, no fundo, boas qualidades", diz Cintra. Ele alerta para o risco de tratar a síndrome como identidade, ou seja, achar que não tem saída para esse tal complexo de inferioridade.
↳ Pessoas que fazem isso têm maior probabilidade de se esquivar de chances aptas a alavancar sua carreira, pensando não serem capazes de alcançar as expectativas da liderança.
Ainda, há ambientes de trabalho que reforçam a sensação de insuficiência: lideranças muito críticas e cobranças excessivas de superiores podem gerar insegurança mesmo em quem não tem predisposição para tal.
Vale refletir se não há fatores externos criando mais pressão do que o necessário sobre o seu desempenho.
Um último conselho... "faça insegurança virar curiosidade", aconselha Marcela Rocha, CIO da Avenue.
Veja o que está acontecendo no mundo corporativo
Uma pesquisa do DOT Digital Group, empresa de educação corporativa digital, aponta que 71,5% dos funcionários de grandes empresas brasileiras não reconhecem a aprendizagem oferecida como adaptada às suas necessidades. O levantamento ouviu 1.088 trabalhadores de 154 companhias.
O IMA (Índice de Maturidade da Aprendizagem) é de 58,5 pontos. O estudo avalia o tema pela perspectiva dos usuários dos programas de treinamento e desenvolvimento, em vez de restringir a consulta às diretorias de RH (Recursos Humanos).
Entre os entrevistados, 28,5% estão no estágio mais avançado, em que a aprendizagem se conecta à rotina, às metas da área e ao desenvolvimento pessoal. Outros 32,4% atuam em empresas com verba e ferramentas, mas sem adaptação às rotinas individuais; 17,5% dizem ter ferramentas e conteúdos, mas sem tempo e orientação; e 21,6% não percebem a aprendizagem como parte da experiência profissional.
Por dimensão, as menores pontuações são Cultura (52,4) e Práticas e Processos (53,0). As maiores são Impacto (68,3) e Tecnologia e Ecossistema (62,5).
A qualificação em IA ( inteligência artificial ) é prioridade para 49% da liderança formal, 47% dos profissionais experientes e 23% dos iniciantes.
Dicas que podem te ajudar a conquistar as vagas que você quer
A XP Investimentos abriu as inscrições para seu programa de estágio —elas podem ser realizadas por meio deste site até o dia 13 de outubro. São cerca de 80 vagas em diferentes áreas da companhia, como análise de crédito, compras, asset e criação de conteúdo. Para se candidatar, é necessário ter matrícula ativa em algum curso superior, de dezembro de 2027 a dezembro de 2028. Também é preciso ter disponibilidade para comparecer semanalmente ao escritório em São Paulo.
A PwC abriu inscrições para seu programa de mentoria para profissionais de 18 a 26 anos. A jornada, que dura dois meses, conecta jovens a funcionários da PwC Brasil para mentorias individuais e capacitações focadas no desenvolvimento de capacidades competitivas no mercado de trabalho . Para candidatar-se, acesse este site .
A Ensina Brasil, organização social focada em iniciativas na educação pública brasileira, abriu inscrições paa seu programa de trainee —voltado para jovens que querem construir carreira no setor de impacto social. Alunos de Engenharias, Direito, Administração, Ciências Contáveis, Relações Internacionais e outras áeras de conhecimento paa atuarem como professores em escolas públicas. Os candidatos precisam ser brasileiros natos ou naturalizados com graduação concluída até dezembro de 2021 ou com conclusão prevista para janeiro de 2027, seja em cursos de bacharelado ou licenciatura. As inscrições ficam abertas neste site até 29 de setembro.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Notícias e dicas para alavancar sua formação profissional em um mundo de transformação, além dos principais programas de estágio e trainee do mercado.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2026/09/saiba-como-a-sindrome-do-impostor-pode-afetar-sua-carreira-e-travar-promocoes.shtml.

Mentoria, terapia e estudo ajudam a transformar medo em preparo - Catarina Pignato · Catarina Pignato — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

