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    Sabesp encerra incorporação da Emae após rejeição de oferta aos minoritários

    Sabesp e Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) encerraram nesta quarta-feira (16) a incorporação completa das ações da companhia de águas paulista. O processo de incorporação aguardava resolução desde julho, quando acionistas minoritários questionaram a operação na Justiça . Leia mais (09/16/2026 - 22h50)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 01:50
    Sabesp encerra incorporação da Emae após rejeição de oferta aos minoritários
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    São Paulo Sabesp e Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) encerraram nesta quarta-feira (16) a incorporação completa das ações da companhia de águas paulista. O processo de incorporação aguardava resolução desde julho, quando acionistas minoritários questionaram a operação na Justiça .

    Vista aérea da Usina São Paulo da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) - Eduardo Knapp - 12.mar.2020/Folhapress · Eduardo Knapp - 12.mar.2020/Folhapress
    Vista aérea da Usina São Paulo da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) - Eduardo Knapp - 12.mar.2020/Folhapress · Eduardo Knapp - 12.mar.2020/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo comunicado ao mercado na noite desta quarta, a incorporação das ações foi aprovada em assembleia-geral extraordinária e ficou definido que para cada uma ação ordinária ou preferencial da Emae, os acionistas receberão 1,395 ação ordinária de emissão da Sabesp.

    Acionistas que quiserem exercer o direito de retirada dos papéis receberão um valor de reembolso fixado em R$ 18,18 por ação —cálculo feito com base no patrimônio líquido por ação da Emae registrado no balanço de 30 de junho.

    O valor de saída será muito menor do que o proposto pela Sabesp em uma eventual OPA (oferta pública de aquisição de ações), que não foi aceita pelos acionistas minoritários em junho. À época, a maior empresa de saneamento básico do país ofereceu o equivalente a R$ 61,83 por ação.

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    Uma acionista questionava na Justiça a incorporação da Emae pela Sabesp e conseguiu adiar as assembleias que selariam o destino das ações da companhia. A Sabesp, por sua vez, já havia aprovado a operação em 30 de julho.

    Até esta quarta, a companhia detinha 79,2% do total de ações da Emae, restando 14,2% das ações em circulação no mercado e 6,04% das ações detidas por uma acionista minoritária.

    Agora, o período para solicitar a retirada de ações se encerra em 19 de outubro.

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    Conforme o comunicado, nos casos de acionistas que tiverem um número fracionário de ações ao final da incorporação, como 19,125 ações, por exemplo, as frações serão agrupadas em números inteiros e alienadas em leilão no mercado à vista da B3 .

    O valor financeiro arrecadado nesse leilão será distribuído na conta dos acionistas da Emae.

    Caso entenda que o volume de reembolsos compromete a estabilidade financeira, a administração da Emae pode convocar nova assembleia em até dez dias após o fim do prazo de retirada. Nela, poderá reconsiderar ou cancelar a operação.

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    A incorporação de ações foi decidida após a rejeição da OPA, movimentação já desenhada desde o início do ano . Em casos como esse, o acionista majoritário não depende de uma adesão voluntária por meio de uma OPA e, uma vez aprovada por maioria em assembleia, o processo de compra das ações é resolvido diretamente.

    Quando a Emae foi leiloada pelo governo Tarcísio de Freitas , em 2024, o fundo Phoenix Água e Energia, dos empresários Nelson Tanure e Tércio Borlenghi, dono da Ambipar, adquiriu cada ação por R$ 70,65. Ao todo, a transação que tornou o fundo acionista majoritário da empresa movimentou mais de R$ 1,04 bilhão .

    O negócio, no entanto, foi suspenso no início do ano passado, quando Tanure teve dificuldades para prosseguir com o pagamento do empréstimo obtido para arrematar a Emae.

    Uma nova operação de venda foi realizada com a Sabesp recomprando os papeis do fundo e adquirindo uma parte adicional detida pela Axia Energia ( Eletrobras ) por um total de R$ 1,13 bilhão.

    Essa depreciação justificada pela Sabesp também se explica nos balanços. Em 2024, a Emae apresentou lucro de R$ 29 milhões, caindo para um prejuízo de R$ 133,4 milhões em 2025.

    A companhia ainda perdeu dinheiro com aplicações em CDBs do Letsbank (banco que pertencia ao ecossistema do Banco Master e que está em liquidação) em valores superiores a R$ 140 milhões, além de uma reavaliação de ativos e passivos em contratos de concessão de usinas.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/sabesp-encerra-incorporacao-da-emae-apos-rejeicao-de-oferta-aos-minoritarios.shtml.

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    Vista aérea da Usina São Paulo da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) - Eduardo Knapp - 12.mar.2020/Folhapress · Eduardo Knapp - 12.mar.2020/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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