Russos votam em eleição que Putin considera indicador do apoio à guerra
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante uma entrevista coletiva conjunta na Base Aérea Elmendorf-Richardson, no Alasca, em 15 de agosto de 2025. Há poucos sinais de que o desgaste da população, as dificuldades econômicas ou o aumento dos ataques ucranianos estejam mudando a convicção de Putin de que acabará alcançando a vitória. (Doug Mills/The New York Times) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/RUSSIA-PUTIN-ASSESS-1.jpg?fit=1250%2C833&quality=70&strip=all" />É provável que o resultado seja apresentado pelo Kremlin como prova do amplo apoio públic

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante uma entrevista coletiva conjunta na Base Aérea Elmendorf-Richardson, no Alasca, em 15 de agosto de 2025. Há poucos sinais de que o desgaste da população, as dificuldades econômicas ou o aumento dos ataques ucranianos estejam mudando a convicção de Putin de que acabará alcançando a vitória. (Doug Mills/The New York Times)
Os russos começaram a votar nesta sexta-feira em uma eleição parlamentar de três dias que, segundo o presidente Vladimir Putin, demonstrará que milhões de pessoas apoiam seu Exército que luta na Ucrânia, embora a maioria dos candidatos contrários à guerra não tenha sido autorizada a concorrer.
Espera-se que a eleição para a Duma Estatal, a primeira desde que a Rússia iniciou sua guerra em grande escala na Ucrânia em fevereiro de 2022, resulte na manutenção do domínio do partido governista pró-Putin, o Rússia Unida, no sistema político rigidamente controlado da Rússia.

É provável que o resultado seja apresentado pelo Kremlin como prova do amplo apoio público às políticas de Putin e, em particular, à sua condução do conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que já está em seu quinto ano.
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“Sua escolha e sua vontade demonstrarão mais uma vez que milhões de pessoas apoiam nossos soldados, que somos um povo unido por valores compartilhados, memória histórica e amor pela nossa pátria, e que ninguém conseguirá nos dividir ou nos intimidar”, disse Putin em um discurso televisionado antes da votação.

Um anúncio na TV estatal incentivando as pessoas a votar mostrou comandantes militares russos ao longo dos tempos, antes de dar lugar a imagens de soldados erguendo a bandeira nacional após vencerem uma batalha na Ucrânia, com o slogan: “A voz deles é a voz da vitória. Seu voto é a força da Rússia!”
Em outra iniciativa para elevar o moral e o apoio à luta até a vitória, fragmentos ósseos da mão com que empunhava a espada de um príncipe russo medieval — que obteve uma famosa vitória sobre os mongóis — foram enviados para a linha de frente na Ucrânia na véspera da votação.
Ao votar em Moscou, Anatoliy Simonenko, de 76 anos, disse estar tranquilo quanto ao que poderia acontecer após a eleição, em meio a especulações — repetidamente negadas pelas autoridades — de que uma nova onda de mobilização poderia ser anunciada.

“Há algumas previsões muito sombrias e outras mais otimistas. Espero que o resultado fique provavelmente em algum ponto no meio. Guerra é guerra. Envolve despesas, gastos com defesa e cortes em vários benefícios sociais. Bem, é necessário; não há como contornar isso”, declarou ele à Reuters.
Outro eleitor, que preferiu não se identificar, disse acreditar que os resultados eram fáceis de manipular e levantou dúvidas sobre o sistema de votação eletrônica utilizado em algumas regiões do país. A comissão eleitoral rejeitou tais alegações como falsas.
A mídia estatal mostrou Putin votando eletronicamente em seu escritório no Kremlin.

A maioria dos candidatos antigerra foi excluída das cédulas antes mesmo do início da votação nos 11 fusos horários da Rússia, depois que a Suprema Corte decidiu, no mês passado, que o partido liberal Yabloko — que defende um cessar-fogo na Ucrânia — havia violado as regras eleitorais, o que o partido negou.
Alguns candidatos do Yabloko — que tradicionalmente obtém apenas apoio de um dígito nas pesquisas de opinião — ainda estão concorrendo em circunscrições individuais que representam metade das 450 cadeiras na câmara baixa do Parlamento.
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