Brasil

    Rússia retoma ataques contra Kiev após três dias de trégua

    Explosões na madrugada espalham fumaça e incêndio pela capital ucraniana

    UOL
    8 de setembro de 2026 às 09:00
    Rússia retoma ataques contra Kiev após três dias de trégua
    Dois pedestres e um ciclista aguardam no semáforo para atravessar faixa de pedestres em frente a um grande prédio em construção sob céu claro. — Foto: UOL

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    A Rússia retomou nesta terça-feira (8) seus ataques aéreos contra Kiev , deixando pelo menos dois mortos e sete feridos, após uma suspensão de três dias por ocasião de uma visita sem precedentes de enviados dos Estados Unidos.

    Homem atravessa a rua ao lado de supermercado danificado após ataque com mísseis na capital ucraniana, Kiev, em agosto - Genya Savilov/1.ago.26/AFP · Genya Savilov/1.ago.26/AFP
    Homem atravessa a rua ao lado de supermercado danificado após ataque com mísseis na capital ucraniana, Kiev, em agosto - Genya Savilov/1.ago.26/AFP · Genya Savilov/1.ago.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões durante a madrugada na capital ucraniana e observaram colunas de fumaça, além do clarão de um incêndio.

    O alerta aéreo de mísseis, acionado durante a noite juntamente com a ordem para que a população se dirigisse aos abrigos, foi suspenso no início da manhã. O Exército da vizinha Polônia também colocou sua Força Aérea em alerta.

    Segundo um balanço provisório da administração militar local, pelo menos duas pessoas morreram e sete ficaram feridas. Houve danos em edifícios de vários distritos da cidade e de seus arredores, informaram as autoridades.

    Imagem da matéria
    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Esse ataque russo é o primeiro contra Kiev em três noites, após o fim de uma trégua recíproca anunciada por Moscou e Kiev durante a visita dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner às duas cidades.

    O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia , Andrii Sibiga, criticou o fato de a Rússia ter lançado o ataque logo após a partida dos representantes do presidente Donald Trump .

    Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Assim que os enviados de paz do presidente dos Estados Unidos partiram, Putin lançou outro ataque maciço e terrível contra Kiev, atingindo áreas residenciais e matando pelo menos duas pessoas", afirmou Sibiga nas redes sociais, referindo-se ao presidente russo, Vladimir Putin.

    "Seus mísseis balísticos falam mais alto do que suas palavras no campo diplomático", acrescentou.

    Witkoff avaliou na segunda-feira (7) que a viagem havia proporcionado conversas "significativas" com vistas à organização de negociações trilaterais para pôr fim ao conflito desencadeado pela invasão russa de fevereiro de 2022.

    "O presidente Trump está trabalhando arduamente para deter a matança e alcançar uma paz duradoura", afirmou na rede social X.

    Segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski , citado pelo veículo americano Axios, Putin informou aos enviados de Washington que está disposto a iniciar negociações com vistas a uma "desescalada" neste inverno.

    Isso poderia resultar na suspensão, por ambos os lados, dos ataques contra setores estratégicos.

    "Há ideias relacionadas à energia, aos cereais, à eletricidade, assim como ao petróleo e ao gás", declarou Zelenski ao portal de notícias.

    Putin "precisa de Trump" e não quer "irritá-lo", sobretudo antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, no início de novembro, avaliou o presidente ucraniano.

    Witkoff e Kushner reuniram-se no sábado com o presidente russo em Moscou e, posteriormente, viajaram pela primeira vez a Kiev no domingo, onde se encontraram com Zelenski.

    Representantes europeus —franceses, britânicos e alemães— participaram dessas negociações no domingo, em Kiev.

    Na segunda-feira, o Kremlin anunciou que "não descarta" a retomada das conversas trilaterais, embora o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, tenha afirmado que "ainda é cedo demais para falar sobre o local e as datas exatas".

    Nas negociações anteriores, Moscou e Kiev mantiveram, de modo geral, suas posições, e as discussões ficaram paralisadas especialmente em torno da questão dos territórios do leste da Ucrânia, cuja anexação é reivindicada pela Rússia.

    O presidente ucraniano afirmou no Facebook que se preparava ativamente para novas negociações. "As propostas da Ucrânia são construtivas e sempre serão", assegurou.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/russia-retoma-ataques-contra-kiev-apos-tres-dias-de-tregua.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Homem atravessa a rua ao lado de supermercado danificado após ataque com mísseis na capital ucraniana, Kiev, em agosto - Genya Savilov/1.ago.26/AFP · Genya Savilov/1.ago.26/AFP — Foto: UOL

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)