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    Rússia pressiona Trump a não aprovar novas sanções

    O governo de Vladimir Putin disse nesta quinta-feira (17) que o novo pacote de sanções aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos em punição à invasão russa da Ucrânia vai dificultar negociações para colocar um fim à guerra se virar lei pelas mãos do presidente Donald Trump . Leia mais (09/17/2026 - 09h57)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 12:57
    Rússia pressiona Trump a não aprovar novas sanções
    Bombeiro com uniforme e capacete usa lanterna para iluminar escombros em ambiente interno destruído, com estrutura exposta e fumaça alaranjada. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O governo de Vladimir Putin disse nesta quinta-feira (17) que o novo pacote de sanções aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos em punição à invasão russa da Ucrânia vai dificultar negociações para colocar um fim à guerra se virar lei pelas mãos do presidente Donald Trump .

    Bombeiro apaga fogo após ataque russo em Odessa, no sul da Ucrânia - Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP · Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP
    Bombeiro apaga fogo após ataque russo em Odessa, no sul da Ucrânia - Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP · Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Nós estamos monitorando o progresso desse documento, é claro. Ele está na categoria de ações hostis, e naturalmente qualquer imposição de sanções adicionais pelos EUA irá certamente complicar os esforços para chegar a um acordo de paz na Ucrânia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

    Dando materialidade à avaliação, a Rússia promoveu um intenso bombardeio contra Kiev e outras sete regiões do país vizinho horas após a lei passar na Câmara, após ter sido aprovada no mês passado pelo Senado.

    O ataque deixou dezenas de feridos pelo país, 18 apenas na capital. Ele incluiu mísseis balísticos, de cruzeiro e cerca de 160 drones, a maioria novos modelos movidos a jato, o que dificulta seu abate. A Polônia fechou dois aeroportos e mobilizou caças devido ao risco de invasão de seu espaço aéreo, mas nada ocorreu.

    Rússia faz mega-ataque contra a Ucrânia
    Rússia faz mega-ataque contra a Ucrânia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O presidente Volodimir Zelenski afirmou que "é simbólico" que o ataque tenha ocorrido na noite de aprovação da lei Lindsey Graham, batizada em homenagem ao recém-falecido senador republicano que advogava duras punições à Rússia.

    O texto prevê mais punições a empresas ligadas à produção e distribuição de petróleo e gás de Moscou , mas seu principal ponto é a autorização para que o presidente puna com sobretaxas de importação de até 100% países que comprem esses produtos dos russos.

    Isso na teoria afeta diretamente tanto a rival China , cujo líder Xi Jinping visitará Trump na próxima semana, quanto aliados como a Índia e a Turquia. O governo indiano advertiu que a aprovação da lei irá prejudicar as negociações comerciais em curso entre os países.

    Guerra e eleição na Moscou de 2024
    Guerra e eleição na Moscou de 2024 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Brasil cairia na definição devido ao alto consumo de diesel russo. Mas isso agora mudou depois que Putin teve de banir em julho a exportação do derivado de petróleo devido à escassez provocada pelos ataques de Kiev a suas refinarias.

    Como Trump é um entusiasta de guerras tarifárias, e analistas preveem a aprovação da lei. Por outro lado, se ele a vetar, a Câmara e o Senado precisariam de 2/3 de maioria para derrubar a medida, o que a votação inicial não garantiu.

    O presidente americano retomou sua campanha para tentar promover a paz no conflito europeu, após passar boa parte do ano dedicado à sua própria guerra contra o Irã. As sanções poderiam também servir para pressionar o Kremlin, e foi por isso que Peskov fez a advertência.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Fiel a seu estilo inconsequente e falastrão, Trump chegou a anunciar uma trégua nos ataques ao sistema energético de lado a lado, que teria sido aceito por Putin e Zelenski. Ambos os rivais elogiaram a iniciativa, mas até agora nada aconteceu.

    O debate ocorre quando os russos se preparam para ir às urnas eleger uma nova legislatura da Duma, a Câmara baixa do Parlamento. O pleito vai durar desta sexta (19) até o domingo (21).

    Ninguém espera algo diferente da manutenção da ampla maioria do partido principal que apoia Putin, o Rússia Unida, que hoje tem 321 das 450 cadeiras da Casa. Desta vez, a única sigla de oposição consentida no sistema, o Iabloko, foi vetada na disputa na lista de partidos por ser contra a guerra.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ainda assim, é uma oportunidade para medir o pulso dos russos, que têm demonstrado insatisfação com os rumos do conflito, que afeta diretamente o cotidiano como no caso da falta de gasolina, e com a economia.

    Segundo pesquisas independentes , o apoio à invasão ainda é alto, mas é o menor desde o início da guerra em 2022. Candidatos do Iabloko e independentes poderão disputar cadeiras isoladamente. Se houver votação expressiva neles, isso será visto como um recado para o governo.

    Já a popularidade do líder russo, ainda acima dos 70%, deslizou um pouco e isso preocupa o Kremlin. O esquema do poder na Rússia pressupõe o presidente com alto apoio ante elites que disputam feudos.

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    Não por acaso, Putin foi à TV na noite de quarta (16) para pedir que os cidadãos fossem às urnas apelando ao sentimento de soberania nacional e à percepção, que encontra eco em parte da população, de que o Ocidente trama contra o país.

    Ele pediu que "os resultados das eleições confirmem a maturidade e a resiliência da sociedade russa", outro jeito de pedir apoio ao Rússia Unida e aliados. "Esta será a nossa resposta comum àqueles que desejam enfraquecer a Rússia, impedir seu desenvolvimento e nos privar de nossa soberania e do direito de determinar nosso próprio destino", completou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/russia-pressiona-trump-a-nao-aprovar-novas-sancoes.shtml.

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    Bombeiro apaga fogo após ataque russo em Odessa, no sul da Ucrânia - Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP · Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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