Royal Caribbean compra 50% de empresa de resorts por US$ 3 bilhões
A empresa de cruzeiros Royal Caribbean fechou um acordo para comprar uma participação na empresa de resorts all-inclusive Sandals Resorts International, avaliando o negócio em US$ 6 bilhões (R$ 30,61 bilhões), como parte dos esforços da operadora de cruzeiros para atender viajantes tanto em terra quanto no mar. Leia mais (09/23/2026 - 13h01)

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Nova York | Financial Times A empresa de cruzeiros Royal Caribbean fechou um acordo para comprar uma participação na empresa de resorts all-inclusive Sandals Resorts International, avaliando o negócio em US$ 6 bilhões (R$ 30,61 bilhões), como parte dos esforços da operadora de cruzeiros para atender viajantes tanto em terra quanto no mar.

A transação representa o maior negócio da história da Royal Caribbean, dando à empresa o controle dos 20 resorts da Sandals no Caribe e permitindo que ofereça a seus clientes, de forma cruzada, estadias em terra.
O acordo encerra anos de tentativas intermitentes de vender a Sandals, que ganharam força após a morte de seu fundador, Gordon "Butch" Stewart, em 2021. Depois disso, a sucessão foi marcada por disputas familiares e batalhas judiciais envolvendo os fundos fiduciários que detêm partes de seu patrimônio.
Como parte do acordo, a Royal Caribbean adquirirá por US$ 3 bilhões (R$ 15,3 bilhões) uma participação de 50% em uma joint venture recém-criada que controlará a Sandals, informou a empresa de cruzeiros nesta quarta-feira (23). Parte da família Stewart manterá o controle da outra metade do negócio.

Com pitorescos hotéis à beira-mar espalhados por ilhas caribenhas como São Vicente, Santa Lúcia e Barbados, a Sandals se apresenta como um destino romântico para casais e oferece quartos apenas para reservas de duas pessoas. A empresa também opera a marca irmã Beaches Resorts, voltada para famílias.
Depois de o setor de cruzeiros lutar para sobreviver durante o período mais crítico das restrições da pandemia de Covid-19, a Royal Caribbean emergiu como uma gigante do setor, alcançando um valor de mercado de US$ 62 bilhões (R$ 316,32 bilhões) e superando amplamente as rivais Carnival Corporation e Norwegian Cruise Line.
O CEO da Royal Caribbean, Jason Liberty, afirmou que a parceria com a Sandals representa "um importante próximo passo" nos esforços da empresa para ampliar as opções nas férias dos clientes "reunindo duas empresas líderes e emblemáticas do setor de viagens para fortalecer e expandir ainda mais um dos portfólios de resorts mais admirados do mundo".

Liberty e Adam Stewart, um dos filhos de Gordon Stewart, que assumiu a presidência executiva do conselho após a morte do pai, comandarão juntos o conselho responsável pela joint venture.
Neste ano, as companhias de cruzeiros apresentam desempenho inferior ao mercado mais amplo pela primeira vez desde a pandemia, à medida que a guerra no Irã e a instabilidade na região prejudicam a demanda. Ao divulgar os resultados do segundo trimestre, em julho, a Royal Caribbean reduziu sua projeção de crescimento da receita para o ano de 10% para 9%, devido aos efeitos das variações cambiais. As ações da companhia acumulam queda de 17% neste ano.
Além de sua frota de 71 navios, a Royal Caribbean oferece vários resorts insulares exclusivamente aos passageiros de seus cruzeiros —o principal deles é o Perfect Day at CocoCay, nas Bahamas.

Sob o comando de Liberty, a Royal Caribbean avançou para além dos cruzeiros tradicionais, entrando nos segmentos de cruzeiros fluviais e pacotes de viagem. O último grande negócio da empresa ocorreu em 2018, quando comprou por US$ 1 bilhão uma participação majoritária na companhia de cruzeiros de luxo Silversea, pertencente ao herdeiro italiano do setor de navegação Manfredi Lefebvre d’Ovidio, antes de posteriormente assumir o controle de toda a empresa.
A Sandals, maior empregadora privada do Caribe, conduziu em várias ocasiões ao longo da última década processos de venda que não resultaram em acordo. Dois anos antes de morrer, Stewart tentou vendê-la para facilitar questões relacionadas ao planejamento sucessório, mas a transação foi interrompida devido à pandemia.
Desde a morte de Stewart, sua terceira mulher, Cheryl Hammersmith-Stewart, que, ao lado dos filhos do casal, detém o maior interesse econômico no fundo fiduciário da família Stewart, iniciou uma ação judicial para alterar a estrutura de governança da entidade. A administração havia sido confiada a uma empresa sobre a qual os filhos mais velhos do fundador, Adam Stewart e Jaime Stewart, exerciam influência significativa.
No ano passado, a Sandals contratou bancos para conduzir um processo de venda, que atraiu o interesse tanto de compradores estratégicos quanto de grupos de private equity, segundo pessoas a par do assunto. A conclusão do negócio está prevista para o início de 2027.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/royal-caribbean-compra-50-de-empresa-de-resorts-por-us-3-bilhoes.shtml.

Sandals Resorts na Jamaica - Divulgação/Sandals Resorts · Divulgação/Sandals Resorts — Foto: Folha de S.Paulo
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