Robôs na seleção: como a IA pode mudar a forma de contratação do RH
Automação acelera triagem de vagas e exige governança de dados, mas decisão final continua nas mãos dos gestores humanos

A rotina de enviar um currículo e aguardar a ligação de um recrutador passou por uma transformação profunda nos últimos anos. Cada vez mais, a primeira etapa de um processo seletivo acontece diante de uma tela , intermediada por algoritmos capazes de transcrever áudios, organizar candidaturas e ranquear perfis de forma automatizada .
A mudança acelera o ritmo das contratações, mas traz à tona um debate central sobre eficiência, limites regulatórios e a preservação do fator humano na busca por empregos.
No cenário brasileiro, a aplicação prática da tecnologia tem se concentrado na automação de etapas operacionais. Segundo Fábio Salomon, headhunter, mentor de carreiras e apresentador do podcast Café com Sal, o formato mais recorrente hoje não é uma conversa em tempo real entre o candidato e a máquina, mas sim a entrevista assíncrona.

“O candidato grava respostas em vídeo para perguntas pré-definidas, e a IA transcreve, organiza e pontua o material contra critérios definidos pelo RH”, explica Salomon.
O especialista pondera que chatbots de triagem assumiram checagens objetivas, como pretensão salarial e idioma, transferindo para a máquina a gestão do volume e a padronização das perguntas.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/ciencia/robos-na-selecao-como-a-ia-pode-mudar-a-forma-de-contratacao-do-rh.

Curly_photo/gettyimages — Foto: Metrópoles
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