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    Robôs da China enfrentam teste comercial após disputarem maratonas e darem saltos mortais para trás

    Os fabricantes chineses de robôs humanoides passaram os últimos dois anos impressionando os investidores com máquinas capazes de dançar break, dar socos e até mesmo bater recordes de maratona. Nesta semana, em Pequim, eles enfrentam um desafio mais difícil: provar que suas invenções podem funcionar de maneira confiável para gerar valor econômico . Leia mais (08/18/2026 - 16h01)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 19:01
    Robôs da China enfrentam teste comercial após disputarem maratonas e darem saltos mortais para trás
    Mulher com cabelo verde usa boné preto, fones de ouvido táticos bege com microfone e óculos escuros apoiados no boné. Ela veste roupa clara com detalhes pretos e olha para a direita em fundo escuro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os fabricantes chineses de robôs humanoides passaram os últimos dois anos impressionando os investidores com máquinas capazes de dançar break, dar socos e até mesmo bater recordes de maratona. Nesta semana, em Pequim, eles enfrentam um desafio mais difícil: provar que suas invenções podem funcionar de maneira confiável para gerar valor econômico .

    Robô humanoide é exibido em feira em Xangai, na China - Jade Gao - 31.jul.26/AFP · Jade Gao - 31.jul.26/AFP
    Robô humanoide é exibido em feira em Xangai, na China - Jade Gao - 31.jul.26/AFP · Jade Gao - 31.jul.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mais de 300 empresas são esperadas na Conferência Mundial de Robótica, que vai de quarta-feira (19) a domingo (23), apresentando mais de 2.000 expositores e lançando mais de 150 produtos, segundo as autoridades de Pequim.

    A conferência coincide com a estreia da Unitree na Bolsa de Xangai, uma das maiores fabricantes mundiais de robôs humanoides em volume de vendas, após uma IPO (oferta pública inicial de ações) que teve demanda 8.000 vezes superior à oferta por parte de investidores de varejo.

    O fundador da Unitree, Wang Xingxing, fará uma palestra no fórum principal da conferência na quinta-feira sobre a próxima década da indústria de robôs humanoides, segundo o governo municipal de Pequim.

    Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, na China, buscam mostrar avanços em inteligência artificial
    Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, na China, buscam mostrar avanços em inteligência artificial — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O evento ocorre em um momento em que o entusiasmo dos investidores em torno dos robôs humanoides chineses atinge novos patamares, mas o foco está mudando das demonstrações virais para a realidade comercial.

    Investidores e clientes estão cada vez mais avaliando os robôs não pelo espetáculo de seus movimentos, mas pela produtividade com que trabalham, pela quantidade de supervisão humana necessária e pela capacidade de gerar retorno sobre o custo.

    Embora os robôs na China estejam começando a substituir trabalhadores humanos em aplicações específicas, como entregas de refeições em hotéis e em algumas linhas de montagem, a adoção em larga escala em diversos setores, além de projetos-piloto limitados, ainda não ocorreu.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Alguns no setor argumentam que essa mudança já deveria ter ocorrido há muito tempo. A Lumos Robotics, uma startup apoiada pela Mitsubishi Electric que está expondo na WRC, concentrou seu robô MOS na inspeção industrial e no manuseio de materiais, em vez de aplicações domésticas ou de entretenimento.

    O presidente-executivo Yu Chao disse à Reuters que as empresas que correm maior risco no concorrido setor de inteligência artificial incorporada da China são aquelas que desenvolvem corpos robóticos, modelos ou dados de forma isolada, sem comprovar sua tecnologia em aplicações reais.

    Para Yu, a eventual reestruturação do setor se resumirá a uma pergunta simples: um robô pode gerar valor para um cliente? As empresas que não conseguirem, disse ele, "serão eliminadas".

    (FILES) An illustration photograph taken on February 20, 2025 shows ChatGPT app and website are displayed on a phone and laptop screens, in a residential property in Guildford, south of London. The American company OpenAI announced on Septe
    (FILES) An illustration photograph taken on February 20, 2025 shows ChatGPT app and website are displayed on a phone and laptop screens, in a residential property in Guildford, south of London. The American company OpenAI announced on Septe — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Georg Stieler, analista de robótica que assessora empresas industriais na China, estima que 50% a 70% dos robôs humanoides produzidos este ano possam acabar em "fábricas de dados", onde são usados para coletar dados de treinamento, em vez de realizar trabalho produtivo para clientes pagantes.

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    A corretora chinesa Guotai Securities estima que um robô humanoide industrial precisaria custar cerca de 160 mil yuanes (R$ 123,62 mil), incluindo manutenção, para se pagar em dois anos, em comparação com um trabalhador que ganha 80 mil yuanes (R$ 61.81 mil) por ano.

    Na realidade, esses robôs custam normalmente de 300 mil a 500 mil yuanes (R$ 231,78 mil a R$ 383,3 mil), de acordo com o think tank Merics.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/08/robos-da-china-enfrentam-teste-comercial-apos-disputarem-maratonas-e-darem-saltos-mortais-para-tras.shtml.

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    Robô humanoide é exibido em feira em Xangai, na China - Jade Gao - 31.jul.26/AFP · Jade Gao - 31.jul.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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