RJ: bicheiro Rogério de Andrade vai a júri pela morte de Fernando Iggnacio
Fernando, que também era bicheiro, foi executado em 10 de novembro de 2020 no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do RJ

O bicheiro Rogério de Andrade (foto em destaque) vai a júri popular acusado de ser o mandante do assassinato do também bicheiro Fernando de Miranda Iggnacio, executado a tiros de fuzil em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ) .
Além de Rogério, também foi pronunciado Gilmar Eneas Lisboa. No caso dele, a denúncia aponta que ele teria monitorado a rotina da vítima antes do crime. A Justiça manteve a prisão preventiva de ambos.
A decisão, proferida pela 1ª Vara Criminal da Capital, foi solicitada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ).

De acordo com o Gaeco, o homicídio foi motivado pela disputa entre Rogério e Fernando pelo controle de pontos de exploração de jogos de azar. A investigação aponta que Rogério determinou a Márcio Araújo de Souza, integrante de sua organização criminosa e homem de sua confiança, que organizasse a execução.
Fernando foi morto a tiros após desembarcar de um helicóptero no heliporto da HeliRio. Os criminosos aguardaram a vítima por cerca de quatro horas em um terreno ao lado do estacionamento antes de cometer o crime. Anteriormente, em 2021, Rogério já havia sido denunciado pelo MPRJ pelo mesmo crime. Já em 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal por entender que a denúncia apresentava fragilidade probatória.
No entanto, a partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o Gaeco aprofundou as investigações, reuniu novas provas sobre a participação de Rogério e identificou Gilmar como mais um envolvido no homicídio.

A nova denúncia foi recebida pela Justiça em outubro de 2024 e mantida pelo STF, que, em junho de 2026, rejeitou uma reclamação da defesa de Rogério ao considerar demonstrada a existência de novos elementos de prova.
Na decisão de pronúncia, proferida em 18 de agosto deste ano, a Justiça rejeitou os questionamentos das defesas sobre a validade das provas digitais e concluiu haver indícios suficientes de autoria e participação para que Rogério e Gilmar sejam submetidos ao Tribunal do Júri. A defesa recorreu da decisão, mas a Justiça manteve.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/rj-bicheiro-rogerio-de-andrade-vai-a-juri-pela-morte-de-fernando-iggnacio.

Reprodução/Web — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

