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    Rivais usam crise da Casas Bahia para criticar governo Lula na disputa eleitoral

    A crise na Casas Bahia foi parar na disputa eleitoral e é usada por candidatos contrários ao governo Lula (PT) para criticar a gestão petista. Na última segunda-feira (17), a varejista entrou com pedido de recuperação judicial , declarando dívida de R$ 17,3 bilhões. Leia mais (08/20/2026 - 19h45)

    Folha de S.Paulo
    20 de agosto de 2026 às 22:45
    Rivais usam crise da Casas Bahia para criticar governo Lula na disputa eleitoral
    Fachada da loja Casas Bahia com letreiro azul e branco. Pessoas entram e circulam no interior da loja, que exibe banners promocionais com ofertas de pagamento em até 24 vezes e 60 dias para começar a pagar. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A crise na Casas Bahia foi parar na disputa eleitoral e é usada por candidatos contrários ao governo Lula (PT) para criticar a gestão petista. Na última segunda-feira (17), a varejista entrou com pedido de recuperação judicial , declarando dívida de R$ 17,3 bilhões.

    Loja Casas Bahia em São Caetano (SP) em funcionamento após pedido de recuperação judicial da varejista - Felipe Iruatã - 18.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 18.ago.26/Folhapress
    Loja Casas Bahia em São Caetano (SP) em funcionamento após pedido de recuperação judicial da varejista - Felipe Iruatã - 18.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 18.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em sabatina na rádio CBN nesta quinta-feira (20), Tarcísio de Freitas , governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo Republicanos, abordou o tema. Questionado sobre o debate a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas, ele respondeu que esse assunto não deveria ser pauta, mas a crise na varejista, sim.

    "A gente tem que falar de outras pautas. Vamos falar de Casas Bahia. Olha a situação do empreendedor brasileiro, que luta contra o vento, que faz o possível para sobreviver, que está sofrendo com insegurança jurídica, com custo do capital, com a taxa de juros", disse.

    Ele relacionou a crise ao aperto no crédito e aos juros altos, afirmou que o país vive uma situação complicada e também citou as dificuldades do agronegócio, outro setor que viu disparar o número de pedidos de recuperação judicial recentemente .

    Casas Bahia fecha lojas, tem ordem de despejo e crise; entenda
    Casas Bahia fecha lojas, tem ordem de despejo e crise; entenda — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Imagina o pai de família que trabalhava lá nas Casas Bahia, que já está endividado, que já está no consignado, 20 anos de ligação e perdeu o emprego. A gente precisa de uma direção para isso. Acho que isso é pauta", afirmou.

    Em seguida, ele acrescentou que já se fala sobre o risco de uma recessão no Brasil em 2027. Também defendeu o esforço da equipe do presidenciável aliado, Flávio Bolsonaro ( PL ), em apresentar um plano econômico para atacar esses problemas e questionou os planos fiscais da candidatura petista.

    "Será que alguém vai acreditar que o Lula, na idade que tem, com a experiência que tem, que sempre foi um presidente que se acostumou a usar o fiscal para fazer política pública, agora vai fazer um ajuste?"

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Quem também falou sobre o tema nesta quinta foi o presidenciável do PSD , Ronaldo Caiado . Sem citar diretamente a Casas Bahia, ele responsabilizou o governo Lula pela crise econômica enfrentada por empresas do varejo nacional. Ele deu a declaração após ser questionado se iria propor uma desoneração ao setor de transportes caso seja eleito ao Planalto.

    "Primeiro, preciso resgatar o equilíbrio fiscal. Eu não posso tratar neste momento do assunto. O Brasil está hoje com esse nível de taxa de juros [14% ao ano] em decorrência da irresponsabilidade do governo federal, que gasta acima da sua capacidade de produzir e, com isso, gera o maior déficit. Junto a isso a maior quebradeira hoje das empresas, do varejo, da indústria e também do setor rural", disse em entrevista a jornalistas durante evento da CNT (Confederação Nacional dos Transportes).

    Antes disso, à plateia de representantes do setor, o ex-governador goiano atribuiu o crescimento da relação dívida-PIB (Produto Interno Bruto), hoje em 81,9%, a medidas populistas da gestão petista , que, segundo ele, também tem causado o endividamento da população.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele defendeu a aprovação de uma emenda constitucional em seu eventual governo para limitar o crescimento das despesas públicas a, no máximo, 50% do crescimento do PIB.

    Nesta quarta-feira (19), Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, também explorou o tema. Ele gravou vídeos em frente a uma unidade recém-fechada da varejista em São Paulo. O objetivo é usar o pedido de recuperação judicial para tentar desgastar Lula, insistindo que a irresponsabilidade fiscal do governo leva a juros altos, demissões em massa, inflação e perda do poder de compra.

    No sábado (15), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos), que integra a campanha de Flávio, publicou um vídeo nas redes sociais relacionando a crise ao governo petista.

    "Casas Bahia, um ícone, fechando quase 300 lojas, vai demitir até 3.000 pessoas. Por que isso? Por que estão fechando as lojas? Por que a Casas Bahia está falindo? Por uma coisa muito simples: quem não cuida das contas não cuida das pessoas", disse.

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    No pedido enviado à Justiça nesta semana , a varejista aponta que a crise está relacionada aos pesados investimentos em tecnologia, logística e lojas digitais iniciados em 2019, somados aos choques da pandemia, que paralisaram as lojas físicas.

    Também diz que o salto do patamar de juros desde o início do plano de digitalização em 2020 desorganizou a estrutura financeira do grupo.

    O modelo de negócios, segundo a própria varejista, é altamente dependente de capital de giro, financiamento a estoques, operações de risco sacado com fornecedores e do crédito direto ao consumidor.

    Com a escalada dos juros e da inflação, houve encarecimento do crédito, compressão da renda das famílias de menor poder aquisitivo e avanço da inadimplência nos carnês e cartões, além de um aumento expressivo da concorrência de plataformas digitais, diz a petição.

    O pedido da Casas Bahia ressaltou um problema mais amplo no setor, que teve reestruturações de mais de R$ 68 bilhões em dívidas de grandes varejistas com credores nos últimos dois anos e meio.

    A crise, segundo especialistas, foi se intensificando com a alta dos juros, o endividamento elevado e a concorrência crescente com o comércio eletrônico.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/crise-na-casas-bahia-vira-gancho-para-criticas-ao-governo-lula-na-disputa-eleitoral.shtml.

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    Loja Casas Bahia em São Caetano (SP) em funcionamento após pedido de recuperação judicial da varejista - Felipe Iruatã - 18.ago.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 18.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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