Política

    Risco Brasil cai a 112 pontos, menor nível no 3º mandato de Lula

    Indicador medido pelo CDS de 5 anos atingiu o patamar neste sábado (19.set), mas segue acima da mínima de 93 sob Bolsonaro

    Poder360
    19 de setembro de 2026 às 14:47
    Risco Brasil cai a 112 pontos, menor nível no 3º mandato de Lula
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    Indicador medido pelo CDS de 5 anos atingiu o patamar neste sábado (19.set), mas segue acima da mínima de 93 sob Bolsonaro

    O risco país do Brasil, medido pelo CDS ( Credit Default Swap ) de 5 anos, caiu para 112 pontos-base na última cotação disponível neste sábado (19.set.2026). É o menor nível do indicador desde o início do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023.

    Há 1 ano, o CDS estava em 126 pontos-base. O indicador marcou 127 pontos em 17 de agosto de 2026 e 115 pontos em 10 de setembro de 2026.

    Juros mais baixos aliviam o custo de financiamento da dívida pública e tendem a ser positivos para o risco-país. Mas o efeito sobre o CDS depende menos do corte isolado da Selic e mais da reação dos juros futuros de prazo mais longo
    Juros mais baixos aliviam o custo de financiamento da dívida pública e tendem a ser positivos para o risco-país. Mas o efeito sobre o CDS depende menos do corte isolado da Selic e mais da reação dos juros futuros de prazo mais longo — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O CDS mede quanto o mercado cobra para proteger uma exposição à dívida soberana brasileira por 5 anos. Os 112 pontos-base representam um custo anual equivalente a cerca de 1,12% do valor protegido. Quanto maior a cotação, maior a percepção de risco de calote.

    A menor marca registrada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) foi de 93 pontos, em fevereiro de 2020.

    Na 4ª feira (16.set.2026), o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano. A decisão estava alinhada às estimativas do mercado.

    Risco Brasil de 19 de setembro
    Risco Brasil de 19 de setembro — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Foi o 5º corte consecutivo. O ciclo começou em março de 2026, depois de a taxa permanecer em 15% ao ano desde junho de 2025.

    A decisão considerou a perda de força da inflação e da atividade econômica. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve deflação de 0,32% em agosto e acumula alta de 4,22% em 12 meses. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) recuou 0,2% em julho.

    A redução da Selic tende a diminuir gradualmente o custo da parcela da dívida pública vinculada à taxa básica. A cotação do CDS, porém, também considera a trajetória fiscal, as expectativas de inflação e crescimento, os juros de longo prazo e o ambiente internacional.

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    Mesmo com a flexibilização monetária, o Brasil mantém o maior juro real do mundo.

    O governo anunciou na 5ª feira (17.set.2026) um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. O piso mensal passará de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.

    O novo valor será aplicado à folha de outubro de 2026, com pagamentos a partir de 19 de outubro.

    Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan , o impacto será de:

    O governo afirma que a despesa cabe no espaço fiscal existente. Citou como fonte de recursos a redução das despesas com benefícios previdenciários depois da zeragem da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

    O custo de 2027 será incorporado à proposta orçamentária em análise no Congresso. O governo informou que detalhará os números no relatório bimestral de receitas e despesas de 24 de setembro de 2026.

    O RAF (Relatório de Acompanhamento Fiscal) da IFI (Instituição Fiscal Independente), publicado na 5ª feira (17.set.2026), analisou o prêmio de risco embutido na taxa nominal de juros de 5 anos. Leia a íntegra (PDF – 2 MB).

    A IFI estimou que a contribuição média da dívida bruta para esse prêmio foi de 3,16 pontos percentuais nos 12 meses até agosto.

    Esse cálculo é diferente do CDS de 112 pontos-base. A IFI analisou o adicional exigido pelos investidores para manter títulos de longo prazo, e não o custo da proteção contra um eventual calote da dívida soberana.

    O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) elevou os juros norte-americanos em 0,25 ponto percentual na 4ª feira (16.set.2026), para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a 1ª alta desde 2023.

    O BCE (Banco Central Europeu) também aumentou as taxas em 0,25 ponto percentual em 10 de setembro de 2026.

    A alta dos juros no exterior e a redução da Selic diminuem o diferencial de taxas em favor do Brasil. O movimento pode reduzir a atratividade dos ativos brasileiros, embora o CDS tenha recuado no período.

    O patamar de 112 pontos-base indica menor custo de proteção contra a dívida brasileira em comparação com o início do atual governo. O indicador ainda está 19 pontos acima da mínima registrada durante o governo Bolsonaro.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/risco-brasil-cai-a-112-pontos-menor-nivel-no-3o-mandato-de-lula/.

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    Juros mais baixos aliviam o custo de financiamento da dívida pública e tendem a ser positivos para o risco-país. Mas o efeito sobre o CDS depende menos do corte isolado da Selic e mais da reação dos juros futuros de prazo mais longo — Foto: Poder360

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