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    Rio avança no combate à informalidade dos combustíveis: como ajuda Vibra e Ultrapar?

    Pistola de gasolina em posto de combustíveis, em Brasília 07/03/2022 REUTERS/Adriano Machado " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/10/2025-10-06T185800Z_1_LYNXNPEL950WQ_RTROPTP_4_MACRO-IGP10-MAIO.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Avanço do combate à sonegação e à informalidade no mercado de combustíveis do Rio pode acelerar a migração de mais de mil postos para operadores regulares e abrir espaço para ganhos de participação das companhias de capital aberto The post Rio avança no combate à informalidade dos combustíveis: como ajuda Vibra e Ultrapar? ap

    InfoMoney
    16 de agosto de 2026 às 10:00
    Rio avança no combate à informalidade dos combustíveis: como ajuda Vibra e Ultrapar?
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    Pistola de gasolina em posto de combustíveis, em Brasília 07/03/2022 REUTERS/Adriano Machado

    O Rio de Janeiro está se transformando em um dos principais casos de formalização do mercado de combustíveis no Brasil, em um movimento que pode beneficiar distribuidoras e redes de postos que operam dentro das regras, segundo relatório do Bradesco BBI divulgado nesta semana.

    Na avaliação do banco, uma combinação de reformas administrativas, endurecimento da fiscalização tributária e combate a fraudes no setor vem reduzindo a participação de agentes informais no mercado fluminense, criando oportunidades de ganho de participação para operadores formais como Vibra ( VBBR3 ) e Ultrapar ( UGPA3 ).

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    O estudo aponta que a mudança ganhou força sob a gestão interina do governador Ricardo Couto, magistrado de carreira e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

    Segundo o BBI, a ausência de vinculação partidária permitiu ao governador avançar em medidas que administrações anteriores tiveram dificuldades para implementar, incluindo uma ampla reorganização da máquina pública e o reforço da atuação da Secretaria da Fazenda contra sonegação e concorrência desleal.

    Um dos reflexos mais visíveis dessa mudança aparece na arrecadação tributária. De acordo com as verificações de campo realizadas pelo banco, a arrecadação de tributos sobre combustíveis no estado cresceu mais de 40% no primeiro semestre de 2026 e avançou 77% no segundo trimestre na comparação anual.

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    Novas medidas podem acelerar formalização

    O Bradesco BBI afirma que a formalização do setor ainda pode ganhar velocidade com a implementação de três iniciativas adicionais atualmente em discussão no estado.

    A primeira delas é a criação de uma legislação voltada aos chamados “devedores contumazes”, empresas que fazem da inadimplência tributária parte de seu modelo de negócios. A segunda envolve a adoção de regras de solidariedade tributária, mecanismo que amplia a responsabilização de participantes da cadeia por impostos não recolhidos, seguindo modelo semelhante ao já utilizado em São Paulo.

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    Além disso, a Secretaria da Fazenda está intensificando a fiscalização sobre postos e redes considerados irregulares ou que historicamente apresentaram falhas na prestação de informações fiscais e contábeis. O banco avalia que essa ofensiva pode resultar no fechamento de um número relevante de estabelecimentos.

    Na visão do BBI, o processo de saneamento do mercado pode gerar uma profunda reorganização do setor no estado.

    O banco estima que mais da metade dos postos de combustíveis do Rio de Janeiro, o equivalente a mais de 1.000 unidades, poderá mudar de controle nos próximos anos, migrando para operadores formais.

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    Segundo os analistas, isso representa um potencial de aproximadamente 7,8 bilhões de litros de gasolina e outros 3 bilhões de litros de diesel, volume equivalente a cerca de 1,2% das vendas totais de combustíveis do Brasil.

    O relatório também destaca que experiências semelhantes já foram observadas em São Paulo. Em conversas com distribuidores e revendedores, o banco identificou casos de empresários que dobraram de tamanho após o endurecimento da fiscalização e a saída de concorrentes informais do mercado.

    Para o Bradesco BBI, os resultados obtidos pelo governo fluminense podem servir de modelo para outros estados brasileiros que enfrentam problemas semelhantes de evasão fiscal no setor de combustíveis.

    Caso isso aconteça, o potencial de ganhos para empresas expostas à distribuição e revenda de combustíveis pode ser ainda maior do que o atualmente incorporado nas projeções dos analistas. Por isso, o banco vê espaço para revisões positivas nas estimativas de volumes comercializados e margens de distribuidoras como Ultrapar ( UGPA3 ) e Vibra ( VBBR3 ).

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