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    Revolut obtém licença provisória para operar como banco nos EUA

    A Revolut obteve aprovação provisória para operar como um banco completo nos Estados Unidos, um marco para a fintech mais valiosa da Europa enquanto busca expandir sua atuação no lucrativo mercado americano.

    UOL
    3 de setembro de 2026 às 20:00
    Revolut obtém licença provisória para operar como banco nos EUA
    Prédio moderno com fachada de vidro e estrutura metálica preta exibe o nome 'Revolut' em letras grandes. Ao fundo, edifício alto com janelas quadradas em área urbana. — Foto: UOL

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    A Revolut obteve aprovação provisória para operar como um banco completo nos Estados Unidos , um marco para a fintech mais valiosa da Europa enquanto busca expandir sua atuação no lucrativo mercado americano.

    Revolut ainda precisa de aprovação do FDIC e do Federal Reserve para operar permanentemente nos EUA - Corey Rudy - 14.out.25/Reuters · Corey Rudy - 14.out.25/Reuters
    Revolut ainda precisa de aprovação do FDIC e do Federal Reserve para operar permanentemente nos EUA - Corey Rudy - 14.out.25/Reuters · Corey Rudy - 14.out.25/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Office of the Comptroller of the Currency (Gabinete do Controlador da Moeda em tradução livre) concedeu à Revolut aprovação preliminar para uma licença bancária nacional nos Estados Unidos nesta quarta-feira (2), segundo documentos públicos.

    A licença, uma vez plenamente autorizada, permitirá ao grupo sediado em Londres oferecer depósitos segurados a clientes americanos e significará que a empresa não precisará mais recorrer a bancos parceiros regulados para oferecer serviços bancários.

    O cofundador e presidente-executivo da Revolut , Nik Storonsky, afirmou que a aprovação "é um primeiro passo importante", que dá à empresa a "base para construir no maior mercado financeiro do mundo e levar a experiência completa da Revolut a milhões de americanos".

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Revolut há muito tempo tem planos de avançar no mercado americano, mas foi prejudicada por atrasos na aprovação de sua licença bancária completa no Reino Unido , concedida em março após um processo de vários anos com os reguladores da Autoridade de Regulação Prudencial (PRA na sigla em inglês), braço de supervisão prudencial do Banco da Inglaterra.

    A fintech sediada em Londres só solicitou a licença nos EUA em março. A empresa ainda aguarda aprovação regulatória da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC na sigla em inglês) e do Fed (Federal Reserve), além da aprovação definitiva do OCC.

    O presidente-executivo da Revolut nos EUA, Cetin Duransoy, disse ao Financial Times que o banco espera iniciar as operações no país no primeiro semestre de 2027. Inicialmente, a empresa pretende ter como público-alvo expatriados, tendo o "serviço bancário em múltiplas moedas" como produto principal.

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    Nos EUA, a Revolut planeja oferecer contas correntes, contas de poupança, produtos de crédito, empréstimos parcelados e cartões de crédito. A empresa também pretende adicionar stablecoins e serviços bancários para empresas ao longo do tempo.

    As hipotecas, no entanto, não faziam parte do plano de três anos apresentado aos reguladores. Por isso, a empresa pretende oferecer esse tipo de empréstimo posteriormente, depois de testá-lo em outros mercados.

    Fundada na capital britânica em 2015, a avaliação da Revolut disparou à medida que a empresa se expandiu rapidamente internacionalmente, acumulando 80 milhões de clientes em todo o mundo. O grupo foi avaliado recentemente em US$ 115 bilhões (R$ 587 bilhões) em uma venda privada de ações.

    A Revolut chegou a considerar a compra de um banco americano que já tivesse uma licença, por acreditar que uma aquisição poderia ser um caminho mais rápido para obter autorização para operar nos EUA do que apresentar um pedido próprio, informou anteriormente o Financial Times.

    O grupo decidiu, porém, solicitar a licença diretamente, em parte devido à abertura do governo Trump à entrada de novos participantes no sistema bancário regulado.

    "O que mudou [sob o governo Trump] é que os reguladores estão extremamente abertos à inovação, porque acreditam fundamentalmente que ter mais produtos no mercado é, em última instância, melhor para os consumidores e para as empresas", disse Duransoy.

    "Eles foram muito receptivos ao nosso pedido, mas essa receptividade não teve nada a ver com o rigor com que analisaram nossa solicitação", acrescentou.

    O OCC confirmou a aprovação condicional da Revolut e se recusou a fazer outros comentários.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/revolut-obtem-licenca-provisoria-para-operar-como-banco-nos-eua.shtml.

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    Revolut ainda precisa de aprovação do FDIC e do Federal Reserve para operar permanentemente nos EUA - Corey Rudy - 14.out.25/Reuters · Corey Rudy - 14.out.25/Reuters — Foto: UOL

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