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    Reverendos questionam André Mendonça por ser ministro do STF e pastor ao mesmo tempo

    Um grupo de pastores, a maioria presbiterianos, divulgou nesta semana uma "interpelação de interesse público" ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça . Leia mais (09/16/2026 - 15h59)

    Folha de S.Paulo
    16 de setembro de 2026 às 18:59
    Reverendos questionam André Mendonça por ser ministro do STF e pastor ao mesmo tempo
    Homem de meia-idade veste camisa branca, gravata listrada e toga preta, em ambiente interno com fundo desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    O ministro do STF André Mendonça, em sessão do tribunal - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters
    O ministro do STF André Mendonça, em sessão do tribunal - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Um grupo de pastores, a maioria presbiterianos, divulgou nesta semana uma "interpelação de interesse público" ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça .

    O documento cobra o colega, que é reverendo da IPP ( Igreja Presbiteriana de Pinheiros ), sobre a incompatibilidade ética, teológica e constitucional entre o exercício da magistratura suprema e o ministério pastoral ativo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os autores declaram que se dirigem a ele "como irmãos" e "com o respeito que lhe é devido", sem "animosidade pessoal, mas dever de consciência". Ressaltam que alguns dos signatários são veteranos, já "encanecidos no ministério", e ali estão com o objetivo de lembrar a "um pastor mais moço o que a vocação exige de todos nós".

    A manifestação fundamenta-se na Confissão de Fé de Westminster, texto adotado pela IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil). A norma estabelece que magistrados civis não podem assumir "a administração da Palavra e dos sacramentos, ou o poder das chaves do reino do céu".

    Esse grupo interpreta, portanto, que um juiz não poderia ser líder espiritual, e vice-versa. Mendonça é os dois.

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A carta aberta não chega numa hora qualquer. Mendonça tem ocupado o centro dos holofotes devido a impasses no Supremo envolvendo o caso Maste r e, mais precisamente, seu embate com o colega Alexandre de Moraes.

    Pastor há anos, está na IPP desde 2025. Quatro anos antes, assumiu a cadeira no STF.

    O documento é endossado tanto por líderes da IPB, como Silas Luiz de Souza e Luiz Longuini, quanto do seu braço independente. O reverendo Calvino Camargo, da IPIB (Igreja Presbiteriana Independente do Brasil), que ajudou a redigir o texto, diz que Mendonça assume uma "incômoda posição" quando topa estar na corte e no púlpito.

    O texto cita a Constituição brasileira, que não "laicismo hostil à fé", mas sim uma garantia recíproca: "Protege o Estado da tutela do templo e o templo da tutela do Estado."

    O grupo propõe que Mendonça responda, por exemplo, "como poderá ser tido por árbitro imparcial das liberdades religiosas de todas as confissões quem é, ao mesmo tempo, pastor de uma delas", e se "vossa excelência" reconhece que, "ao ouvir do púlpito quem detém a espada, a congregação perde a liberdade de discordar sem custo".

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/09/reverendos-questionam-andre-mendonca-por-ser-ministro-do-stf-e-pastor-ao-mesmo-tempo.shtml.

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    O ministro do STF André Mendonça, em sessão do tribunal - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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