Reunião com Flávio Bolsonaro em Brasília define futuro de JHC no PL: governo ou nada
Prefeito não conseguiu reverter decisão do partido em continuar sob seu comando

Embora tenha ido à capital federal com esperança de retomar o controle do PL em Alagoas, JHC encontrou na conversa com Flávio Bolsonaro, o presidenciável da sigla, a mesma justificativa que teve com Valdemar Costa Neto: que a legenda está à sua disposição para a disputa do governo do estado - ou isso, ou nada.
Mesmo com a força de ser um dos prefeitos de capital mais bem avaliados do país, a avaliação de pessoas próximas ao prefeito é que não há mais clima para a permanência na sigla - nem por parte dele, muito menos pela família Bolsonaro - que já deu outras demonstrações de que prefere o PL com Arthur Lira.
Aliás, até mesmo a nota oficial divulgada na manhã desta terça (17) supostamente pela direção nacional da sigla, já foi distribuída pela assessoria de Lira, o que confirma que o poder de fato dentro do partido já é exercido por ele.
No documento, o partido reafirma que está à disposição de JHC - mas apenas em caso dele ser o candidato da legenda ao governo do Estado. Não há no texto nenhuma menção ao prefeito ter aceitado a missão - o que reforça a tese de que a nota não foi dele.
Mas ao fim, porque JHC ainda tenta retomar o controle da legenda, se avalia lançar-se candidato ao senado por outro partido? Para analistas, a principal explicação está em Marina Cândia, nome do prefeito para ser deputada federal.
Para ter chances de vitória, a primeira-dama precisa estar numa chapa apoiada pelos vereadores do PL - que não podem deixar a sigla e seguir com o prefeito até um outro partido. A chapa que daria a vitória a Marina só pode acontecer no partido de Bolsonaro.
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