Resumo do OD: estudante brasileiro aprende com IA; guerra de dobráveis; novo iPhone e mais!
Ao menos uma vez por semana, quase metade dos alunos brasileiros de 15 anos usa chatbots de IA, como o ChatGPT, para estudar O post Resumo do OD: estudante brasileiro aprende com IA; guerra de dobráveis; novo iPhone e mais! apareceu primeiro em Olhar Digital .

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira (8) o Pisa 2025. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um trabalho aplicado a cada três anos para medir o conhecimento dos estudantes em leitura, matemática e ciência.
E a inteligência artificial foi assunto na edição.
Ao menos uma vez por semana, quase metade dos alunos brasileiros de 15 anos usa chatbots de IA, como o ChatGPT, para estudar. Foi a primeira vez que o Pisa levantou essa informação.

Aqui no Brasil , a porcentagem chegou a 48%. A média da OCDE foi de 46%.
Em 2025, 17% dos estudantes brasileiros relataram ter sido vítimas de pelo menos uma forma de bullying algumas vezes por mês ou com maior frequência . O percentual ficou abaixo da média da OCDE, de 20%. No Brasil, a incidência de bullying não apresentou mudança significativa entre as edições de 2022 e 2025 do PISA. No mesmo período, porém, o problema aumentou na grande maioria dos países e economias participantes.
O cyberbullying é menos frequente do que outras formas de bullying . No Brasil, 3% dos estudantes disseram que informações que os incomodavam ou prejudicavam foram publicadas sobre eles na internet, sem consentimento, pelo menos algumas vezes por mês nos 12 meses anteriores à aplicação do PISA. O índice é igual à média da OCDE, também de 3%.

No Brasil, os estudantes relataram passar, em média, 1,3 hora por dia usando dispositivos digitais na escola para atividades de aprendizagem , abaixo da média da OCDE, de 1,7 hora. Ao mesmo tempo, parte relevante do uso desses equipamentos durante os dias letivos é destinada ao lazer: os brasileiros passam, em média, 1 hora por dia usando dispositivos digitais na escola para atividades não relacionadas ao aprendizado , ante 1,1 hora na OCDE.
A distração provocada pela tecnologia também aparece nos dados. No Brasil, 25% dos estudantes afirmaram que seus colegas frequentemente se distraem com dispositivos digitais durante a maioria ou todas as aulas de ciências , contra 28% na média da OCDE. Entre os países da organização, alunos que relatam esse tipo de distração obtêm, em média, 11 pontos a menos em ciências, mesmo considerando diferenças socioeconômicas entre estudantes e escolas. No Brasil, a diferença chega a 19 pontos.
A proibição do uso de celulares nas escolas também se tornou muito mais comum. Em 2025, 81% dos estudantes brasileiros frequentavam escolas onde o uso de celulares não era permitido nas dependências , percentual bem superior à média da OCDE, de 49%. Em 2022, essa proporção era de apenas 37% no Brasil e 34% na média da OCDE , indicando um forte avanço das restrições no período.

Os dados da OCDE também apontam uma relação entre essas medidas e a distração: estudantes de escolas que proíbem celulares têm probabilidade cerca de 13% menor de relatar distrações causadas por dispositivos digitais , na média dos países da organização.
No Brasil, 48% dos estudantes alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência em ciências , enquanto a média da OCDE é de 74%. Nesse patamar, os alunos conseguem, no mínimo, reconhecer explicações corretas para fenômenos científicos familiares e avaliar, em situações simples, se uma conclusão é válida com base nos dados apresentados.
A distância também aparece entre os estudantes de melhor desempenho. Apenas 1% dos brasileiros atingiu os níveis 5 ou 6 em ciências , contra 7% na média da OCDE. Alunos nesses níveis são capazes de aplicar de maneira criativa e autônoma seus conhecimentos científicos a diferentes situações, inclusive aquelas com as quais não estão familiarizados.

Em matemática, 28% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência , bem abaixo dos 65% registrados na média da OCDE. Nesse nível, os alunos conseguem interpretar situações simples e reconhecer como representá-las matematicamente, como comparar as distâncias totais de duas rotas ou converter preços entre moedas.
Praticamente nenhum estudante brasileiro atingiu os níveis 5 ou 6 em matemática , enquanto a média da OCDE é de 8%. Nesses níveis mais avançados, os alunos conseguem modelar situações complexas matematicamente e selecionar, comparar e avaliar diferentes estratégias para solucionar problemas.
Em leitura, 49% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 2 ou superior , ante 69% na média da OCDE. Nesse patamar, os alunos conseguem identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informações a partir de critérios explícitos e refletir sobre o propósito e a forma de um texto quando orientados a fazê-lo.

Entre os estudantes de maior desempenho, 1% dos brasileiros alcançou o nível 5 ou superior em leitura , contra 6% na média da OCDE. Esses alunos conseguem compreender textos longos, lidar com conceitos abstratos ou contraintuitivos e distinguir fatos de opiniões a partir de pistas implícitas presentes no conteúdo ou na fonte da informação.
O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, alertou que a inteligência artificial avançada pode se tornar poderosa o suficiente para ameaçar a humanidade. O aviso foi feito nesta segunda-feira, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Turk defendeu garantias rígidas de segurança para a tecnologia e pediu que países envolvidos no desenvolvimento e nas cadeias de fornecimento de IA estabeleçam limites claros antes que seja tarde demais. Sem citar empresas, Turk também chamou atenção para a concentração de poder no setor.
Por falar no assunto, a União Europeia informou nesta segunda que está investigando um incidente envolvendo milhares de agentes autônomos de inteligência artificial da OpenAI. Os sistemas teriam desobedecido às instruções recebidas e ocupado um site alemão na semana passada. Os agentes deixaram cerca de 18 mil mensagens na DSEwiki, uma plataforma em alemão voltada a programadores e aberta à edição dos usuários. Segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira, os sistemas usaram o espaço para trocar respostas de testes e compartilhar métodos para contornar as barreiras digitais criadas para limitar suas ações. A OpenAI admitiu a invasão por agentes de IA e prometeu mais transparência.

O cientista-chefe da OpenAI , Jakub Pachocki , publicou um ensaio em que alerta para o ritmo de evolução da inteligência artificial (IA) e defende maior cautela no desenvolvimento de sistemas cada vez mais capazes. No texto , publicado no site da própria OpenAI, o pesquisador afirma que o avanço pode chegar ao ponto de permitir que as máquinas participem cada vez mais do próprio processo de desenvolvimento.
A Apple realiza amanhã seu tradicional evento de setembro, desta vez marcado pela expectativa em torno de uma mudança importante na linha do iPhone. Além da linha 18, a empresa deve apresentar pela primeira vez um modelo dobrável, que vem sendo chamado de iPhone Ultra. A apresentação também deve marcar uma nova fase para a Apple após a troca de comando entre Tim Cook e John Ternus. Cook deixou o cargo de CEO e passou a atuar como presidente executivo do conselho, enquanto Ternus assumiu a principal posição da companhia.
A Huawei apresentou nesta segunda-feira a nova geração do Mate XT2, seu celular dobrável com duas articulações que se transforma em um tablet quando aberto. O aparelho estreia o chip Kirin 9050 Pro e chega em um momento importante para a fabricante, que tenta defender seu espaço no mercado premium chinês.

Testes da própria marca indicam que o Mate XT2 entrega 42% mais desempenho geral que a geração anterior. Além do ganho de performance, a estrutura recebeu ajustes práticos – incluindo um mecanismo de dobra redesenhado, resistência à água aprimorada, um recurso de tela que impede pessoas próximas de visualizar o conteúdo e câmeras atualizadas.
Na China, o Mate XT 2 começa pelo equivalente a R$ 15.275 em conversão direta. Mas, no mercado brasileiro, esse valor certamente seria mais alto. Vale lembrar que a primeira versão, o Mate XT Ultimate Design, desembarcou no Brasil por R$ 32.999.
Por enquanto, a Huawei não anunciou uma versão global do Mate XT 2.

E a segunda-feira foi agitada. A Xiaomi também apresentou oficialmente um modelo dobrável, o Xiaomi 18 Fold. Desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, o modelo aposta no formato estilo passaporte, sendo compacto quando fechado e oferecendo mais espaço de tela quando aberto. Assim como no caso da Huawei, o Xiaomi 18 Fold foi anunciado inicialmente para o mercado chinês, sem previsão para outras partes do mundo. A versão de entrada sai por R$ 8,4 mil na conversão direta.
O Brasil está testando uma plataforma capaz de levar experimentos a mais de 100 km de altitude e trazê-los de volta à Terra. A operação acontece no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, e pode dar mais autonomia ao país nas pesquisas de microgravidade. A Plataforma Suborbital de Microgravidade é lançada acoplada a um foguete, realiza experimentos durante o voo e retorna presa a paraquedas. Com a carga recuperada, os pesquisadores podem examinar diretamente os materiais submetidos às condições reais da missão. A Operação Potiguar 2 começou em 31 de agosto e deve terminar em 19 de setembro.
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/08/pro/resumo-do-od-estudante-brasileiro-aprende-com-ia-guerra-de-dobraveis-novo-iphone-e-mais/.

Comparação entre Brasil e a média da OCDE quando o assunto é uso de IA por estudantes. – Gráfico gerado com IA. ChatGPT/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital
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