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    Renan Santos defende que Brasil tenha bomba atômica e minimiza violações sob Bukele

    Candidato à Presidência da República pelo Missão , Renan Santos defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir soberania e rejeitou a necessidade de estudos para embasar a iniciativa. Leia mais (08/26/2026 - 20h57)

    Folha de S.Paulo
    26 de agosto de 2026 às 23:57
    Renan Santos defende que Brasil tenha bomba atômica e minimiza violações sob Bukele
    Homem de terno escuro e camisa branca sentado à mesa em estúdio com fundo azul que exibe a palavra 'ELEIÇÕES' e o logotipo da Globo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Candidato à Presidência da República pelo Missão , Renan Santos defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir soberania e rejeitou a necessidade de estudos para embasar a iniciativa.

    Renan Santos (Missão) é o entrevistado desta quarta-feira, dia 26, na série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República - Manoella Mello/Divulgação TV Globo · Manoella Mello/Divulgação TV Globo
    Renan Santos (Missão) é o entrevistado desta quarta-feira, dia 26, na série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República - Manoella Mello/Divulgação TV Globo · Manoella Mello/Divulgação TV Globo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As declarações foram dadas em entrevista à Rede Globo , em programa especial sobre as eleições de 2026 com Renata Vasconcellos e César Tralli, do Jornal Nacional.

    Questionado, Renan disse que "não precisa de estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se defender".

    O candidato afirmou que, se o Brasil quer ser reconhecido uma das maiores nações do mundo, precisa discutir soberania e capacidade nuclear. Reconheceu, porém, que o país ainda não tem condições de produzir uma bomba atômica nos próximos anos e falou em uma produção "no médio e longo prazo".

    Debate com os candidatos à Presidência
    Debate com os candidatos à Presidência — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A medida, porém, é inconstitucional. O Brasil é signatário desde 1998 do Tratado de Não Proliferação Nuclear, e a Constituição Federal estabelece que toda atividade nuclear no território brasileiro "somente será admitida para fins pacíficos".

    O presidenciável negou ainda que a medida comprometeria a relação com os Estados Unidos e disse que caberia a Washington sentar com o Brasil para negociar. Comparou também a atual posição do Brasil diante da política externa como um "Zé Carioca do mundo", um destino de festas.

    Na segurança pública, o presidenciável reafirmou a proposta de retomar territórios dominados por facções criminosas em até um ano de governo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Questionado sobre o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro —que custou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos e terminou com o crime organizado ampliando o domínio sobre o estado—, Renan argumentou que o país vive uma "guerra unilateral" e disse ser favorável a uma "declaração de guerra contra o crime organizado".

    O candidato cita como inspiração o modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Questionado sobre denúncias de tortura e desaparecimentos associadas a esse modelo, afirmou não reconhecer os casos citados e disse se tratar de um "clichê da mídia internacional".

    Nos mais de três anos de estado de exceção em El Salvador , decretado em março de 2022 e renovado desde então, ao menos 470 pessoas morreram sob custódia do Estado, afirmou a ONG de direitos humanos Anistia Internacional em julho.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Renan negou se identificar com Bukele, mas justificou falas anteriores sobre "banhos de sangue" afirmando que o "Brasil está implorando" por justiça diante de mortes violentas.

    Questionado sobre o aliado Arthur do Val, deputado estadual paulista cassado após vazamento de áudios com falas machistas durante viagem à Ucrânia em 2022, Renan relativizou a gravidade do episódio. Na época, o então deputado afirmou que as mulheres ucranianas "são fáceis porque são pobres".

    O candidato do Missão afirmou que foram "declarações ruins", que "não foi um bom áudio" nem "adequado", mas que se tratava de conversa em ambiente privado.

    Na entrevista, ele reafirmou que, se eleito, vai descumprir decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que considerar ilegais, citando como exemplo uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que classificou como "grotesca" —a quebra de sigilo de fontes jornalísticas. "Decisão ilegal não se cumpre", disse.

    O líder do MBL (Movimento Brasil Livre) manteve tom mais formal em relação à estratégia vista no primeiro debate entre presidenciáveis no último domingo (23), que foi o mais esvaziado desde a redemocratização .

    Na ocasião, Renan Santos adotou retórica virulenta, com ofensas aos dois ausentes, a quem chamou de cadelas e criminosos. Ele apareceu com fraldas com os nomes de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), cravando que a ausência de ambos no debate é prova de covardia: "Vocês não estão vindo porque vocês são criminosos".

    Lula foi ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por causa dos ataques.

    Renan não tem direito a aparecer na propaganda eleitoral gratuita, que começa nesta semana. Por isso, adota a estratégia de aproveitar as entrevistas, sabatinas e debates para se apresentar ao eleitor como opção a Lula e a Flávio .

    O candidato do Missão é o terceiro a ser entrevistado pelo programa, que começou na segunda-feira (24), com Romeu Zema (Novo). Ronaldo Caiado (PSD) foi entrevistado na terça (25). Também foram convidados outros presidenciáveis que pontuam melhor nas pesquisas, com a ordem definida por sorteio.

    Na quinta-feira (27), a sabatina é com o presidente Lula . Flávio Bolsonaro falará na sexta-feira (28), seguido por Augusto Cury ( Avante ) no sábado (29).

    No último Datafolha , Renan Santos marcou 4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 39% de Lula e 33% de Flávio Bolsonaro. Caiado fez 5%, Romeu Zema, 3% e Augusto Cury, 2%.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/renan-santos-defende-que-brasil-tenha-bomba-atomica-e-minimiza-violacoes-sob-bukele.shtml.

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    Renan Santos (Missão) é o entrevistado desta quarta-feira, dia 26, na série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República - Manoella Mello/Divulgação TV Globo · Manoella Mello/Divulgação TV Globo — Foto: Folha de S.Paulo

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