Renan Santos coloca bomba atômica na campanha e propõe romper tratado
Presidential candidate and Mission Party president Renan Santos adjusts the sleeve of his shirt as he prepares for an interview at the studio where he shoots his daily posts on social media, in Sao Paulo, Brazil, April 16, 2026. REUTERS/Amanda Perobelli " data-image-caption=" (Foto: Amanda Perobelli / Reuters) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/06/renan-santos-politico-partido-missao01.jpg?fit=1100%2C700&quality=70&strip=all" />Presidenciável do Missão associa capacidade militar a maior peso internacional do Brasil The post Renan Santos coloca bomba atômica

Presidential candidate and Mission Party president Renan Santos adjusts the sleeve of his shirt as he prepares for an interview at the studio where he shoots his daily posts on social media, in Sao Paulo, Brazil, April 16, 2026. REUTERS/Amanda Perobelli
O candidato Renan Santos (Missão) levantou possibilidade de o Brasil desenvolver armas nucleares. Em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira (19), o candidato defendeu que o país deixe o Tratado sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares e, no longo prazo, passe a construir capacidade militar nuclear.
Renan apresentou a ideia como parte de uma estratégia de soberania e de projeção internacional. Segundo ele, o Brasil precisa aumentar seu poder militar para ter mais influência em negociações globais e sustentar ambições como uma eventual cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

“Não é que vou começar o meu mandato fazendo isso, mas faz parte de um processo inevitável de retomada da soberania”, afirmou.
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O candidato também vinculou a proposta à relação com as grandes potências. Na avaliação dele, um programa desse tipo exigiria interlocução prévia com Estados Unidos e China e uma inserção maior do Brasil na indústria internacional de defesa.

A proposta esbarra hoje em dois obstáculos centrais. O Brasil aderiu em 1998 ao tratado internacional de não proliferação, pelo qual assumiu o compromisso de não desenvolver armamento nuclear.
Além disso, a Constituição determina que as atividades nucleares no país tenham finalidade pacífica. Para transformar a proposta em política de Estado, portanto, seria necessário alterar o marco jurídico brasileiro e rever compromissos internacionais.
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Foto: InfoMoney
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