Política

    Renan ironiza Toffoli após suspensão: “Ministro técnico e imparcial”

    Candidato do Missão diz esperar reversão da decisão do TSE e volta a questionar atuação do ministro no caso do Banco Master

    Poder360
    31 de agosto de 2026 às 22:49
    Renan ironiza Toffoli após suspensão: “Ministro técnico e imparcial”
    Em entrevista a jornalistas, Renan Santos disse ter ido ao Resort Tayayá, ligado a Dias Toffoli no caso Master | Reprodução/YouTube/@Kim Kataguiri - 31.ago.2026 — Foto: Poder360

    Candidato do Missão diz esperar reversão da decisão do TSE e volta a questionar atuação do ministro no caso do Banco Master

    O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos , ironizou nesta 2ª feira (31.ago.2026) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que o proibiu de fazer propaganda e de ir a debates em canais audiovisuais. “Ministro técnico e imparcial” , disse, em tom irônico, sobre a ação, que se estende a seu candidato a vice, Aroldo Medina (Missão).

    Questionado sobre a expectativa de reverter a decisão no recurso, Renan disse acreditar que isso irá acontecer. Em seguida, voltou a ironizar a atuação do ministro, que também aplicou as mesmas punições a Wilson Grassi, candidato ao Planalto pelo Democrata.

    Em entrevista a jornalistas, Renan Santos (ao centro) disse ter ido ao Resort Tayayá, ligado a Dias Toffoli no caso Master; candidato do Missão afirmou que a vontade do ministro é de retirar seu "direito de participar" das eleições
    Em entrevista a jornalistas, Renan Santos (ao centro) disse ter ido ao Resort Tayayá, ligado a Dias Toffoli no caso Master; candidato do Missão afirmou que a vontade do ministro é de retirar seu "direito de participar" das eleições — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Se os juízes forem ainda mais equidistantes do que o Dias Toffoli, ainda mais imparciais que o Dias Toffoli, ainda mais técnicos que o Dias Toffoli, tenho certeza que essa decisão vai ser revertida” , afirmou o candidato do Missão em entrevista a jornalistas.

    O Poder360 procurou o gabinete do ministro Dias Toffoli para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das declarações de Renan Santos. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

    Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa, dos repasses do Fundo Eleitoral e da participação em debates. A medida foi tomada depois de o ministro apontar 16 perfis de redes sociais usados na campanha que não haviam sido informados à Justiça Eleitoral.

    A decisão também determina que as plataformas suspendam os perfis e preservem o conteúdo publicado desde 7 de agosto. Em até 24 horas, deverão informar dados sobre postagens, anúncios e impulsionamentos. O descumprimento pode causar multas de R$ 10.000 por hora e por perfil ou de R$ 50.000 por dia.

    Renan afirmou que sua candidatura foi registrada em 7 de agosto e que sua equipe comunicou ao TSE, no mesmo dia, problemas no cadastro das redes sociais. Segundo ele, outros candidatos também tiveram dificuldades semelhantes.

    O candidato também voltou a mencionar a relação de Toffoli com o Resort Tayayá. O empreendimento foi citado em mensagens apreendidas pela Polícia Federal em investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

    As ligações de Toffoli ganharam evidência a partir de contratos de venda de ativos da empresa do ministro, a Maridt Participações, para fundos de investimento ligados ao Master.

    Segundo Toffoli, a Maridt é uma empresa familiar de capital fechado. Ele declarou que não era administrador da companhia, apenas integrava o quadro societário e recebia dividendos. A empresa detinha cotas do Grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025.

    Renan afirmou ter produzido um vídeo sobre a relação de Toffoli com o resort. “Estou apenas trazendo fatos, não estou juntando pontos aqui” , disse.

    Toffoli se declarou suspeito para julgar o inquérito que investiga o caso Banco Master. O ministro também deixou a relatoria de uma ação relacionada à prisão de Vorcaro.

    Renan afirmou que as restrições impostas por Toffoli mostram, segundo sua avaliação, uma intenção pessoal de impedir sua participação na eleição. “A vontade dele, Dias Toffoli, personalíssima dele, era retirar de nós o direito de participar desse processo” , disse.

    Esta reportagem foi escrita pela estagiária de jornalismo Gabriella Santos, sob a supervisão do editor Lucas Fantinatti.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/renan-ironiza-toffoli-apos-suspensao-ministro-tecnico-e-imparcial/.

    Imagem 1

    Em entrevista a jornalistas, Renan Santos (ao centro) disse ter ido ao Resort Tayayá, ligado a Dias Toffoli no caso Master; candidato do Missão afirmou que a vontade do ministro é de retirar seu "direito de participar" das eleições — Foto: Poder360

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)