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    Remédios para pressão podem elevar em 33% o risco renal em diabéticos

    Estudo com mais de 31 mil pacientes aponta maior chance de piora da função dos rins com uso de um tipo comum de anti-hipertensivo

    Metrópoles
    19 de agosto de 2026 às 13:33
    Remédios para pressão podem elevar em 33% o risco renal em diabéticos
    Foto: Metrópoles

    Um grupo de medicamentos usados para controlar a pressão arterial pode estar ligado a pior evolução da função renal em pessoas com diabetes tipo 2. A associação foi apresentada no 63º Congresso da Associação Europeia de Nefrologia, com base na análise de mais de 31 mil pacientes.

    Os remédios avaliados são os bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos , indicados com frequência como segunda opção no tratamento da pressão alta em quem já tem doença renal relacionada ao diabetes. Segundo o estudo, pacientes que usavam esse tipo de medicamento junto às terapias padrão tiveram risco 33% maior de eventos renais graves em comparação com outros tratamentos.

    Os pesquisadores analisaram dados de adultos acompanhados entre 2016 e 2021. Todos já utilizavam medicamentos considerados base no tratamento, como inibidores do sistema renina-angiotensina e inibidores de SGLT2, conhecidos por proteger os rins.

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    brgfx/Magnific — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Parte do grupo também fazia uso dos bloqueadores de canais de cálcio. Após ajuste para diferenças clínicas entre os participantes, esse grupo apresentou maior risco de piora importante da função renal ao longo de cerca de três anos e meio de acompanhamento.

    Entre os problemas avaliados estavam a queda de pelo menos 40% na capacidade de filtração dos rins e a progressão para estágios mais avançados da doença, com necessidade de diálise ou transplante.

    Os autores sugerem que o resultado pode estar relacionado à forma como esses medicamentos alteram a circulação dentro dos rins. Em pessoas com doença renal, as estruturas responsáveis pela filtração já trabalham sob pressão elevada.

    Ilustração de órgão interno humano com rim. Metrópoles
    Ilustração de órgão interno humano com rim. Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os bloqueadores analisados tendem a relaxar mais os vasos que levam o sangue até essas estruturas do que aqueles que fazem a drenagem. Esse desequilíbrio pode aumentar a pressão interna e contribuir para a continuidade do dano renal.

    “Esses medicamentos são amplamente usados como segunda linha no controle da pressão em pacientes com doença renal diabética, e nossos resultados levantam dúvidas sobre se são sempre a melhor escolha nesse contexto”, afirmou a pesquisadora Timna Agur, autora do estudo, em comunicado. Resultados ainda precisam de confirmação Os próprios autores destacam que o estudo é observacional, o que impede afirmar que os medicamentos causam diretamente a piora dos rins. Ainda assim, consideram que a associação merece atenção, já que esses remédios são usados por um grande número de pacientes.

    A equipe defende a realização de estudos clínicos para confirmar os achados e orientar melhor a escolha de tratamentos para controlar a pressão em pessoas com doença renal ligada ao diabetes.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/remedios-para-pressao-podem-elevar-em-33-o-risco-renal-em-diabeticos.

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