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    Reestruturação termina até 2028, afirma CEO da Hapvida

    Luccas Adib é o primeiro CEO da Hapvida sem o sobrenome Pinheiro, que sempre administrou a empresa de saúde suplementar . Formado em Direito, ele está há sete anos na companhia, onde também ocupou diretorias financeira e de tecnologia. Leia mais (09/12/2026 - 14h00)

    Folha de S.Paulo
    12 de setembro de 2026 às 17:00
    Reestruturação termina até 2028, afirma CEO da Hapvida
    Homem de terno escuro e camisa clara segura microfone com a mão direita e gesticula com a esquerda enquanto fala. Fundo neutro azul claro. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Luccas Adib, CEO da Hapvida - Divulgação Hapvida · Divulgação Hapvida
    Luccas Adib, CEO da Hapvida - Divulgação Hapvida · Divulgação Hapvida — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Luccas Adib é o primeiro CEO da Hapvida sem o sobrenome Pinheiro, que sempre administrou a empresa de saúde suplementar . Formado em Direito, ele está há sete anos na companhia, onde também ocupou diretorias financeira e de tecnologia.

    A escolha de Adib para comandar a Hapvida foi anunciada como opção por um perfil de liderança técnica.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Falando pela primeira vez à imprensa desde que assumiu o cargo, ele analisa que a consistência em entregar resultados positivos é a chave para recuperar a confiança do mercado. A Havida reportou queda de 95,8% no lucro líquido ajustado do 2º trimestre de 2026. O executivo espera que a reestruturação da empresa —ou "turnaround", no jargão corporativo— termine até 2028.

    Seu nome foi anunciado como escolha de perfil técnico, em meio à crise, após anos de gestão familiar. Passados os primeiros meses no cargo, qual a diferença entre a expectativa e realidade dentro da Hapvida? Estamos fazendo agora um trabalho de montagem do time: nos primeiros dois, três meses do ano, fui estruturando a equipe. Montei um novo c-level. Não foi fácil, temos 120 mil pessoas para gerir. Também criamos uma cadeira de estratégia. Não tínhamos um trabalho de estratégia plurianual: montávamos um orçamento anual e perseguíamos esse orçamento. Agora, temos um olhar para o longo prazo.

    Trocar a maior parte da gestão é sinalização de mudanças. Quais? A mudança em relação a onde queremos chegar é pequena. O que muda mais é o como, porque é isso que precisamos ajustar. A companhia tem uma fortaleza clara, que é oferecer acessibilidade em saúde. Muitas tecnologias novas precisam ser assimiladas e há muito espaço para trazer uma visão mais quantitativa para a tomada de decisão.

    O mercado reagiu negativamente à última divulgação de resultados. Como o sr. entende essa recepção? Houve uma quebra de expectativa em relação ao consenso do mercado. O principal problema que tivemos foi o aumento da judicialização. As demais linhas do nosso resultado, como receita e custo, já estavam alinhadas com o que o mercado esperava, mas o nível de judicialização, maior do que o previsto, impactou negativamente o resultado da empresa. Como já vínhamos divulgando resultados que não satisfaziam o mercado, entramos numa espiral de frustrar as expectativas construídas em torno da companhia. Por isso, o trabalho agora é recuperar essa credibilidade, entregando resultados consistentes trimestre após trimestre —o que está ligado ao projeto de transformação que estamos conduzindo e que trará resultados em 2027.

    Como espera reverter essa espiral de frustração? O mercado financeiro é muito importante para grandes companhias como a nossa. Dito isso, não há nada imediato que nos obrigue a acessar o mercado de capitais no curto ou no médio prazo, já que temos uma posição de caixa robusta. Nossas amortizações de dívida estão distribuídas ao longo dos próximos dois, três anos de forma confortável. Então temos espaço para fazer nosso turnaround, concluir essa transformação e chegar a 2028 muito melhor posicionados.

    Como o sr. entende o cenário de judicialização na saúde suplementar, apontado como maior problema? Existe um nível de judicialização completamente anômalo no setor, que não para de crescer. A insegurança jurídica gerada pela volatilidade das decisões também é relevante. Esse trabalho de aderência entre o regime regulatório e o que é decidido no Judiciário exige conscientização e educação —um esforço grande que o Brasil precisa fazer. Somos um país de bacharéis em Direito: o alto número de advogados amplia o acesso à Justiça, algo positivo, mas também gera um nível de judicialização desproporcional. O que espero é que haja uma pacificação de entendimentos sobre o que está coberto pela lei dos planos de saúde, pelas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde) e pela apólice.

    Luccas Adib é formado em Direito pela USP (Universidade de São Paulo) e mestre pela HEC Paris. Está na Hapvida desde 2019, empresa na qual passou pelas diretorias financeira e de tecnologia. Assumiu o cargo de CEO da companhia em abril de 2026. Joga rúgbi profissionalmente há 15 anos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/09/reestruturacao-termina-ate-2028-afirma-ceo-da-hapvida.shtml.

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    Luccas Adib, CEO da Hapvida - Divulgação Hapvida · Divulgação Hapvida — Foto: Folha de S.Paulo

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