Reconstrução do Nepal após enchentes pode custar até R$ 26 bi; mortos chegam a 676
Imagens de câmera de segurança mostram pessoas correndo enquanto uma parede de lama e água destrói construções em um vale na fronteira entre Nepal e China, em Gyirong, na região do Tibete, China, em 26 de agosto de 2026. A imagem foi obtida de um vídeo publicado nas redes sociais. REUTERS/Redes Sociais " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2026-08-26T131132Z_1151064871_RC2A6NASUIN0_RTRMADP_3_NEPAL-FLOODS.jpg?fit=1280%2C721&quality=70&strip=all" />O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira ocorrido na quarta-feira (26), que desencadeou uma inundaçã

Imagens de câmera de segurança mostram pessoas correndo enquanto uma parede de lama e água destrói construções em um vale na fronteira entre Nepal e China, em Gyirong, na região do Tibete, China, em 26 de agosto de 2026. A imagem foi obtida de um vídeo publicado nas redes sociais. REUTERS/Redes Sociais
O número de mortos pelas enchentes que atingiram o Nepal chegou a 676 neste sábado (29), segundo atualização divulgada pelas autoridades do país. O governo estima que a reconstrução das regiões afetadas exigirá entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões. As informações foram publicadas pelo g1 e pela Associated Press.
A agência de desastres do Nepal registra 669 mortes e 2.426 pessoas desaparecidas, com mais de 3.700 resgatados. Do lado chinês, autoridades contabilizam sete mortos e mais de 550 desaparecidos.

O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira ocorrido na quarta-feira (26), que desencadeou uma inundação repentina e destruiu cidades, pontes e usinas hidrelétricas em áreas próximas à fronteira com a China. Avaliações preliminares indicam que o rompimento teria bloqueado temporariamente o curso de um rio antes da enxurrada.
Apesar da gravidade da tragédia, o Nepal informou que não necessita de equipes estrangeiras para operações gerais de busca e salvamento. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, os socorristas locais têm condições de conduzir os resgates que seguem em andamento.
O país, porém, solicitou ajuda internacional em áreas consideradas especializadas. Entre as demandas estão o resgate de possíveis vítimas presas em túneis de usinas hidrelétricas, a recuperação de sistemas de comunicação e transporte e a identificação de corpos.

Ainda segundo Khanal, o governo busca apoio técnico para a realização de testes de DNA e para ampliar a capacidade de armazenamento de corpos. O ministro afirmou que o Nepal não possui experiência suficiente em algumas dessas atividades e, por isso, necessita de conhecimento e equipamentos específicos fornecidos por parceiros internacionais.
Equipes de resgate continuam localizando vítimas nas regiões de Chitwan e Nawalparasi, situadas cerca de 100 quilômetros do epicentro do desastre. As autoridades alertam que o número de mortos ainda pode aumentar à medida que os trabalhos avançam.
A situação também pressiona o sistema de saúde local. Segundo o ministro, hospitais estão sobrecarregados e enfrentam dificuldades para armazenar os corpos recuperados, devido à falta de equipamentos de refrigeração adequados.

Os danos à infraestrutura do país são extensos. Escolas, hospitais, estradas, pontes e instalações de geração de energia foram severamente afetados pelas enchentes. Autoridades locais informaram que cerca de duas dezenas de pontes foram destruídas, comprometendo o transporte e a comunicação em áreas atingidas.
Diante do cenário, o governo nepalês pediu a Índia e à China que antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação nas regiões afetadas. A medida é considerada importante para acelerar a chegada de suprimentos e o trabalho das equipes de resposta ao desastre.
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Foto: InfoMoney
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