Receptação de ouro: entenda esquema alvo de bloqueio de R$ 34 milhões
A Polícia Civil de São Paulo deflagra, nesta segunda-feira (24/8), a Operação Ouro Reverso II para desmontar a rede criminosa

Investigações da Polícia Civil de São Paulo apontam que o esquema de comercialização de itens feitos com ouro roubado na capital paulista contava com uma “sofisticada rede de receptação”. O grupo criminoso é alvo da Operação Ouro Reverso II , nesta segunda-feira (24/8).
A coluna apurou que o esquema é dividido em três fases, executadas em diferentes momentos e por integrantes que desempenham funções distintas.
Na primeira etapa, atuam os executores. Eles são responsáveis por ir às ruas para roubar joias, sob a coordenação tática de intermediários.

Na segunda fase, estão os chamados processadores, grupo composto por lojistas e receptadores. Eles recebem o material ilícito e realizam o processamento primário, também chamado de derretimento e remanufatura.
Na última etapa, figuram os financiadores. Segundo as investigações, especialistas em lavagem de dinheiro utilizam empresas de fachada e depósitos fracionados para ocultar a origem dos recursos no sistema financeiro legal.
Segundo a Polícia Civil, o sistema financeiro ilícito garante o financiamento contínuo de novas atividades ilegais. A Operação Ouro Reverso II, deflagrada nesta segunda (24), atua simultaneamente nas três frentes do esquema .

O objetivo da operação é desmontar o esquema criminoso envolvendo ouro proveniente de furtos e roubos na capital paulista
Deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 3ª Delegacia, a operação mobiliza cerca de 60 investigadores
O objetivo da operação é desmontar o esquema criminoso envolvendo ouro proveniente de furtos e roubos na capital paulista. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 34.682.364,90 em bens ligados aos investigados. A coluna apurou que, durante a ação policial, investigadores encontraram anotações relacionadas à comercialização de ouro proveniente de furtos e roubos, além de uma balança utilizada para pesar o metal precioso.

A investigação busca identificar e responsabilizar todos os envolvidos na cadeia criminosa, desde os responsáveis pelos crimes até intermediários e empresas que compram, derretem e revendem o material de origem criminosa.
Deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 3ª Delegacia, a operação mobiliza cerca de 60 investigadores.
A operação conta com o apoio da Receita Estadual, responsável por auxiliar na fiscalização da regularidade das empresas investigadas, além da Caixa Econômica Federal.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/receptacao-de-ouro-entenda-esquema-alvo-de-bloqueio-de-r-34-milhoes.

Material cedido ao Metrópoles — Foto: Metrópoles
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