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    Receita e Anvisa agilizam liberação de remédio dos EUA para Lito Sousa

    Carga vinda de Nova York foi transferida de helicóptero para hospital em São Paulo

    UOL
    13 de setembro de 2026 às 21:00
    Receita e Anvisa agilizam liberação de remédio dos EUA para Lito Sousa
    Foto: UOL

    Uma operação conjunta entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, no sábado (12), um medicamento experimental importado para o influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. A agilidade na alfândega do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foi necessária porque a eficácia da substância diminui com o tempo.

    A substância ALN-6457 desembarcou de um voo vindo de Nova York, nos Estados Unidos, e teve o despacho concluído em poucos minutos. A autorização de importação do produto, desenvolvido pela Regeneron Pharmaceuticals e sem registro no Brasil, havia sido concedida pela Anvisa no dia 4 de setembro.

    "A rapidez da operação foi resultado da atuação coordenada entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O planejamento prévio entre as equipes possibilitou a antecipação dos procedimentos necessários para a liberação da carga, garantindo que o medicamento seguisse seu trajeto sem atrasos", afirmou a Receita Federal em nota divulgada.

    Após o desembarque, o remédio foi levado de helicóptero diretamente para o Einstein Hospital Israelita. A logística direta eliminou etapas intermediárias para acelerar o início do tratamento.

    O fármaco encontra-se em estágio pré-clínico e não possui testes formais em humanos para doenças priônicas. O criador de conteúdo será o primeiro paciente a testar o insumo, que teve a entrada liberada sob o mecanismo de uso compassivo, voltado a doentes graves sem opções terapêuticas.

    A esposa do criador de conteúdo, Mila Seidl, explicou que a solicitação reuniu dados científicos fornecidos pela fabricante. O pedido oficial partiu do hospital após a aprovação da empresa norte-americana.

    “A gente apresentou bastante documentação, e estava bem robusto. Eu me preparei bastante. A gente estava bem munido com os documentos que a farmacêutica passou, com os exames, com tudo científico mesmo”, disse.

    A família buscou a alternativa por uso compassivo após ter a entrada negada em um ensaio clínico devido à falta de vagas. A parente rebateu boatos sobre interferência política ou financeira no processo de aquisição.

    “A gente participou dos estudos e foi negado. Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava tudo fechado. Então, a gente seguiu para outro caminho, que é o uso compassivo do medicamento”, afirmou.

    “Tem gente falando que teve dedo de ministro para conseguir a medicação, que empresário rico financiou, que a Anvisa conseguiu. É a última vez que eu vou explicar: quem conseguiu a medicação fomos eu e o Lito”, disse.

    A liberação exigiu trâmites burocráticos no Brasil e nos Estados Unidos, envolvendo órgãos reguladores como a Food and Drug Administration (FDA) e o Ministério da Saúde. Todo o custeio foi assumido pelos próprios familiares.

    “Conseguimos por meios próprios o contato de outra farmacêutica, fizemos uma reunião com eles e, porque o caso do Lito é muito interessante, eles liberaram o uso compassivo. Aí eu fui atrás de todo o processo”, afirmou.

    “Não tem um centavo de dinheiro público, não tem um centavo de outra pessoa nisso. Vocês não me viram abrindo vaquinha nem nada”, declarou.

    Aos 59 anos, o especialista em aviação enfrenta uma condição neurológica rara causada por príons e que não possui cura. O paciente recebeu alta em 1º de setembro para continuar o acompanhamento médico em residência.

    Em gravação divulgada no dia 4 de setembro, o comunicador relatou otimismo e citou a expectativa pela chegada da substância.

    "Eu vou ter muito trabalho depois que eu melhorar, porque está acontecendo tanta coisa. Até eu me inteirar de tudo", disse.

    A doença de Creutzfeldt-Jakob causa deterioração progressiva do cérebro e vitimou a maioria dos 547 pacientes registrados no Brasil entre 2005 e 2021. Cerca de 90% dos acometidos morrem no período de seis meses a um ano após os primeiros sintomas.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/geral/receita-e-anvisa-agilizam-liberacao-de-remedio-dos-eua-para-lito-sousa.

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