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    Rebeldes do Iêmen atacam aeroportos na Arábia Saudita

    Os rebeldes houthis do Iêmen lançaram ataques com mísseis e drones contra aeroportos comerciais da Arábia Saudita entre a noite de segunda-feira (5) e esta terça (6), deixando ao menos três pessoas feridas. Leia mais (10/06/2026 - 10h34)

    Folha de S.Paulo
    6 de outubro de 2026 às 13:34
    Rebeldes do Iêmen atacam aeroportos na Arábia Saudita
    Veículo em chamas no deserto gera fumaça preta densa que sobe ao céu. Outros veículos militares estão próximos, e o terreno é arenoso e plano. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os rebeldes houthis do Iêmen lançaram ataques com mísseis e drones contra aeroportos comerciais da Arábia Saudita entre a noite de segunda-feira (5) e esta terça (6), deixando ao menos três pessoas feridas.

    Imagem divulgada pelos houthis de ataque com drones a veículos militares do governo no Iêmen - Ansarullah Media Center/AFP · Ansarullah Media Center/AFP
    Imagem divulgada pelos houthis de ataque com drones a veículos militares do governo no Iêmen - Ansarullah Media Center/AFP · Ansarullah Media Center/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo o grupo apoiado pelo Irã , que controla o oeste iemenita desde a guerra civil iniciada em 2014, foram atingidos os aeroportos da capital Riad e três aeródromos no sul do país vizinho, perto de sua fronteira: Abha, Najran e Jazan.

    Sempre refratário a comentar esse tipo de ação, o governo saudita desta vez confirmou que houve os ataques nos dois últimos aeroportos, divulgando danos limitados e o número de feridos. As operações nos locais já foram retomadas.

    Na véspera, os houthis haviam declarado o espaço aéreo da Arábia Saudita, que apoia o governo expulso pelos rebeldes da capital, Sanaa, como um teatro de operações. Advertiram empresas estrangeiras que voam por lá, e são várias europeias e do Oriente Médio , que seus aviões correm riscos.

    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo
    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Foi uma resposta assimétrica à nova situação em solo no Iêmen. Desde a semana passada, as forças sauditas e do governo retomaram a iniciativa, após verem uma ofensiva houthi tomar toda a costa do país no mar Vermelho.

    Com isso, os rebeldes buscaram controlar sua margem do estreito de Bab el-Mandeb e bloquear o comércio de petróleo saudita pela via, que liga o mar ao oceano Índico. Tiveram sucesso parcial, e agora veem combates intensos em toda a região que havia ocupado.

    Segundo o governo reconhecido do Iêmen e dados disponíveis de monitores de informações abertas, os houthis parecem de fato ter perdido o controle de duas cidades importantes na região, Mocha e Dhubab.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, negou nesta terça que isso tenha ocorrido. O grupo, escreveu no Telegram, "mantém controle total sobre seus avanços em campo". Uma coisa é certa: os combates seguem, apoiados por um intenso bombardeio feito por caças sauditas.

    A crise se insere na guerra maior no Oriente Médio, cuja etapa atual foi disparada pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro. Esse conflito está congelado agora, mas inconcluso, e Teerã conta com seus aliados no Iêmen para manter pressão econômica sobre Donald Trump .

    O eventual fechamento do Bab el-Mandeb para o petróleo saudita pressiona o preço da commodity, já alto devido ao bloqueio do Irã ao trânsito no estreito do outro lado da Península Arábica, o de Hormuz. Por lá a situação está um pouco mais fluida, mas longe dos níveis pré-guerra.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Na segunda, a situação de segurança fez a Arábia Saudita invocar pela primeira vez a ajuda dos seus dois novos parceiros militares, o Paquistão e a Turquia , unidos pelo chamado Acordo de Meca, assinado em setembro.

    Ainda não está claro como a assistência irá ocorrer, mas os três países afirmaram que Ancara e Islamabad mandariam forças para território saudita. Os paquistaneses já têm lá 8.000 soldados e um esquadrão de caças, cortesia de um pacto militar assinado só com Riad no ano passado.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/rebeldes-do-iemen-atacam-aeroportos-na-arabia-saudita.shtml.

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    Imagem divulgada pelos houthis de ataque com drones a veículos militares do governo no Iêmen - Ansarullah Media Center/AFP · Ansarullah Media Center/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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