Real Porto leva Rondônia disputa da Copa do Rei de Fut7
Quando se fala em "Libertadores", o pensamento imediato do torcedor costuma ser o futebol de campo. No entanto, as atenções em Rondônia agora se voltam para os gramados sintéticos e para a alta intensidade do Fut7. Entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, a equipe do Real Porto, de Porto Velho, fará história ao entrar em quadra para a fase de grupos da Copa Rey de las Américas — a cobiçada Libertadores da modalidade. O clube rondoniense buscará o topo do continente tanto com a equipe masculina quanto com a feminina nessas datas. Real Porto fut7 na Copa Regional Society em Pimenta Bueno Divulga
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Quando se fala em "Libertadores", o pensamento imediato do torcedor costuma ser o futebol de campo. No entanto, as atenções em Rondônia agora se voltam para os gramados sintéticos e para a alta intensidade do Fut7. Entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, a equipe do Real Porto, de Porto Velho, fará história ao entrar em quadra para a fase de grupos da Copa Rey de las Américas — a cobiçada Libertadores da modalidade. O clube rondoniense buscará o topo do continente tanto com a equipe masculina quanto com a feminina nessas datas.
Real Porto fut7 na Copa Regional Society em Pimenta Bueno — Foto: Divulgação/Real Porto
Para honrar a magnitude dessa competição internacional, o Real Porto decidiu elevar o patamar de sua preparação técnica e física. O clube buscou parcerias estratégicas, realiza uma seleção rigorosa e tem no comando "gente cascuda".
Mister Maurição (camisa 7) em atuação pelo futsal do Flamengo — Foto: Arquivo Pessoal
No time masculino, a aposta foi em Maurição, ex-atleta de futsal com passagens por grandes clubes como Flamengo e Vasco, além de experiência internacional na Kings League, na Loud. O treinador chegou a Rondônia ciente do tamanho da missão:
"Eu gosto de brincar que nós somos o Exército do Norte, né? Para representar não só Rondônia, o Norte, o Brasil. Nossa busca vai ser ser campeão do mundo e, com certeza, daqui a um tempo nós seremos. Eu tenho um grupo maravilhoso e altamente capacitado. A gente tem tudo para fazer uma hegemonia muito grande."
Agora, a contagem é regressiva. Com os treinos intensificados para até três vezes na semana na reta final, o Real Porto viaja no início de setembro com um objetivo claro: provar que o Norte do Brasil não é apenas um participante na Copa Rey de las Américas, mas uma potência pronta para escrever seu nome na história do esporte continental.
Mister Maurição em comemoração com a camisa do Real Porto — Foto: Real Porto/Divulgação
O futebol sete (ou society) difere do tradicional futebol de campo por ser jogado com sete atletas de cada lado em grama artificial, exigindo uma dinâmica muito mais acelerada, semelhante à do futsal. E foi exatamente nessa intensidade que o Real Porto, fundado há 11 anos como um time de amigos, encontrou o caminho para a glória.
A equipe construiu na trajetória uma bagagem que os levou a alçar voos maiores em competições nacionais. O passaporte para a competição internacional foi carimbado após campanhas na Taça Brasil: o masculino conquistou o terceiro lugar no ano passado, enquanto o feminino garantiu o vice-campeonato na edição de 2026. Para o presidente do clube, Alexandre Trappel, o sentimento é de realização e orgulho pela trajetória trilhada:
"É um processo de transição até um pouquinho doloroso, porque a gente acabou perdendo alguns amigos no caminho para poder tentar se profissionalizar. [...] Ver tudo que a gente alcançou de lá até aqui é motivo de muito orgulho. Só mostra a força de Rondônia, que hoje é o único time da região Norte e do Centro-Oeste a representar o Brasil na Libertadores da América."
Maciel Cabelo desarma Railto Cebolinha em treino do Genus — Foto: Gilmar de Jesus
Dentro de campo, o elenco mescla novos talentos com rostos já conhecidos do torcedor rondoniense, como o jogador Maciel Cabelo, que faz diariamente a transição do futebol de campo profissional para o Fut7 e tem sido peça chave nessa adaptação tática da equipe:
"A minha base foi no futebol de campo e, com os anos passando, eu fui migrando para o Fut7 e futsal. Consegui me adaptar um pouco rápido pela facilidade de assimilar o que tem que se fazer dentro de campo. Se tratando de futebol, para mim qualquer quadra ou campo grande eu consigo desenvolver bem."
Apesar do nível técnico de excelência e da grandiosa representatividade de carregar a bandeira da região do país nas costas. O Fut7 ainda não é uma modalidade profissional ou olímpica no Brasil, o que exige dos atletas uma dupla jornada exaustiva. O sonho de conquistar a América precisa ser conciliado com a vida familiar e o trabalho convencional. A comissão técnica detalha os malabarismos diários para manter o time em alto nível:
"É bem complicado. Eles não vivem só do Fut7. Mas o Real Porto tem uma estrutura muito grande, onde estão deixando isso mais profissional. A gente consegue treinar das 9 horas da noite até umas 11 horas, e depois tem o período de descanso para eles."
No feminino, o roteiro de superação é o mesmo. As meninas treinam no mesmo local que o time masculino, com preparação física e técnica dividida em dois dias na semana, enfrentando os mesmos desafios de conciliação de rotina para representar Rondônia pela primeira vez em um torneio desse porte.
"O feminino também foi terceiro lugar na Taça Brasil e agora fomos vice-campeão na Taça Brasil desse ano, 2026. Eu como técnico do feminino. E agora vamos pra Libertadores em busca do título", finaliza Vanderlei Nascimento.
Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/ro/noticia/2026/08/19/real-porto-leva-rondonia-disputa-da-copa-do-rei-de-fut7.ghtml.
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