Economia

    Reajuste no Bolsa Família: quais varejistas da B3 podem ser beneficiadas?

    Assaí Atacadista " data-image-caption=" Assaí Atacadista (Foto: Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/10/whatsapp_image_2024-09-19_at_11.24.18_0.jpeg?fit=1280%2C852&quality=70&strip=all" />JPMorgan vê Grupo Mateus, Pague Menos e Assaí entre beneficiados The post Reajuste no Bolsa Família: quais varejistas da B3 podem ser beneficiadas? appeared first on InfoMoney .

    InfoMoney
    18 de setembro de 2026 às 10:28
    Reajuste no Bolsa Família: quais varejistas da B3 podem ser beneficiadas?
    Foto: InfoMoney

    O anúncio do governo federal de um reajuste de 15% no programa Bolsa Família deve trazer um impulso de curto prazo para o consumo das famílias e favorecer principalmente varejistas com forte presença nas regiões Norte e Nordeste do país, segundo avaliação do JPMorgan.

    A mudança entra em vigor em outubro e elevará os gastos do programa em cerca de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e em aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027 . Com isso, o orçamento previsto para o Bolsa Família no próximo ano passará de cerca de R$ 157 bilhões para R$ 179 bilhões. O benefício mínimo subirá de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio pago às famílias avançará de R$ 675 para R$ 777. Atualmente, o programa atende cerca de 19,3 milhões de famílias em todo o país.

    Para o banco americano, a medida deve se traduzir em melhora do poder de compra das famílias de baixa renda, com efeitos mais perceptíveis nas regiões que concentram a maior parcela dos beneficiários do programa.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Nesse contexto, o JPMorgan vê Grupo Mateus ( GMAT3 ), Pague Menos ( PGMN3 ) e, em menor grau, Assaí ( ASAI3 ) como as companhias mais expostas ao potencial aumento do consumo.

    Segundo os analistas, Norte e Nordeste têm apresentado um dos desempenhos mais fracos em vendas nos últimos trimestres, movimento que foi parcialmente explicado pela queda das transferências do Bolsa Família na comparação anual. Agora, com a estabilização dessas transferências e o anúncio do reajuste, a expectativa é de melhora do ambiente de consumo.

    Há meses, presidente vinha pedindo a integrantes de sua equipe que encontrassem alternativas para ampliar o valor do benefício

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Ministro do TSE extinguiu pedido apresentado por Zé Trovão sem analisar se aumento a 17 dias da eleição viola a legislação eleitoral

    “O aumento das transferências de renda deve ajudar o consumo de curto prazo”, avalia o JPMorgan.

    A tese do banco se baseia principalmente na distribuição geográfica dos beneficiários do programa. O Norte e o Nordeste concentram parcela relevante das famílias atendidas pelo Bolsa Família, tornando a economia dessas regiões mais sensível a alterações no valor dos benefícios sociais.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Por consequência, empresas com elevada exposição a esses mercados tendem a sentir os efeitos positivos mais rapidamente.

    O Grupo Mateus, por exemplo, possui forte presença no Nordeste, enquanto a Pague Menos mantém uma extensa rede de farmácias na região. Já o Assaí também pode se beneficiar do reforço na renda disponível, embora sua exposição regional seja mais diversificada.

    Apesar da avaliação positiva para as tendências de vendas no curto prazo, o JPMorgan chama atenção para um possível efeito colateral da medida.

    Assaí Atacadista
    Assaí Atacadista — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Na visão do banco, o aumento dos gastos públicos pode ampliar preocupações fiscais e gerar pressão adicional sobre os juros de mercado.

    Caso isso aconteça, companhias mais alavancadas financeiramente podem enfrentar um ambiente menos favorável. Os analistas citam especificamente Assaí e Pague Menos como empresas potencialmente mais sensíveis a um cenário de juros elevados por mais tempo.

    Assim, embora o reajuste do Bolsa Família tenda a favorecer receitas e vendas no curto prazo, parte do efeito positivo pode ser compensado por pressões financeiras decorrentes de uma eventual deterioração das expectativas fiscais.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Para o JPMorgan, o saldo líquido ainda é positivo para o varejo voltado à baixa renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que devem ser as principais beneficiárias do reforço dos programas de transferência de renda.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/reajuste-no-bolsa-familia-quais-varejistas-da-b3-podem-ser-beneficiadas/.

    Imagem 1
    1 / 6

    Foto: InfoMoney

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)