Brasil

    Raro polvo azul retorna às Ilhas Galápagos

    O raro polvo azul que surpreendeu cientistas retornou às Ilhas Galápagos . O exemplar, do tamanho de uma bola de golfe, ficará conservado na Estação Científica Charles Darwin, que abriga uma vasta coleção de espécies da extraordinária biodiversidade do arquipélago. Leia mais (09/04/2026 - 15h36)

    Folha de S.Paulo
    4 de setembro de 2026 às 18:36
    Raro polvo azul retorna às Ilhas Galápagos
    Close-up do rosto de um polvo com foco na textura úmida da pele e no olho visível, destacando detalhes da superfície e tentáculos ao fundo desfocados. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O raro polvo azul que surpreendeu cientistas retornou às Ilhas Galápagos . O exemplar, do tamanho de uma bola de golfe, ficará conservado na Estação Científica Charles Darwin, que abriga uma vasta coleção de espécies da extraordinária biodiversidade do arquipélago.

    Um polvo-azul-de-Galápagos (Microeledone galapagensis) preservado em um laboratório em Puerto Ayora, na ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos, Equador - Carlos Espinosa - 2.set.26/AFP · Carlos Espinosa - 2.set.26/AFP
    Um polvo-azul-de-Galápagos (Microeledone galapagensis) preservado em um laboratório em Puerto Ayora, na ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos, Equador - Carlos Espinosa - 2.set.26/AFP · Carlos Espinosa - 2.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Uma expedição coletou pela primeira vez um exemplar dessa espécie de pequenos tentáculos em 2015, a mais de 1.700 metros de profundidade no norte do arquipélago equatoriano, conhecido por sua flora e fauna endêmicas.

    Apenas três exemplares foram observados até hoje, mas os outros dois foram registrados somente em vídeo.

    O polvo, já morto, foi levado em 2022 ao Museu Field de História Natural, em Chicago, nos Estados Unidos. Lá, recebeu o nome científico Microeledone galapagensis , foi classificado e apresentado ao mundo.

    Raro polvo azul retorna às Ilhas Galápagos
    Raro polvo azul retorna às Ilhas Galápagos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na segunda-feira (31), retornou a Galápagos, embora já sem o azul intenso dos tentáculos, com o corpo opaco e a cabeça completamente pálida.

    Com extremo cuidado, pesquisadores da Estação Científica Charles Darwin manipularam o exemplar, que chegou envolto em uma gaze embebida em álcool às ilhas, localizadas a 1.000 quilômetros da costa do Equador .

    O polvo retorna "com um nome e temos boas notícias: é uma espécie endêmica", disse à AFP Miguel Pinto, curador principal das coleções de História Natural da Estação.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Desde esta semana, o exemplar está conservado em uma galeria, com uma etiqueta vermelha que o identifica como holótipo, ou seja, o animal que serviu de referência para a descrição da nova espécie.

    A partir de agora, ficará junto a outros 140 mil exemplares de organismos marinhos, vertebrados, invertebrados terrestres e plantas preservados pela estação científica.

    Para Paulina Sepa, responsável pelas coleções marinhas, o retorno do polvo permitirá avançar nas pesquisas sobre a enorme biodiversidade de Galápagos, reserva da biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade da Unesco.

    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)
    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo Sepa, há muito mais a descobrir. "Um milhão de perguntas", afirmou.

    "Precisamos estudá-la mais", disse Pinto sobre a espécie. "Também são necessárias mais explorações nas profundezas do mar de Galápagos para procurá-los e entendê-los um pouco melhor", acrescentou.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/09/raro-polvo-azul-retorna-as-ilhas-galapagos.shtml.

    Imagem 1
    1 / 4

    Um polvo-azul-de-Galápagos (Microeledone galapagensis) preservado em um laboratório em Puerto Ayora, na ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos, Equador - Carlos Espinosa - 2.set.26/AFP · Carlos Espinosa - 2.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)