Economia

    Rali da Bolsa reduz posições vendidas; veja onde os shorts ainda resistem

    Arte conceitual em formato horizontal mostra um gráfico de alta no mercado financeiro, com elementos visuais que remetem à redução das apostas na queda das ações na Bolsa brasileira. A imagem ilustra reportagem sobre a diminuição do short interest no Ibovespa e os papéis em que os shorts ainda resistem. Imagem gerada com uso de IA " data-image-caption=" Ilustração abstrata representa a alta recente da Bolsa brasileira em meio à redução das posições vendidas em ações. Imagem gerada com uso de IA " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5689f3d4-c4bb-4e17-a63b-5

    InfoMoney
    9 de setembro de 2026 às 21:35
    Rali da Bolsa reduz posições vendidas; veja onde os shorts ainda resistem
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    Arte conceitual em formato horizontal mostra um gráfico de alta no mercado financeiro, com elementos visuais que remetem à redução das apostas na queda das ações na Bolsa brasileira. A imagem ilustra reportagem sobre a diminuição do short interest no Ibovespa e os papéis em que os shorts ainda resistem. Imagem gerada com uso de IA

    Ilustração abstrata representa a alta recente da Bolsa brasileira em meio à redução das posições vendidas em ações. Imagem gerada com uso de IA

    Apesar da queda de 0,93% da Bolsa nesta quarta-feira (9), com o Ibovespa recuando aos 185.629 pontos, a recuperação das últimas semanas veio acompanhada por outro movimento: investidores reduziram parte das apostas na queda das ações brasileiras .

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    O short interest (proporção das ações em posições vendidas) mediano entre os papéis do Ibovespa caiu 0,7 ponto percentual, para 6,5%, enquanto as posições vendidas em aberto recuaram 10,5%, para R$ 121 bilhões, segundo o relatório XP Short Scout, divulgado nesta quarta-feira, com dados até o fechamento de 4 de setembro.

    O movimento ocorre depois de uma arrancada do principal índice da B3. Em 19 de agosto, o Ibovespa abriu aos 166.336 pontos. Em 4 de setembro, fechou aos 185.147,15 pontos, avanço de cerca de 11,3%, ou quase 18,8 mil pontos entre os dois níveis.

    A leitura também converge com o cenário traçado pelo Bank of America. Em relatório divulgado na terça-feira (8), o banco elevou a recomendação para ações brasileiras e apontou, entre os fatores favoráveis, a melhora dos fluxos e a redução das posições vendidas no mercado local.

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    Os dados da XP mostram, porém, que o movimento não ocorreu de maneira uniforme entre as ações.

    Entre os papéis destacados pela XP, Caixa Seguridade ( CXSE3 ), MRV ( MRVE3 ), Magazine Luiza ( MGLU3 ), Hapvida ( HAPV3 ) e Minerva ( BEEF3 ) tiveram algumas das maiores quedas do short interest em relação ao free float (ações disponíveis para negociação no mercado) nas últimas duas semanas.

    Em valor financeiro, também houve recuos relevantes em Eneva ( ENEV3 ), Eucatex ( EUCA4 ), Usiminas ( USIM3 ), Caixa Seguridade ( CXSE3 ) e Trisul ( TRIS3 ).

    Ilustração abstrata do mercado financeiro com gráfico de alta e redução de posições vendidas na Bolsa
    Ilustração abstrata do mercado financeiro com gráfico de alta e redução de posições vendidas na Bolsa — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A redução aparece, portanto, em diferentes papéis, tanto na proporção do free float quanto no valor financeiro das posições vendidas.

    Em BEEF3 , por exemplo, o short interest recuou 5,6 pontos percentuais em 14 dias, mas permaneceu em 24,1% do free float, o segundo maior percentual do levantamento.

    Casas Bahia ( BHIA3 ) lidera o ranking da XP, com 30% do free float em posições vendidas.

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    Na sequência aparecem Minerva, SLC Agrícola, Boa Safra e 3tentos. Os dez papéis do ranking apresentam short interest de 19,5% ou mais.

    Pela metodologia da XP, um short interest acima de 10% é considerado elevado.

    BHIA3 também aparece entre as ações com aluguel mais caro. A taxa está em 54,7%, atrás apenas da Natura ( NATU3 ), com 64,6%.

    A taxa de aluguel representa o custo para tomar a ação emprestada. Níveis elevados podem estar associados a uma maior demanda pelos papéis para montagem de posições vendidas, embora o indicador não determine, sozinho, a direção futura da ação.

    Alguns papéis seguiram na direção contrária ao movimento agregado.

    A Ser Educacional ( SEER3 ) registrou aumento de 11,9 pontos percentuais no short interest em 14 dias, para 15,5%. Na Motiva ( MOTV3 ), o avanço foi de 6,7 p.p., para 11,1%.

    Em MOTV3 , o movimento também aparece no valor financeiro das posições vendidas, que chegou a cerca de R$ 1,75 bilhão, após alta de 174,1% em 14 dias.

    Em SEER3 , o estoque financeiro das posições aumentou 348,6% no mesmo período, para R$ 96,95 milhões.

    Na Motiva, a taxa de aluguel chegou a 8,1%, enquanto o days to cover (estimativa de quantos dias seriam necessários para encerrar as posições vendidas considerando o volume médio negociado) avançou para 9,8 dias.

    Um short (posição vendida) representa uma aposta na queda de uma ação, mas um nível elevado do indicador, isoladamente, não determina o comportamento futuro do papel.

    Quando uma ação com grande concentração de posições vendidas passa a subir, investidores podem recomprar os papéis para encerrar essas operações.

    Caso as recompras ocorram de forma concentrada, pode haver um short squeeze (movimento de alta intensificado pela recompra dos investidores vendidos).

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