Raio-X da Polícia Federal: como funciona equipamento que “enxerga” dentro das malas e encontrou mais de R$ 500 mil em aeroporto de São Paulo
Veja como a tecnologia transforma o conteúdo das bagagens em imagens e ajuda a identificar objetos escondidos

Uma mala pode parecer completamente comum por fora, mas revelar muito mais quando passa pelo raio-x. Em poucos segundos, o equipamento utilizado em aeroportos produz uma imagem do que está dentro da bagagem, permitindo que o conteúdo seja analisado sem que a mala precise ser aberta.
A tecnologia esteve presente em uma apreensão de R$ 510 mil em espécie realizada pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas , em São Paulo. Mas como, afinal, um equipamento consegue “enxergar” o que está escondido dentro de uma mala?
O equipamento utiliza raios X para produzir uma imagem do interior da bagagem . Como diferentes materiais interagem com essa radiação de maneiras distintas, o sistema consegue formar uma representação dos objetos que estão dentro da mala.

Segundo a ANAC ( Agência Nacional de Aviação Civil) , o equipamento permite identificar itens metálicos e não metálicos durante a inspeção. A tecnologia é considerada um método de inspeção não invasiva, já que permite verificar o conteúdo sem a abertura imediata da bagagem.
A imagem produzida é então analisada durante o procedimento de segurança. Quando o conteúdo não pode ser identificado com clareza ou há necessidade de uma verificação adicional , a bagagem pode passar por uma inspeção manual .
Ele não funciona como uma lista automática dos objetos. O equipamento produz uma imagem que precisa ser interpretada durante a inspeção.

Isso permite que materiais e objetos chamem a atenção mesmo quando estão escondidos entre outros itens. Em fiscalizações realizadas em aeroportos, por exemplo, imagens de raio-X já ajudaram a localizar drogas ocultadas em bagagens.
O mesmo princípio ajuda a entender o caso de Congonhas : o equipamento não precisa “ler” uma mala ou saber automaticamente quanto dinheiro existe dentro dela. Ele gera uma imagem do conteúdo , que pode ser analisada durante a fiscalização .
A reposta é não. Existem equipamentos convencionais de raios X e tecnologias mais avançadas, como os tomógrafos computadorizados . De acordo com a ANAC, enquanto o raio-X produz imagens do interior da bagagem, o tomógrafo gera imagens em 3D e com maior detalhamento.

A diferença também pode ser percebida no cotidiano. Alguns sistemas de raio-X produzem uma imagem, enquanto equipamentos chamados de multi-view conseguem gerar duas ou mais imagens de cada objeto dentro da bagagem.
Assim, aquela esteira pela qual a mala passa antes do embarque é parte de um sistema de segurança que permite visualizar o conteúdo da bagagem sem precisar abri-la de imediato.
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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/raio-x-da-policia-federal-como-funciona-equipamento-que-enxerga-dentro-das-malas-e-encontrou-mais-de-r-500-mil-em-aeroporto-de-sao-paulo/.

Raio-X da Polícia Federal: como funciona equipamento que “enxerga” dentro das malas e encontrou mais de R$ 500 mil em aeroporto de São Paulo • Google • Imagem produzida por IA · • Google • Imagem produzida por IA — Foto: CNN Brasil
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