Economia

    Quem lidera o 1º turno vence a eleição? O que diz o histórico dos segundos turnos

    Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva, a candidate for reelection for the Workers’ Party (PT), sits on the day he announces a national ban on the operation of online betting companies, known locally as “bets” and other economic measures aimed at protecting families and working-class households, in Sao Paulo, Brazil, September 25, 2026. REUTERS/Amanda Perobelli " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-09-25T223900Z_154552893_RC2MQNA2LIRJ_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-LULA.jpg?fit=1280%2C851&quality=70&strip=all" />Desde a redemocratização, nenhum candi

    InfoMoney
    4 de outubro de 2026 às 01:00
    Quem lidera o 1º turno vence a eleição? O que diz o histórico dos segundos turnos
    Foto: InfoMoney

    Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva, a candidate for reelection for the Workers’ Party (PT), sits on the day he announces a national ban on the operation of online betting companies, known locally as “bets” and other economic measures aimed at protecting families and working-class households, in Sao Paulo, Brazil, September 25, 2026. REUTERS/Amanda Perobelli

    Desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno de uma eleição presidencial em segundo lugar conseguiu virar a disputa na rodada seguinte. O padrão se repetiu nas sete eleições presidenciais que chegaram ao segundo turno desde 1989. O candidato mais votado na primeira etapa acabou eleito em todas elas.

    Em 2026, porém, a distância pequena entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas coloca esse histórico sob maior atenção.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    “Essa é a décima eleição geral do Brasil desde a redemocratização e promete ser uma das mais acirradas da história”, afirmou Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), no Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .

    O histórico mostra que manter a liderança não significa preservar a margem construída no primeiro turno.

    Levantamento feito após anúncios do Desenrola 3.0 e da proibição das bets e em meio à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida mostra empate técnico nos dois turnos

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Em 2014, Dilma Rousseff (PT) terminou a primeira rodada com 41,59% dos votos válidos, contra 33,55% de Aécio Neves (PSDB), vantagem de pouco mais de oito pontos. No segundo turno, Dilma venceu por 51,64% a 48,36%, diferença de 3,28 pontos.

    O movimento voltou a ocorrer em 2022. Lula terminou o primeiro turno com 48,43%, contra 43,20% de Jair Bolsonaro, vantagem de 5,23 pontos. Na segunda votação, venceu por 50,90% a 49,10%, reduzindo a distância para 1,8 ponto.

    Em 2018, a margem seguiu trajetória diferente. Jair Bolsonaro teve 46,03% no primeiro turno e Fernando Haddad (PT), 29,28%. No segundo, Bolsonaro venceu por 55,13% a 44,87%.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Os exemplos mostram que a segunda rodada pode alterar significativamente o tamanho da diferença, mesmo sem mudar a ordem dos candidatos.

    Para Medeiros, uma eventual diferença inferior a cinco pontos entre Lula e Flávio no domingo colocaria variáveis como comparecimento, votos brancos e nulos e mobilização das bases no centro da disputa.

    “Há uma chance hoje muito real de presenciarmos uma virada no segundo turno”, afirmou o cientista político. A avaliação é do entrevistado e não representa uma previsão de resultado.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Segundo ele, mudanças relativamente pequenas na participação dos eleitores podem ter efeito relevante quando os dois candidatos chegam muito próximos à segunda votação.

    A eleição de 2022 oferece um exemplo do tamanho dessa sensibilidade. A abstenção ficou em 20,95% no primeiro turno e em 20,59% no segundo, enquanto a diferença final entre Lula e Bolsonaro foi de pouco mais de 2,1 milhões de votos.

    Os levantamentos divulgados nesta semana indicam uma corrida mais apertada do que a observada na reta final de 2022.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A Quaest de segunda-feira (28) mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 34% . No segundo turno, os dois aparecem com 42%.

    O histórico, porém, não funciona como regra eleitoral. Cada rodada reorganiza alianças, redistribui os votos dos candidatos eliminados e pode alterar o nível de comparecimento.

    Em 2026, se Lula e Flávio chegarem separados por uma margem pequena ao segundo turno, esses movimentos terão peso maior do que em eleições nas quais o primeiro colocado construiu uma vantagem de dois dígitos já na primeira votação.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    The post Quem lidera o 1º turno vence a eleição? O que diz o histórico dos segundos turnos appeared first on InfoMoney .

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney
    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney
    Vídeo: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/quem-lidera-o-1o-turno-vence-a-eleicao-o-que-diz-o-historico-dos-segundos-turnos/.

    Imagem 1
    1 / 9

    Foto: InfoMoney

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)