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    Quem integra o Escudo das Américas — e quem ficou de fora

    Líderes de países do continente se reúnem com Trump na primeira reunião do Escudo das Américas, em 7 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-03-07t145747z-744751993-rc2pzjav4kbl-rtrmadp-3-usa-trump-americas.avif" />Coalizão criada por Trump reúne governos latino-americanos em torno de segurança e combate ao narcotráfico; Brasil e México não aderiram The post Quem integra o Escudo das Américas — e quem ficou de fora appeared first on InfoMoney .

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    23 de setembro de 2026 às 14:48
    Quem integra o Escudo das Américas — e quem ficou de fora
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    Líderes de países do continente se reúnem com Trump na primeira reunião do Escudo das Américas, em 7 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

    O Escudo das Américas, coalizão criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ampliar a cooperação regional contra cartéis e outras organizações criminosas, voltou ao centro das atenções nesta semana ao anunciar sanções coordenadas contra 24 grupos, entre eles PCC e Comando Vermelho.

    Na reunião realizada nesta terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU, Trump recebeu líderes e chanceleres de 14 países da América Latina e do Caribe que aderiram à iniciativa. A coalizão havia sido lançada em março, durante uma cúpula realizada no Trump National Doral, na Flórida.

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    A composição do grupo mudou desde sua criação. Colômbia e Peru, por exemplo, aderiram posteriormente, após mudanças de governo nos dois países. Brasil e México continuam fora.

    Coalizão criada pelos Estados Unidos reúne governos do continente em torno de uma agenda de segurança e prevê sanções contra 24 grupos criminosos

    A declaração divulgada nesta semana, que prevê sanções contra organizações classificadas pelos integrantes como “narcoterroristas”, foi assinada pelos Estados Unidos e por 14 países latino-americanos e caribenhos:

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    O grupo anunciou a intenção de aplicar medidas como congelamento de ativos, restrições de vistos e imigração e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material às organizações incluídas na lista.

    A composição atual é formada principalmente por governos que mantêm relações próximas com Trump. Argentina, Equador e El Salvador estão entre os países cujos líderes receberam apoio ou elogios públicos do presidente americano. Colômbia e Peru passaram a participar depois de mudanças políticas recentes.

    O Brasil não aderiu ao Escudo das Américas desde sua criação. Lula também não participou da cúpula que inaugurou a coalizão em março. O mesmo ocorreu com outros governos que naquele momento mantinham diferenças relevantes com Washington, como México, então comandado por Claudia Sheinbaum, e Colômbia, durante o governo Gustavo Petro.

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    A situação colombiana mudou após a eleição e posse de Abelardo de la Espriella. A Colômbia passou a integrar a articulação posteriormente. A Reuters também registra a entrada do Peru após uma mudança de governo.

    Brasil e México, por sua vez, permanecem entre as principais ausências da coalizão.

    A principal divergência está na forma de combater organizações criminosas e no papel que os Estados Unidos devem exercer dentro de outros países.

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    O governo Trump classificou cartéis e facções como organizações terroristas e ampliou o emprego de instrumentos militares no combate ao narcotráfico. O Escudo das Américas foi criado justamente para coordenar esse modelo com governos da região.

    O governo brasileiro defende cooperação internacional para interromper fluxos de dinheiro, drogas e armas, mas rejeita a possibilidade de atuação militar estrangeira em território nacional e discorda da classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

    A divergência ficou explícita na Assembleia Geral da ONU desta semana. Lula afirmou que o Brasil aceita cooperação contra o crime organizado, mas rejeitou interferência estrangeira e declarou que o país “não cabe no quintal de ninguém”.

    Trump, no mesmo evento, voltou a defender uma atuação mais agressiva contra os cartéis, que comparou ao Estado Islâmico, e afirmou que os Estados Unidos estão restabelecendo seu poder no Hemisfério Ocidental.

    A ausência brasileira, portanto, coloca o país fora de uma articulação que passa a coordenar sanções contra duas das maiores facções de origem brasileira. As medidas adotadas pelos integrantes do Escudo não mudam automaticamente a legislação nacional, mas podem atingir integrantes e redes financeiras de PCC e CV em países participantes.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mundo/quem-integra-o-escudo-das-americas-e-quem-ficou-de-fora/.

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