Quem foi Nancy Grace Roman, astrônoma que batiza o novo telescópio espacial da Nasa
"Mãe do Hubble" foi figura central na criação do famoso telescópio espacial Hubble dos EUA

Lançado ao espaço no último domingo, dia 30, o novo telescópio espacial Nancy Grace Roman foi batizado em homenagem à astrônoma que ocupou o primeiro posto de chefia da astronomia na Nasa. Apelidada de “Mãe do Hubble”, liderou o projeto de lançamento do revolucionário telescópio espacial em 1990.
Filha de uma professora de música e de um pai matemático e físico, era natural de Nashville, no estado americano do Tennessee. Desde o ginásio manifestou o desejo de trilhar o caminho da astronomia e se graduou na área em 1946 pelo Swarthmore College na Pensilvânia. Obteve seu doutorado três anos depois pela Universidade de Chicago e concluiu sua pós-graduação no Observatório Yerkes pela mesma faculdade.
Inicialmente, contribuiu com o lançamento do Observatório Aéreo Kuiper, utilizando comprimentos de onda infravermelhos, ligeiramente mais longos do que a luz vermelha visível e detectável.

Estudando a composição das estrelas, fez descobertas que impactavam a evolução da Via Láctea. Roman também descobriu que os elementos químicos pesados (mais densos que o hélio) nas estrelas estavam conectadas à velocidade e direcionamento, culminando na criação de um modelo matemático para analisar o nascimento dos astros de uma mesma nebulosa.
Seu mapeamento estrelar permitiu identificar que, apesar de estarem em uma mesma área, nem todos os corpos celeste teriam a mesma idade, ajudando a entender melhor a estruturação da nossa galáxia.
No Laboratório de Pesquisa Naval, em Washington, utilizou ondas de rádio para potencializar a precisão das métricas de distância entre a Terra e a Lua, além de mapear grandes seções da Via Láctea por meio das mesmas ondas de rádio.

Projetado para oferecer uma visão panorâmica das extensões do espaço, o telescópio Roman e é equipado com visão infravermelha, auxiliando astrônomos na exploração de matéria, energia escura e exoplanetas.
Será capaz de cobrir áreas muito mais extensas do que os telescópios mais famosos, tendo 18 sensores de pixel com dimensões maiores do que o Hubble (que possui 2 sensores) e do Webb (com 8 no total).
Entre os registros planejados pelo novo telescópio, estima-se a captação de 1.375 terabites de dados por dia, abrangendo em sua totalidade cerca de 80 mil explosões estrelares, planetas fora do Sistema Solar e buracos negros, bilhões de astros e de galáxias

Nancy Grace Roman faleceu em 2018, aos 93 anos, mas seu legado continua nas estrelas.







Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/quem-foi-nancy-grace-roman-astronoma-que-batiza-o-novo-telescopio-espacial-da-nasa/.

• Divulgação/Nasa · • Divulgação/Nasa — Foto: CNN Brasil
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