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    'Quem exige transparência também precisa praticá-la', diz Fachin em seminário da Folha sobre Judiciário

    Ministro afirmou que uma instituição pode cumprir a lei e, ainda assim, falhar em integridade

    UOL
    10 de agosto de 2026 às 13:00
    'Quem exige transparência também precisa praticá-la', diz Fachin em seminário da Folha sobre Judiciário
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    O ministro Edson Fachin , presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, nesta segunda-feira (10), que quem exige transparência também precisa praticá-la. Para o magistrado, junto com integridade e transparência, há a separação de Poderes, pois cada um deles "exerce também uma função de controle recíproco sobre os demais".

    Ministro Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do seminário "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", no auditório da Folha - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress
    Ministro Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do seminário "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", no auditório da Folha - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Todos, sem exceção, submetem-se ao escrutínio da imprensa e da sociedade civil", disse o ministro. Segundo ele, a confiança "nasce menos do que se diz e mais do que se faz: de como se age, de como se decide e, sobretudo, de como se responde às crises".

    A declaração desta segunda-feira (10) foi dada por Fachin na abertura da série de seminários "O Judiciário em Debate : Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça". O evento é promovido pela Folha em parceria com a OAB-SP (seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil) e tem o apoio da AASP (Associação dos Advogados).

    O magistrado também afirmou que integridade é a "disposição permanente de colocar o interesse coletivo acima da conveniência pessoal ou corporativa".

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    "Uma instituição pode cumprir rigorosamente a legalidade e, ainda assim, falhar do ponto de vista da integridade se permitir que práticas informais, privilégios não declarados ou opacidades administrativas corroam a confiança que lhe foi depositada", disse Fachin.

    Segundo Fachin, a autoridade existe quando há "confiança na decisão tomada". Segundo ele, é possível atuar legalmente sem conquistar "legitimidade junto à sociedade". Para ele, integridade pública "não se resume à ausência de ilícitos".

    "Ela [confiança] nasce menos do que se diz e mais do que se faz: de como se age, de como se decide e, sobretudo, de como se responde às crises", afirmou.

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    A gestão de Fachin à frente do Judiciário é marcada pela defesa do código de ética. O magistrado defende publicamente a criação de regras de conduta para ministros do Supremo e nomeou a ministra Cármen Lúcia como relatora de uma proposta a ser apresentada ao plenário da corte.

    Na sexta-feira (4), o ministro apresentou, no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sua proposta para prevenir conflitos de interesse na magistratura. O projeto prevê regras para participação em eventos, recebimento de presentes e atividades privadas. Há também o mapeamento de relações familiares que possam comprometer a isenção dos magistrados.

    Durante a reunião do CNJ em que as propostas foram apresentadas, o ministro defendeu a integridade como pauta "vital" para a Justiça. "A atuação disciplinar é uma de nossas competências constitucionais mais relevantes para a preservação da ética", disse.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Fachin abriu prazo de 60 dias para receber sugestões dos tribunais para aprimorar a proposta antes da votação em plenário. Se aprovadas, as regras valerão para magistrados de todo o país, inclusive de tribunais superiores. A exceção é o STF, que não se submete ao CNJ.

    Fachin também comentou o papel da liberdade de imprensa e afirmou que questionamentos e investigações não enfraquecem o trabalho das instituições. Segundo ele, "confiança nasce justamente da possibilidade de verificar, questionar, criticar e discordar".

    Os próximos dois encontros do seminário acontecem nos dias 17, da sede da Folha , e 24 de agosto, na OAB-SP. Há transmissão pelo YouTube.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/quem-exige-transparencia-tambem-precisa-pratica-la-diz-fachin-em-seminario-da-folha-sobre-judiciario.shtml.

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    Ministro Edson Fachin, presidente do STF, na abertura do seminário "O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça", no auditório da Folha - Eduardo Knapp/Folhapress · Eduardo Knapp/Folhapress — Foto: UOL

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