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    Quem ama também precisa de cuidado

    Toda terça-feira, pais e mães atípicos encontram no Centro de Reabilitação de Caraguatatuba algo que nem sempre cabe em uma consulta ou tratamento: um lugar para falar sobre si. Coordenado pela Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, o trabalho desenvolvido no Centro de Reabilitação inclui o grupo de acolhimento para pais e mães atípicos, um espaço permanente de escuta, convivência e troca de experiências. Ali, quem passa boa parte dos dias acompanhando terapias, consultas, escola e as diferentes necessidades dos filhos também encontra apoio para cuidar das próp

    G1
    21 de setembro de 2026 às 14:18
    Quem ama também precisa de cuidado
    Foto: G1

    Toda terça-feira, pais e mães atípicos encontram no Centro de Reabilitação de Caraguatatuba algo que nem sempre cabe em uma consulta ou tratamento: um lugar para falar sobre si.

    Coordenado pela Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, o trabalho desenvolvido no Centro de Reabilitação inclui o grupo de acolhimento para pais e mães atípicos, um espaço permanente de escuta, convivência e troca de experiências. Ali, quem passa boa parte dos dias acompanhando terapias, consultas, escola e as diferentes necessidades dos filhos também encontra apoio para cuidar das próprias emoções.

    Os encontros são abertos ao público e ampliam o olhar da assistência para além do atendimento individual, reconhecendo que o cuidado com crianças e adolescentes também passa pelo fortalecimento de suas famílias.

    Porque cuidar de uma criança que necessita de acompanhamento contínuo transforma a rotina de quem está ao lado dela.

    São responsabilidades, preocupações, conquistas e desafios que atravessam o cotidiano dessas famílias. E reconhecer que pais, mães e responsáveis também precisam de apoio faz parte de uma atenção que procura enxergar a pessoa para além do diagnóstico.

    No grupo, muitas experiências encontram eco em quem vive realidades semelhantes. Conversar, ouvir e compartilhar ajudam a criar vínculos e uma rede de apoio entre as próprias famílias, sempre com acompanhamento dos profissionais.

    É um trabalho realizado ao longo de todo o ano e que ganha ainda mais significado em setembro, quando a Secretaria Municipal de Saúde amplia as ações voltadas à saúde mental em diferentes pontos da cidade.

    Esse é o tema que conduz o Setembro Amarelo em Caraguatatuba. Durante o mês, a rede municipal de Saúde recebe palestras, rodas de conversa, orientações nas salas de espera das Unidades Básicas de Saúde e atividades junto às comunidades.

    No grupo de pais e mães atípicos, a mensagem ganhou uma dimensão ainda mais próxima.

    Um dos encontros especiais de setembro foi dedicado ao tema “Quem cuida também precisa ser cuidado”. Luz mais baixa, música suave e uma dinâmica de troca de mensagens ajudaram a criar um ambiente para que os participantes pudessem, por alguns momentos, olhar para as próprias emoções.

    A atividade, conduzida pela psicóloga Isabela Colepicollo, abriu espaço para relatos sobre dificuldades, solidão, sobrecarga e também sobre as formas encontradas para enfrentar os desafios cotidianos.

    Em uma das dinâmicas, cada participante recebeu mensagens escritas pelas outras pessoas do grupo. Palavras de carinho, incentivo e reconhecimento mostraram como gestos simples também podem fazer diferença para quem precisa ser acolhido.

    Mais do que uma atividade do Setembro Amarelo, o encontro colocou em evidência um trabalho que a Secretaria Municipal de Saúde mantém na rotina do Centro de Reabilitação: cuidar também de quem cuida.

    O grupo integra uma rede municipal de cuidados coordenada pela Secretaria de Saúde e que acompanha a população em diferentes momentos e necessidades.

    As Unidades Básicas de Saúde são referência para o primeiro acolhimento e acompanhamento dos casos leves e moderados. Quando necessário, o paciente é encaminhado aos serviços especializados.

    A rede conta ainda com o CAPS II, destinado a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes; CAPS AD, para necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas; CAPSi “Guaracy Alves de Alcântara”, voltado a crianças e adolescentes; e o Protege, destinado ao acolhimento de crianças e adolescentes em sofrimento mental decorrente de violência.

    Essa estrutura se soma a iniciativas que fortalecem vínculos e criam espaços de escuta no cotidiano. É nesse contexto que o grupo de acolhimento de pais e mães atípicos encontra seu propósito.

    Cuidar da saúde também é perceber quando alguém precisa falar. É criar espaço para que sentimentos sejam compartilhados e compreender que quem dedica grande parte da vida ao cuidado do outro também precisa encontrar uma rede pronta para acolhê-lo.

    Em Caraguatatuba, esse cuidado faz parte do trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde e chega às famílias também pelas portas do Centro de Reabilitação.

    Grupo de Acolhimento para pais e mães atípicos

    Os encontros são realizados às terças-feiras no Centro de Reabilitação de Caraguatatuba, na Avenida Maranhão, 421, Jardim Primavera, e são abertos ao público.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/especial-publicitario/prefeitura-de-caraguatatuba/prefeitura-de-caraguatatuba/noticia/2026/09/21/quem-ama-tambem-precisa-de-cuidado.ghtml.

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