Brasil

    Queda de pelo em cães: quando é normal e quando pode ser problema de saúde

    Não existe um número considerado normal de pelos que deve cair por dia. A intensidade dessa troca varia de acordo com a raça, idade, tipo de pelagem, alimentação, clima e até a estação do ano

    CNN Brasil
    14 de agosto de 2026 às 07:00
    Queda de pelo em cães: quando é normal e quando pode ser problema de saúde
    Foto: CNN Brasil

    Quem tem cachorro em casa sabe que encontrar pelos espalhados pelo chão, sofá e tapetes faz parte da rotina. Embora essa perda seja natural, ela também pode ser o primeiro sinal de que algo não vai bem com a saúde do animal.

    Assim como acontece com os seres humanos, a queda de pelos dos cachorros é um processo fisiológico. Os fios passam por um ciclo contínuo de crescimento e renovação. Quando esse ciclo ocorre de forma equilibrada, os pelos que caem são substituídos por novos e a pelagem é mantida uniforme e saudável.

    Não existe um número considerado normal de pelos que devem cair por dia. A intensidade dessa troca varia de acordo com a raça, idade, tipo de pelagem, alimentação, clima e até a estação do ano.

    A principal diferença entre a queda fisiológica e a patológica está na forma como ela acontece • Jay Wennington/Unsplash · • Jay Wennington/Unsplash
    A principal diferença entre a queda fisiológica e a patológica está na forma como ela acontece • Jay Wennington/Unsplash · • Jay Wennington/Unsplash — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Em muitos cães , principalmente aqueles de pelagem dupla, como Husky Siberiano, Golden Retriever, Pastor Alemão e Labrador, é comum ter períodos de troca mais intensa durante a primavera e o outono. Nessas épocas, a quantidade de pelos espalhados pela casa pode aumentar sem que isso represente um problema de saúde.

    A principal diferença entre a queda fisiológica e a patológica, ou seja, aquela que indica um problema de saúde, está na forma como ela acontece.

    Na troca natural, os pelos caem de maneira distribuída pelo corpo e a pele permanece sem falhas, vermelhidão ou irritação. Já quando a perda é excessiva, localizada ou acompanhada por outros sinais, ela merece atenção.

    Envelhecimento dos pets: 50% dos tutores evitam falar sobre o assunto
    Envelhecimento dos pets: 50% dos tutores evitam falar sobre o assunto — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Quando o tutor percebe áreas sem pelo, lambedura excessiva, coceira, mau cheiro, descamação ou mudanças na pele, o ideal é levar o animal para avaliação veterinária”, explica o veterinário Gleison Mota Ribeiro, do Hospital Veterinário Taquaral.

    Entre as causas mais comuns para a queda dos pelos dos cachorros estão as doenças de pele. Dermatites alérgicas, alergias alimentares e a dermatite causada pela picada de pulgas costumam causar coceira intensa e perda de pelos, principalmente na região do dorso, pescoço e cauda.

    Infecções por fungos e bactérias também podem comprometer a saúde da pele do bichinho. A micose, por exemplo, costuma causar falhas circulares na pelagem, enquanto infecções bacterianas podem causar vermelhidão, secreção e odor.

    O que muda para os pets durante as férias escolares
    O que muda para os pets durante as férias escolares — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Problemas hormonais também entram na lista de possíveis problemas de saúde. Doenças como hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo, conhecido como síndrome de Cushing, podem alterar o ciclo de crescimento dos pelos, deixando a pelagem mais fina e quebradiça.

    “Nesses casos, a queda geralmente aparece junto com coceira, falhas localizadas ou simétricas, pele escurecida, oleosidade ou infecções recorrentes”, acrescenta o veterinário.

    Além disso, a falta de nutrientes pode comprometer a qualidade da pele e dos pelos. Uma alimentação desequilibrada ou pobre em proteínas, vitaminas e ácidos graxos pode tornar a pelagem opaca e aumentar a queda.

    Inverno exige atenção redobrada e check-ups preventivos para cães e gatos
    Inverno exige atenção redobrada e check-ups preventivos para cães e gatos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O estresse também é outro ponto que merece atenção. Mudanças na rotina, chegada de novos animais ou pessoas à casa, viagens, barulhos intensos e situações de ansiedade podem desencadear queda de pelos em alguns cães. Nesse caso, o animal costuma desenvolver o hábito de lamber ou morder excessivamente determinadas áreas do corpo.

    Como diferentes doenças podem causar o mesmo sintoma, não existe um tratamento único para a queda de pelos. Para saber a causa, é necessária avaliação veterinária, na qual são observados o padrão da perda, o estado da pele e o histórico do animal.

    “É importante procurar um veterinário rapidamente quando a queda é intensa, surgem falhas, coceira forte, feridas, secreção, mau cheiro ou qualquer alteração geral, como perda de peso, apatia ou aumento da sede”, diz Ribeiro.

    Envelhecimento dos pets: 50% dos tutores evitam falar sobre o assunto
    Envelhecimento dos pets: 50% dos tutores evitam falar sobre o assunto — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Embora nem toda queda possa ser evitada, alguns cuidados ajudam a preservar a saúde da pele e dos pelos dos cães, segundo Ribeiro.

    “Escovação regular, alimentação de boa qualidade, controle de pulgas e carrapatos, banhos adequados e acompanhamento veterinário ajudam bastante a manter pele e pelagem saudáveis”, acrescenta.

    Veja as raças de cães e gatos mais populares no mundo

    O que muda para os pets durante as férias escolares
    O que muda para os pets durante as férias escolares — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Inverno exige atenção redobrada e check-ups preventivos para cães e gatos
    Inverno exige atenção redobrada e check-ups preventivos para cães e gatos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/comportamento/pets/queda-de-pelo-em-caes-quando-e-normal-e-quando-pode-ser-problema-de-saude/.

    Imagem 1
    1 / 7

    A principal diferença entre a queda fisiológica e a patológica está na forma como ela acontece • Jay Wennington/Unsplash · • Jay Wennington/Unsplash — Foto: CNN Brasil

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)