Economia

    Quanto é preciso guardar para comprar um imóvel? Veja simulações por faixa de renda

    (Freepik) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/05/2151015220.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Especialistas explicam como calcular a entrada, o que muda com o uso do FGTS e quais os prós e contras de financiamento e consórcio The post Quanto é preciso guardar para comprar um imóvel? Veja simulações por faixa de renda appeared first on InfoMoney .

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    23 de agosto de 2026 às 18:00
    Quanto é preciso guardar para comprar um imóvel? Veja simulações por faixa de renda
    Foto: InfoMoney

    A compra da casa própria está nos planos de muitos brasileiros. Para realizar esse sonho, no entanto, é importante estar financeiramente preparado. Segundo especialistas, o custo da aquisição do imóvel precisa caber no planejamento familiar sem comprometer a capacidade de lidar com imprevistos. Ao se planejar para esse momento, também é preciso considerar os gastos que vão além do valor do imóvel e a situação financeira atual da família.

    “Não basta juntar o dinheiro da entrada e ficar sem recursos depois da compra. É necessário preservar uma reserva para situações inesperadas e, principalmente, para não colocar em risco o pagamento das prestações”, diz Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.

    Para o especialista, um dos principais erros cometidos por quem pretende comprar um imóvel é olhar apenas o valor da parcela. Uma prestação que parece caber no orçamento pode representar um compromisso financeiro de muitos anos. Outro erro é comprar um bem no limite do valor que o banco está disposto a financiar.

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    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Para evitar esse tipo de situação, Domingos sugere definir primeiro qual imóvel é financeiramente possível — e não apenas o desejado. Também é importante fazer um diagnóstico das finanças da família, reduzir ou quitar dívidas de consumo e estabelecer uma meta para a entrada e os custos adicionais da compra.

    Outra recomendação é simular o financiamento e começar a guardar mensalmente um valor próximo ao que será pago no futuro. Também é necessário pesquisar as opções de financiamento e consórcio, considerando o custo total da operação, não só o valor da prestação.

    “O conceito central é transformar o sonho em meta financeira concreta. Se a pessoa consegue poupar R$ 800 por mês hoje, precisa verificar se conseguiria manter esse esforço depois de assumir uma prestação”, resume o executivo.

    Chaves de um imóvel; aluguel
    Chaves de um imóvel; aluguel — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A pedido do EXTRA, Domingos fez simulações para mostrar como funcionam a entrada e outras despesas de um imóvel. Quanto maior o valor inicial disponível, menor o total a pagar ao banco.

    Especialistas também lembram que o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser usado na entrada ou para amortizar o financiamento, dentro das regras previstas para utilização do recurso.

    “A remuneração do fundo é sempre inferior aos juros cobrados no financiamento. Usar o FGTS para abater a casa própria, seja na prestação, seja no sinal, é sempre mais vantajoso do que deixar o dinheiro rendendo lá”, diz Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec RJ.

    Domingos lembra ainda que o valor da entrada tem impacto direto no financiamento e na prestação. Quanto maior for o valor pago inicialmente, menor tende a ser o montante financiado.

    “O FGTS pode ser um importante aliado para quem está planejando comprar a casa própria, especialmente porque pode ser utilizado, dentro das regras estabelecidas, para reforçar o valor da entrada e, dessa forma, reduzir o montante que será financiado. Quanto maior for a entrada, menor tende a ser o valor da dívida, e mais adequada pode ficar a prestação em relação à renda da família”, explica.

    Uma vez decidido que o imóvel será comprado, é preciso escolher como será tomado o crédito. Entre as opções, há o financiamento e o consórcio, que divergem essencialmente no tempo que leva para que o valor seja acessado e o bem, adquirido. Enquanto no financiamento a instituição financeira libera o crédito de forma imediata, e o comprador já começa a pagar as parcelas do imóvel, no consórcio, o crédito fica disponível somente quando o interessado é contemplado, seja por sorteio ou lance.

    “Em termos práticos, o financiamento atende quem precisa comprar o imóvel agora. O consórcio, por sua vez, costuma ser mais adequado para quem pode planejar a aquisição no médio ou longo prazo”, resume José de Oliveira Costa, advogado especializado em Direito Imobiliário.

    Por isso, a escolha deve considerar não apenas a capacidade financeira de quem busca a casa própria, mas também o objetivo e a urgência para adquiri-la. Também é importante analisar o custo total da operação.

    No geral, Costa observa que o comprador deve escolher financiar quando o objetivo é “comprar e utilizar o imóvel imediatamente, com previsibilidade na aquisição, mesmo assumindo um custo financeiro maior decorrente dos juros e dos encargos da operação”.

    Já a opção pelo consórcio é feita quando se busca “planejar a compra com antecedência, não tem urgência para adquirir o imóvel e pretende priorizar uma alternativa que normalmente apresenta menor custo financeiro no longo prazo”. Mas não é taxativo: “Não existe solução universal.”

    A valorização do mercado imobiliário pode exigir ajustes no planejamento caso o imóvel desejado passe a custar mais do que o valor inicialmente esperado.

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