Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam numericamente em cenário de 2º turno
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão numericamente empatados em 41% em simulação de segundo turno da eleição presidencial, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Leia mais (09/07/2026 - 18h17)

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O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão numericamente empatados em 41% em simulação de segundo turno da eleição presidencial, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7).

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01720/2026. A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, de quinta-feira (3) até domingo (6).
No primeiro turno, Lula ( PT ) tem 36% das intenções de voto das eleições 2026 , e o senador Flávio Bolsonaro ( PL ), 29%, aponta o levantamento.
O cenário é de estabilidade em relação à rodada anterior, divulgada no dia 2 de setembro, quando o petista registrava 37% das intenções de voto frente ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (30%).

O escritor Augusto Cury ( Avante ) aparece em terceiro lugar, e marca 8%. No levantamento anterior, ele registrava 10%, oito pontos percentuais acima de pesquisa feita em agosto.
Renan Santos ( Missão ) marca 3%, assim como Ronaldo Caiado ( PSD ), ex-governador de Goiás, e Romeu Zema ( Novo ), ex-governador de Minas Gerais , marca 2%. Samara Martins (UP) tem 1%. Indecisos são 10%, e 8% afirmam que vão votar em branco, anular ou não votarão.
O cenário é sem o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que, apesar de estar inelegível até 2032 , obteve a concessão de uma medida liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo para se filiar ao PRTB e registrou sua candidatura à Presidência da República .

O caso será julgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas o pedido é visto como uma tentativa de tumultuar o pleito e tende a ser rejeitado , segundo dois magistrados da corte e interlocutores de outros dois. O tribunal já decidiu que o empresário não poderá acessar recursos do fundo eleitoral , participar de debates e aparecer no horário eleitoral em redes de rádio e televisão.
No cenário com Marçal, ocorre pouca variação: Flávio marca 29%, e os outros candidatos têm o mesmo percentual das simulações sem o influenciador. A diferença fica nos indecisos, que caem de 10% para 9% —variação equivalente ao 1% registrado por Marçal.
Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Brandão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.

Em 2 de setembro, Lula marcava 42% no segundo turno, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em 14 de agosto, o mandatário e o senador também apareciam tecnicamente empatados com, respectivamente, 43% e 40% das intenções de voto.
Na semana passada, a campanha do presidente Lula admitiu que a disputa contra Flávio Bolsonaro ( PL ) pela Presidência da República está indefinida.
Auxiliares do senador bolsonarista, por sua vez, dizem que o cenário é de virada e veem na crise que atravessa o STF (Supremo Tribunal Federal) um ingrediente a mais para desgastar Lula, associá-lo a Alexandre de Moraes e mobilizar o eleitorado.
Já a alta de Cury havia sido apontada em outras pesquisas. O motivo presumido foi a inundação de citações nas redes provocada por influenciadores em favor de seu nome. Especialistas creditam o aumento inesperado ao desgaste com o atual cenário político e à alta rejeição de ambos Lula e Flávio.
A campanha de Lula é afetada pelas investigações da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do presidente, por suspeita de tráfico de influência . Conhecido no debate público como Lulinha , Fábio é apontado pela PF como beneficiário indireto da ação da lobista Roberta Luchsinger, que tentava obter benefícios na venda de medicamentos ao Ministério da Saúde.
Do lado de Flávio, a revelação de que o senador pediu dinheiro a Daniel Vorcaro , do Banco Master , para financiar o filme " Dark Horse ", sobre seu pai, tem desgastado a campanha do senador. A descoberta mais recente sobre o caso, publicada pela revista piauí, é a de que o ex-banqueiro fez um repasse adicional de US$ 1,6 milhão (R$ 8,5 milhões na cotação da época) ao fundo responsável por administrar os recursos para a produção.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/quaest-lula-e-flavio-bolsonaro-empatam-numericamente-em-cenario-de-2o-turno.shtml.

Da esq. para a dir., o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o escritor Augusto Cury (Avante), rivais na disputa à Presidência em 2026 - Manoella Mello/Globo · Manoella Mello/Globo — Foto: Folha de S.Paulo
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