Puxado pela carteira de crédito, lucro da Caixa cresce para R$ 3,9 bi no 2º tri
A Caixa Econômica Federal teve um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, 5,9% a mais que no mesmo período do ano anterior, informou a estatal nesta quarta-feira (26).

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Com maior concessão de empréstimos e financiamentos, a Caixa Econômica Federal teve um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, 5,9% a mais que no mesmo período do ano anterior, informou a estatal nesta quarta-feira (26).

Principal medida de rentabilidade dos bancos, o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido, na tradução do inglês) ficou em 9,16%, queda de 2,70 pontos percentuais em relação a junho de 2025.
A rentabilidade foi afetada por um salto anual de 97,6% nas provisões contra calotes, que alcançaram R$ 7 bilhões. Segundo o banco, contribuiu para esse aumento a mudança na regra do Banco Central que exige que bancos provisionem recursos para perdas que esperam ter e não apenas para as que já tiveram.
A margem financeira do banco somou R$ 19,7 bilhões, alta de 20,2% em relação ao segundo trimestre de 2025.

A carteira de crédito total da estatal chegou a R$ 1,4 trilhão, crescimento de 11,9% em 12 meses. O aumento em empréstimos a pessoas jurídicas foi de 6,5% no ano, para R$ 113,9 bilhões. Já o crédito comercial a pessoas físicas aumentou 8,7%, para um total de R$ 156,5 bilhões.
O crédito imobiliário, carro-chefe do banco, teve um aumento de 28,2%, para R$ 73,3 bilhões. A inadimplência (atrasos acima de 90 dias) dessa linha, por sua vez, foi de 1,26% da carteira para 1,45% em 12 meses.
Segundo a Caixa, a liderança no segmento habitacional foi mantida, com 67,7% de participação de mercado.

Neste segmento, a maior parte (61,5%) é financiada com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), enquanto o restante são próprios do banco.
Os instrumentos de captação para esse financiamento também tiveram altas anuais. Depósitos de poupança na Caixa cresceram 3,9%, para R$ 405,6 bilhões, enquanto as LCIs (Letras de crédito imobiliário) saltaram 21,8%, para R$ 271 bilhões.
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O índice de inadimplência geral do banco ficou em 3,64%, aumento de 0,98 ponto percentual.
Porém, em empréstimos a pessoas físicas, o percentual de atraso ficou em 6,29% (aumento de 0,72 p.p.). Em pessoas jurídicas, a taxa ficou em 14,05% (alta de 3,03 p.p.).
No recorte da carteira de agronegócio, que viveu uma onda de recuperações judiciais, a inadimplência foi para 20,74%, um aumento anual de 13,72 pontos percentuais, o maior dentre todos os segmentos.
O crédito comercial, por sua vez, tem um percentual de atraso de 9,32%, alta de 1,68 ponto percentual no ano.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/puxado-pela-carteira-de-credito-lucro-da-caixa-cresce-para-r-39-bi-no-2o-tri.shtml.

Fachada da agência da Caixa Econômica Federal, na Av. Paulista, em São Paulo (SP). - Rafaela Araújo - 8.jul.25/Folhapress · Rafaela Araújo - 8.jul.25/Folhapress — Foto: UOL
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