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    Puxada por mulheres de direita, bancada feminina do Senado cresce 80%

    Puxada pela eleição de parlamentares de direita, a bancada feminina do Senado de 2027 será 80% maior do que aquela que começou a legislatura anterior, em 2023. Neste domingo (4), foram eleitas 12 senadoras, recorde de participação feminina na Casa. Leia mais (10/04/2026 - 22h49)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 01:49
    Puxada por mulheres de direita, bancada feminina do Senado cresce 80%
    Mulher sorridente em pé ao lado de cabine de votação da Justiça Eleitoral, vestindo camiseta rosa com nome e números de candidato. Ela faz sinal de vitória com as duas mãos. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Puxada pela eleição de parlamentares de direita, a bancada feminina do Senado de 2027 será 80% maior do que aquela que começou a legislatura anterior, em 2023. Neste domingo (4), foram eleitas 12 senadoras, recorde de participação feminina na Casa.

    Michelle Bolsonaro (PL), vota no Distrito Federal neste domingo (4); ex-primeira-dama foi eleita senadora - Diego Herculano -04.out.26/Reuters · Diego Herculano -04.out.26/Reuters
    Michelle Bolsonaro (PL), vota no Distrito Federal neste domingo (4); ex-primeira-dama foi eleita senadora - Diego Herculano -04.out.26/Reuters · Diego Herculano -04.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Deverão atuar a partir de 2027 18 mulheres no Senado, chegando a 22,2% do total de cadeiras. No início de 2023, eram dez senadoras —quatro eleitas e seis remanescentes.

    Apesar do recorde, o percentual ainda está muito abaixo da proporção de mulheres na população brasileira, de 51,5%. Estavam em disputa 54 vagas, dois terços da Casa.

    Além disso, com Michelle Bolsonaro ( PL ) e Bia Kicis (PL) eleitas pelo Distrito Federal , a Casa terá sua primeira bancada totalmente feminina na história. Completa o trio Damares Alves ( Republicanos ), que foi eleita em 2022 e tem mais quatro anos de mandato.

    Esta é Bia Kicis em entrevista à Folha
    Esta é Bia Kicis em entrevista à Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A alta foi puxada pela eleição de parlamentares da direita; entre as 12 novas senadoras, sete são filiadas ao PL, Republicanos, Podemos, PSDB e União Brasil . Outras quatro pertencem a partidos de esquerda, de acordo com o GPS Ideológico da Folha . Elas são Marília Campos ( PT -MG), Samanda de Lula (PT-RN), Marília Arraes (PDT-PE) e Luizianne (Rede-CE). Apenas uma nova senadora, Teresa Surita (RR), é do MDB, classificado como centro.

    Entre os partidos, o PL lidera a conta, com três novas parlamentares. Além de Kicis e Michelle no DF, o partido elegeu Caroline de Toni em Santa Catarina. O PT vem em seguida, com duas eleitas: Marília Campos e Samanda de Lula, que desbancou a atual senadora Zenaide Maia ( PSD -RN).

    Em 2022, quatro mulheres chegaram à Casa . Além de Damares, assumiram mandatos Tereza Cristina (PP-MS), Teresa Leitão (PT-PE) e Professora Dorinha (União-TO). Foram quatro eleitas no total de 27 vagas. Outras duas senadoras permanecem na Casa por mais quatro anos após terem assumido definitivamente cargos de suplência: Lourdinha Pereira (PSB-MA), Jussara Lima (PSD-PI).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Atualmente, há 15 mulheres exercendo o mandato.

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    Duas delas concorreram como suplentes na eleição de 2026: Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley (Republicanos), e Dra. Eudócia (PSDB-AL), com Marina JHC (PSDB). Nabor, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não se elegeu. Já Marina, esposa de JHC, eleito governador de Alagoas, conseguiu a vaga.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Além de Zenaide, outras três senadoras que tentavam a reeleição não obtiveram o número necessário de votos. Elas são Eliziane Gama (PT-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Leila Barros (PDT-DF), também conhecida como Leila do Vôlei.

    Outras duas se candidataram a outros cargos. É o caso de Mara Gabrilli (PSD), que concorreu à Assembleia Legislativa de São Paulo, e Roberta Acioly (Republicanos-RR), a deputada federal. Professora Dorinha lidera a disputa pelo governo do Tocantins e pode deixar a Casa se eleita —neste caso, assumiria a Professora Lu (União Brasil), mantendo o mesmo número de mulheres. Ivete da Silveira (MDB-SC) não concorreu a nenhuma posição e terminará seu mandato em fevereiro de 2027.

    Com isso, apenas seis mulheres que estão em exercício atualmente no Senado se manterão na nova legislatura.

    A primeira mulher senadora foi Eunice Michiles (AM) , que assumiu a cadeira em 1979, ainda durante a ditadura militar. Desde então, a presença feminina avançou de forma gradual, mas permaneceu minoritária.

    A desigualdade de gênero no Senado virou notícia em 2016, quando foi aberto o primeiro banheiro feminino do plenário da Casa. Até aquele ano, elas precisavam usar um lavatório localizado no chamado "cafezinho", lanchonete adjacente ao plenário onde os parlamentares fazem refeições. O prédio do Congresso foi inaugurado em 1960, quando não havia nenhuma senadora.

    O Brasil ocupa o 138º lugar no ranking de igualdade de gênero parlamentar , segundo a Inter-Parliamentary Union, que compila dados mensais do Legislativo ao redor do mundo. O Congresso brasileiro está atrás dos Parlamentos de países como Bahrein (123º), Arábia Saudita (125º), Somália (133º) e Burkina Faso (133º, empate). Na América do Sul, a média de participação feminina é de 31,4%.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/puxada-por-mulheres-de-direita-bancada-feminina-do-senado-cresce-80.shtml.

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    Michelle Bolsonaro (PL), vota no Distrito Federal neste domingo (4); ex-primeira-dama foi eleita senadora - Diego Herculano -04.out.26/Reuters · Diego Herculano -04.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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