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    Putin ordena pausa de três dias nos ataques a Kiev antes de visita de enviados de Trump

    Steve Witkoff e Jared Kushner chegaram a Moscou neste sábado (5) para discutir caminhos para encerrar a guerra na Ucrânia

    UOL
    5 de setembro de 2026 às 14:00
    Putin ordena pausa de três dias nos ataques a Kiev antes de visita de enviados de Trump
    Homem sentado em cadeira clássica em sala oficial com bandeiras da Rússia ao fundo, participando de videoconferência exibida em tela grande. — Foto: UOL

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    O presidente russo, Vladimir Putin , ordenou uma pausa de três dias nos ataques contra Kiev a partir deste sábado (5), em meio aos preparativos para a visita de uma delegação dos Estados Unidos , informou a agência Interfax, citando o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

    O presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião do conselho de segurança do país - Mikhail Metzel -4.set.26/AFP · Mikhail Metzel -4.set.26/AFP
    O presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião do conselho de segurança do país - Mikhail Metzel -4.set.26/AFP · Mikhail Metzel -4.set.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo Peskov, Putin se reuniria neste sábado com os enviados especiais do presidente americano Donald Trump , Steve Witkoff e Jared Kushner. Os dois chegaram a Moscou para negociações sobre como encerrar a guerra na Ucrânia e foram recebidos pelo enviado presidencial russo, Kirill Dmitriev.

    Uma comitiva com Witkoff, Kushner e Dmitriev deixou o aeroporto governamental de Moscou em direção à cidade. Peskov disse à agência estatal Tass que Putin receberia os enviados no Kremlin ainda neste sábado.

    Em declaração publicada no canal do Kremlin no aplicativo Max, Peskov afirmou que Putin ordenou aos militares que não atacassem Kiev por três dias, a partir da meia-noite deste sábado, em razão da visita de Witkoff e Kushner à capital ucraniana.

    Rússia bombardeia shopping na Ucrânia; veja fotos de hoje
    Rússia bombardeia shopping na Ucrânia; veja fotos de hoje — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Trump sugeriu na sexta-feira (4) que os Estados Unidos tinham uma nova proposta concreta para tentar encerrar a guerra, que está em seu quinto ano. O presidente americano, no entanto, não detalhou qual seria a proposta.

    Dmitriev, que disse à Reuters, em junho, ter mantido contato com os negociadores americanos durante uma pausa nas visitas deles à Rússia , participou das reuniões anteriores de Witkoff e Kushner com Putin, ao lado do assessor de política externa do presidente russo, Yuri Ushakov. O enviado russo também teve papel nas negociações para obter isenções das sanções americanas sobre o petróleo russo neste ano.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski , disse na sexta-feira que os dois enviados viajariam para a Ucrânia no domingo, após a visita a Moscou. Em uma publicação no X neste sábado, afirmou que a Rússia atacou dois aeroportos ucranianos antes da visita dos americanos a Kiev.

    Neste sábado, Zelenski afirmou que a Rússia atacou aeroportos de Kiev e da cidade vizinha de Borispol.

    Para o presidente, os ataques russos aos aeroportos foram uma reação às discussões sobre a possibilidade de a delegação americana pousar em Kiev ou Borispol no domingo. "Shaheds russo-iranianos em resposta à diplomacia americana", escreveu no Telegram, em referência aos drones usados nos ataques.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Permanece uma grande distância entre Rússia e Ucrânia sobre como encerrar a guerra, que já dura quatro anos e meio e é o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Uma fonte próxima ao Kremlin afirmou à Reuters que Putin continua determinado a conquistar mais território.

    "Não há chance de chegar a um acordo sobre a linha de frente até que Putin termine de assegurar o restante da região de Donetsk", disse a fonte, acrescentando que o líder russo está confiante, com base em relatos de seus comandantes, de que isso acontecerá até o fim do ano.

    Analistas militares ocidentais consideram essa possibilidade remota, diante do ritmo lento do avanço russo. A Ucrânia se recusa a ceder territórios que conseguiu defender a um alto custo e rejeita essas condições, considerando-as equivalentes à rendição.

    O Kremlin afirmou na sexta-feira que a posição apresentada por Putin em um discurso há dois anos — de que a Ucrânia deveria ceder todo o território de quatro regiões reivindicadas pela Rússia e abandonar seu plano de ingressar na Otan — permanece "irremovível".

    Desde as últimas negociações de paz, em fevereiro, os dois lados intensificaram os ataques aéreos de longo alcance contra alvos no território adversário, enquanto a guerra no mar também se intensificou. Não só as linhas de frente permaneceram em grande parte estáticas, como a Rússia obteve apenas avanços graduais em sua tentativa de conquistar toda a região do Donbas.

    O Ministério da Defesa da Rússia informou neste sábado ter registrado 53 drones ucranianos no espaço aéreo russo, número significativamente inferior à média dos últimos meses. Moscou comemora neste sábado o Dia da Cidade, com centenas de milhares de pessoas participando de festividades ao ar livre.

    Os ataques ucranianos com drones contra refinarias de petróleo russas provocaram um verão de escassez de combustível e alta dos preços para motoristas no país. Cerca de 30 ataques contra grandes armazéns, em sua maioria pertencentes à Wildberries, maior varejista on-line da Rússia, também afetaram a economia de consumo.

    Um ataque de drone russo atingiu na sexta-feira a sede do serviço de segurança ucraniano , em Kiev — no décimo dia consecutivo de ataques intensos contra a capital. Zelenski prometeu retaliar.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/putin-ordena-pausa-de-tres-dias-nos-ataques-a-kiev-antes-de-visita-de-enviados-de-trump.shtml.

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    O presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião do conselho de segurança do país - Mikhail Metzel -4.set.26/AFP · Mikhail Metzel -4.set.26/AFP — Foto: UOL

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