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    Putin assina decreto para controlar infraestruturas críticas após ataques

    Segundo medida, empresas que "não conseguirem" se defender do avanço ucraniano serão operadas por Moscou

    CNN Brasil
    30 de agosto de 2026 às 09:00
    Putin assina decreto para controlar infraestruturas críticas após ataques
    Foto: CNN Brasil

    O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que confere ao governo poderes para assumir temporariamente o controle de “infraestruturas críticas” em todo o país, caso os proprietários privados não consigam protegê-las de ataques ucranianos em escalada.

    A nova medida surge num momento em que Moscou e Kiev intensificam suas campanhas aéreas; ataques ucranianos em profundidade no território russo têm provocado escassez de combustível e aproximado a realidade da guerra dos cidadãos russos comuns.

    Kiev intensificou, nos últimos dias, os ataques contra centros logísticos da Ozon na Rússia — uma concorrente da gigante do comércio eletrônico Wildberries, frequentemente alvo de ataques — na tentativa de enfraquecer a economia de guerra de Moscou. O decreto, que entrou em vigor na segunda-feira (24), afirma que as novas medidas estão sendo implementadas “em razão das crescentes ameaças à segurança de instalações de infraestrutura crítica da Federação Russa”.

    Presidente russo, Vladimir Putin • 9 de maio de 2026REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool · • 9 de maio de 2026REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool
    Presidente russo, Vladimir Putin • 9 de maio de 2026REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool · • 9 de maio de 2026REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo o decreto, a medida abrange diversos setores, incluindo infraestrutura de combustíveis e energia, comunicações, instalações de transporte e logística, entre outros.

    Caso os proprietários não adotem medidas suficientes para garantir a “segurança” de tais instalações ou não restaurem seu funcionamento com rapidez suficiente após ataques, o governo pode decidir implementar uma “administração temporária”, estabelece o decreto. Na prática, isso transfere para o Estado russo o controle sobre a propriedade, os direitos de propriedade e as ações do proprietário.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou na última terça-feira (25) que, “com bastante frequência, os proprietários de empresas não dedicam a devida atenção à adoção de medidas para garantir a segurança, incluindo a proteção contra drones”.

    Chefe de espionagem dos EUA viaja a Moscou, dizem fontes
    Chefe de espionagem dos EUA viaja a Moscou, dizem fontes — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ele também apontou o apoio das nações ocidentais a Kiev como outra razão pela qual Moscou “precisa tomar medidas” para, segundo suas palavras, “garantir a nossa própria segurança”.

    Questionado sobre quais empresas poderiam ser afetadas pelo decreto, Peskov disse aos repórteres que a situação seria “analisada principalmente pelo governo e pelos órgãos competentes”.

    “Sempre que medidas de segurança não estiverem sendo adotadas em áreas críticas, propostas nesse sentido serão apresentadas”, acrescentou.

    Avião militar de transporte dos EUA pousa em Moscou
    Avião militar de transporte dos EUA pousa em Moscou — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Paralelamente, a Rússia tem realizado cada vez mais ataques com mísseis de alta velocidade em toda a Ucrânia, aproveitando-se da escassez, em Kiev, de interceptadores de defesa aérea Patriot de fabricação americana — nos quais o país depende fortemente para abater mísseis balísticos. Essa escassez foi agravada por uma crise global de abastecimento em meio à guerra envolvendo o Irã.

    A Rússia lançou dois mísseis e 150 drones contra a Ucrânia entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira; 124 drones foram abatidos, segundo a Força Aérea Ucraniana. Em meio à escassez de interceptadores, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev recebeu um “pequeno número de mísseis Patriot”, informou nesta terça-feira (25) a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform.

    “Também não direi qual país os forneceu — recebemos um pequeno número de mísseis Patriot. Não posso dizer quantos, mas são poucos. Precisamos de mais”, disse Zelensky em uma reunião com seu homólogo estoniano, segundo a Ukrinform.

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    Zelensky vê janela para EUA mediarem fim da guerra na Ucrânia até 2027 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

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    Chefe de espionagem dos EUA viaja a Moscou, dizem fontes — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Avião militar de transporte dos EUA pousa em Moscou — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Zelensky vê janela para EUA mediarem fim da guerra na Ucrânia até 2027 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/putin-assina-decreto-para-controlar-infraestruturas-criticas-apos-ataques/.

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