PT pede “apuração rigorosa” após PM agredir candidata a suplente em SC
Partido compartilha vídeo com advogada Fernanda Klitzke, suplente ao Senado na chapa de Décio Lima, levando chutes de policiais e diz que “não aceitará violência política e principalmente contra a mulher”

Partido compartilha vídeo com advogada Fernanda Klitzke, suplente ao Senado na chapa de Décio Lima, levando chutes de policiais e diz que “não aceitará violência política e principalmente contra a mulher”
O presidente nacional do PT, Edinho Silva , disse neste domingo (13.set.2026) que a sigla “não aceitará violência política e principalmente contra a mulher” . O dirigente partidário fez menção a um episódio envolvendo a advogada Fernanda Klitzke , 2ª suplente da chapa do candidato petista ao Senado em Santa Catarina, Décio Lima .
O caso se deu em Jaraguá do Sul (SC), na noite de sábado (12.set). Segundo o PT, Klitzke foi “agredida e detida durante a realização de um evento político, após uma reclamação de vizinhos relacionada a barulho, que terminou com a intervenção da Polícia Militar” . O PT também pediu “apuração rigorosa” do caso e repudiou a situação (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

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Um vídeo publicado nas redes sociais de Décio Lima e compartilhado pelo PT de Santa Catarina mostra parte da abordagem. Dois policiais abordam Fernanda Klitzke. Uma policial segura a advogada e tenta conduzi-la até a viatura.
Na sequência, outro policial faz ao menos 2 disparos na direção de Klitzke. O mesmo agente tenta contê-la. A advogada é derrubada e recebe chutes.

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— Poder360 (@Poder360) September 13, 2026
Segundo Décio, uma reunião com militantes e apoiadores era realizada em Jaraguá do Sul. Por volta das 18h, um carro chegou ao local com o som ligado e reproduzindo um jingle de Lula. O som foi desligado, mas vizinhos chamaram a polícia.
Às 20h, policiais foram ao local. Décio diz que a “abordagem mudou” quando os agentes souberam que se tratava de uma confraternização de militantes. Tiago Luiz de Azevedo Correa, dono do carro, e Vera Lúcia Freitas, que vestia uma camisa com o rosto do presidente Lula, foram detidos. Nesse momento, Klitzke se apresentou como advogada e tentou intervir.
“Fernanda foi espancada com socos, levou tiros de bala de borracha e à queima roupa, foi derrubada no chão e chutada de forma covarde quando já estava rendida” , afirma Décio em comunicado nas redes sociais.
O candidato do PSB ao governo de Santa Catarina, Gelson Merisio , integra a mesma coligação do PT. Ele entrou em contato com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Carlos Roberto da Silva, para pedir “providências e uma apuração urgente sobre o episódio” .
O Poder360 entrou em contato, por e-mail, com a assessoria da Polícia Militar de Santa Catarina para obter um posicionamento oficial sobre o caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
“O PT repudia a violência política sofrida pela advogada Fernanda Klitzke, candidata a suplente ao Senado na chapa de Décio Lima, neste sábado (12), em Jaraguá do Sul (SC).
“As imagens e os relatos sobre o episódio são gravíssimos e exigem esclarecimento imediato. Fernanda foi derrubada, agredida e atingida por disparos de bala de borracha enquanto exercia sua prerrogativa de advogada ao acompanhar a abordagem realizada no local.
“É imprescindível uma apuração rigorosa, célere e transparente de toda a ocorrência, inclusive para esclarecer se houve qualquer motivação ou tratamento de natureza política.
“O PT não aceitará violência política e principalmente contra a mulher.”
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/pt-pede-apuracao-rigorosa-apos-pm-agredir-candidata-a-suplente-em-sc/.

Vídeo publicado nas redes sociais do candidato ao Senado em Santa Catarina Décio Lima (PT) mostra a abordagem policial — Foto: Poder360
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