Política

    PT diz haver queda no alcance de posts pró-Lula e vai ao TSE contra Meta

    Série de representações de coligação lulista pede providência contra desinformação, além de questionar suspeita de pagamento em criptomoedas por propaganda eleitoral

    Poder360
    9 de outubro de 2026 às 19:01
    PT diz haver queda no alcance de posts pró-Lula e vai ao TSE contra Meta
    Foto: Poder360

    Série de representações de coligação lulista pede providência contra desinformação, além de questionar suspeita de pagamento em criptomoedas por propaganda eleitoral

    A coligação “Brasil Pronto pra Mais” –formada por PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede– protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma série de representações relacionadas à disputa do 2º turno das eleições de 2026. Os partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionam possíveis irregularidades, entre as quais:

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    Os partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionam possíveis irregularidades
    Os partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionam possíveis irregularidades — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Uma das representações questiona a Meta por uma suspeita de redução ou interrupção do engajamento de publicações favoráveis a Lula ou contrárias a Flávio. “A iniciativa reúne reclamações que vinham sendo feitas publicamente por diferentes pessoas, que relataram queda ou zeramento das interações em conteúdos com esse perfil político” , diz o PT.

    A coligação pede que o TSE determine à empresa tratamento isonômico na distribuição das publicações, sem desfavorecer conteúdos associados ao campo político do presidente. Para a coligação, uma eventual restrição injustificada de alcance afeta o equilíbrio da disputa e o regular desenvolvimento do 2º turno.

    Na 5ª feira (8.out.2026), a coligação entrou com uma ação de investigação judicial eleitoral contra Flávio, seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), o empresário Pablo Marçal e os responsáveis pelo token Brasil 22 Token (B22), por suspeita de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

    Segundo a ação, a campanha adversária estaria ligada a um esquema financeiro para impulsionar propaganda eleitoral e influenciar o 2º turno. O B22 entrou no ar em 6 de outubro. De acordo com a representação, o site oferece 30.000 tokens às primeiras 1.000 pessoas que divulgarem o projeto nas redes sociais, remunerando usuários com uma moeda virtual pela disseminação do conteúdo.

    Em uma transmissão ao vivo com Nahuel Medina, o idealizador do projeto, Kevim Flores, disse: “A gente vai conseguir com que várias pessoas que votaram no 13 compartilhem em suas redes sociais o B22” .

    A coligação afirma que a declaração é indício de que a iniciativa busca mobilizar eleitores de Lula para divulgar material favorável ao número 22. A ação também menciona o perfil estrangeiro @hyperskidsafrica, que reúne 12,9 milhões de seguidores. Segundo a representação, o perfil recebeu 120 milhões de tokens e publicou um vídeo de crianças ugandenses usando camisetas do projeto e pedindo votos no 22.

    Os partidos pró-Lula pedem a cassação do registro de candidatura ou do diploma de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, além da declaração de inelegibilidade dos 2 candidatos e de Marçal por 8 anos. Em representação complementar, solicitam a suspensão do domínio do token, o encerramento imediato da distribuição das moedas e a aplicação de multa diária de R$ 50.000 em caso de descumprimento. Também requer a remoção das publicações em até 2 horas, sob pena de multa no valor máximo previsto no pedido.

    Há também envios de notícias de fato à Polícia Federal e à Procuradoria Geral Eleitoral solicitando a apuração de possíveis crimes, a preservação de registros e a cooperação internacional para identificar os responsáveis pelo domínio.

    Em outra ação protocolada na 5ª feira (8.out), a coligação faz questionamentos sobre vídeo publicado por Marçal no Instagram. O influenciador declarou integrar a campanha de Flávio.

    A peça simula um telejornal e utiliza uma gravação de 2016 de uma conversa entre Lula e o então prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Na montagem, a frase “é um bando de filho da p*, Eduardo” aparece como resposta a um comentário de Paes de que “os caras do Ministério Público são crentes” .

    Em seguida, o vídeo exibe a mensagem “ELE NÃO GOSTA DE EVANGÉLICOS” .

    A coligação argumenta que a edição altera o contexto da conversa original, na qual Lula se referia aos procuradores e teria respondido “é uma coisa absurda” . A publicação trazia a legenda “vídeo de antes de existir IA” .

    A representação pede a remoção do conteúdo em até 3 horas, a proibição de republicações, multa de R$ 30.000 e o encaminhamento dos autos à PGE para apuração de crimes eleitorais.

    A coligação cita como precedente a decisão do ministro André Mendonça, de 3 de outubro, sobre vídeos de Marçal que editavam falas de Lula, e afirma que esta é a 4ª ação contra o influenciador em pouco mais de uma semana.

    Os partidos da coligação de Lula também foram à Justiça para:

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/pt-diz-haver-queda-no-alcance-de-posts-pro-lula-e-vai-ao-tse-contra-meta/.

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    Os partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionam possíveis irregularidades — Foto: Poder360

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