PT discute plano B para 2026 e admite nos bastidores risco de Lula ficar fora da disputa, afirma Veja
Debate interno sobre sucessão ganha força diante da alta rejeição do presidente e do avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas

O avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o aumento da taxa de rejeição ao presidente Lula acenderam um sinal de alerta no Palácio do Planalto.
Segundo a análise de especialistas e colunistas da VEJA (Robson Bonin e Marco Antonio Teixeira), a possibilidade de Lula não disputar a reeleição deixou de ser um tabu e passou a ser tratada como uma questão estratégica.
Um dos argumentos citados nos bastidores do PT é a preocupação com a biografia de Lula. Aliados temem que ele possa encerrar a sua carreira política com uma derrota para um filho de Jair Bolsonaro, o que motiva a consideração de nomes alternativos que possam enfrentar o cenário de polarização com menor desgaste.
Dois nomes principais surgem como alternativas viáveis caso Lula decida não concorrer, apontam os colunistas:
1. Fernando Haddad: É visto como a solução mais imediata. O atual ministro possui intenções de voto próximas às de Lula, mas com uma rejeição cerca de 10% menor. Contudo, enfrenta resistência interna por setores do partido que o consideram pouco "combativo" para uma campanha intensa.
2. Camilo Santana: O ministro da Educação aparece como uma aposta para o futuro e tem sido testado em pesquisas. É visto como um quadro com alto potencial de crescimento orgânico.
Análise do Cenário Político
Crescimento da Oposição: O fortalecimento de Flávio Bolsonaro é interpretado mais como uma "negação ao PT e a Lula" do que necessariamente um mérito pessoal do senador, refletindo o sentimento de antipetismo.
Dificuldade de Renovação: Especialistas apontam que o PT sofre de uma "incapacidade estrutural" de produzir novas lideranças, dependendo excessivamente de figuras já consolidadas.
Terceira Via: O cenário para 2026 continua fortemente polarizado entre o "lulismo" e o "bolsonarismo", com pouca viabilidade para candidaturas de centro ou alternativas moderadas.
A reportagem conclui que, embora não seja oficial, a sucessão dentro do campo governista já está em curso, movida pelo pragmatismo eleitoral diante dos números das pesquisas.
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