Política

    PT apoia 11 candidatos que votaram pelo impeachment de Dilma

    Alianças para 2026 aproximam o partido de antigos adversários da ex-presidente e que hoje integram a base de Lula

    Poder360
    31 de agosto de 2026 às 08:58
    PT apoia 11 candidatos que votaram pelo impeachment de Dilma
    Foto: Poder360

    Alianças para 2026 aproximam o partido de antigos adversários da ex-presidente e que hoje integram a base de Lula

    Em 31 de agosto completa-se uma década desde que o Senado cassou o mandato de Dilma Rousseff (PT). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que segue declarando o processo como um “ golpe ”, apoia nas eleições deste ano 11 políticos que votaram a favor do impeachment da ex-presidente em 2016.

    Entre os nomes estão candidatos ao Senado e à Câmara e políticos que integram articulações eleitorais do PT nos Estados. A lista inclui Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Eliziane Gama (PT-MA).

    Apoios do PT vão desde candidatos a deputado federal até a postulantes ao Senado e governos estaduais
    Apoios do PT vão desde candidatos a deputado federal até a postulantes ao Senado e governos estaduais — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O movimento também mostra como as alianças construídas pelo PT para 2026 extrapolam as fronteiras ideológicas que marcaram a disputa pelo impeachment. Parte dos políticos que votaram pela saída de Dilma hoje integra a base de apoio ao governo Lula.

    Entre os políticos que hoje mantêm algum tipo de aliança eleitoral com o PT estão nomes que foram favoráveis ao impeachment na Câmara ou no Senado.

    Renan Calheiros (MDB-AL), então presidente do Senado, votou a favor da condenação de Dilma na etapa final do processo. Em 14 de agosto de 2026, participou de gravações de campanha ao lado de Lula.

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    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), candidato à reeleição ao Senado, também votou pela cassação de Dilma. Em junho, Lula declarou apoio à sua candidatura em um vídeo publicado nas redes sociais.

    Pedro Paulo (PSD-RJ), que votou a favor do impeachment na Câmara, participou do primeiro comício de Lula no Rio de Janeiro.

    O processo contra Dilma Rousseff teve 3 marcos. Em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados autorizou, por 367 votos a 137, a abertura do processo de impeachment por crime de responsabilidade. A justificativa eram as chamadas “ pedaladas fiscais ” –manobras contábeis usadas para maquiar as contas públicas.

    Em 12 de maio de 2016, o Senado aprovou a admissibilidade do processo por 55 votos a 22, afastando Dilma provisoriamente e empossando o então vice Michel Temer. A etapa seguinte, em 10 de agosto, aprovou o relatório final que recomendava o julgamento. Foi nessa fase que um grupo de senadores do PMDB (hoje MDB) inicialmente resistentes, como Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA), mudou de posição e se alinhou a Temer, encerrando qualquer chance de reversão do processo.

    Em 29 de agosto, a então presidente afastada se defendeu em discurso no Congresso. Disse que foi alvo de um “ golpe de Estado ”. Por fim, em 31 de agosto de 2016, o Senado julgou Dilma culpada por 61 votos a 20 e a afastou definitivamente do cargo. Dilma não ficou inelegível. Disputou uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais em 2018. Ficou em 4º lugar e não foi eleita . Em 2023, foi nomeada presidente do Banco do Brics e reeleita em 2025 por mais 5 anos.

    O impeachment inaugurou um período de forte instabilidade política. Temer terminou seu mandato em 2018 com popularidade baixíssima e com denúncias de corrupção –pelas quais nunca foi condenado.

    Nas eleições daquele ano, o país elegeu Jair Bolsonaro (PL). Sua campanha se apoiou fortemente na rejeição ao PT e na narrativa de combate à corrupção, simbolizada pela Operação Lava Jato (a mesma operação que, pouco antes, havia levado Lula à prisão).

    Em 2022, o cenário voltou a se inverter. Lula, com a candidatura viabilizada depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter anulado suas condenações pela Lava Jato, venceu Bolsonaro no 2º turno. A margem foi apertada, de cerca de 2 pontos percentuais. Foi o resultado mais acirrado das eleições presidenciais desde a redemocratização.

    Desde 2023, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento, o “ Banco do Brics “, com sede em Xangai (China). Foi indicada por Lula.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/pt-apoia-11-candidatos-que-votaram-pelo-impeachment-de-dilma/.

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    Apoios do PT vão desde candidatos a deputado federal até a postulantes ao Senado e governos estaduais — Foto: Poder360

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