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    PSOL pede investigação de Bia Kicis após investigado da PF fazer publicidade com nome Bia

    O PSOL pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que investigue a execução de uma emenda de R$ 250 mil destinada pela deputada federal e candidata ao Senado Bia Kicis ( PL -DF) ao Instituto Viver-Brasil, entidade controlada por uma família investigada por ligação com o filme " Dark Horse ". Leia mais (09/25/2026 - 15h30)

    Folha de S.Paulo
    25 de setembro de 2026 às 18:30
    PSOL pede investigação de Bia Kicis após investigado da PF fazer publicidade com nome Bia
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Imagens anexadas pelo PSOL em ação no STF contra a deputada Bia Kicis e o Instituto Viver-Brasil - Reprodução · Reprodução
    Imagens anexadas pelo PSOL em ação no STF contra a deputada Bia Kicis e o Instituto Viver-Brasil - Reprodução · Reprodução — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O PSOL pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que investigue a execução de uma emenda de R$ 250 mil destinada pela deputada federal e candidata ao Senado Bia Kicis ( PL -DF) ao Instituto Viver-Brasil, entidade controlada por uma família investigada por ligação com o filme " Dark Horse ".

    O partido levanta a suspeita de que recursos públicos possam ter sido usados, direta ou indiretamente, para uma campanha eleitoral velada para Kicis. Procurada, a assessoria da parlamentar não se manifestou.

    Os anúncios, espalhados por diferentes regiões do Distrito Federal , destacam a palavra "Bia" e trazem frases como "Bia é moderna", "Bia é completa" e "Bia é liberdade", mas sem ofertar produtos, preços ou coleções da loja.

    Veja cenas do trailer de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro
    Veja cenas do trailer de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As peças publicitárias foram feitas pela loja Bia Brasil, que tem capital social declarado de R$ 2.000 e endereço em Taguatinga, na periferia de Brasília . A dona é Abinoan Simões Rosa Sampaio, presidente do Instituto Viver-Brasil e mulher de Ademar de Sena Sampaio, que aparece como responsável pela execução da emenda de Kicis.

    Ele é assessor no gabinete do deputado distrital Iolando Almeida (MDB-DF) e está entre os investigados pela Polícia Federal na operação que apura o uso de recursos públicos no financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Desde o início do mês, Ademar está proibido de deixar o país sem autorização judicial e de manter contato com os demais investigados.

    A mesma investigação identificou que Bia Kicis destinou R$ 150 mil à Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, que também é ligada à produtora do longa-metragem e está entre os alvos da operação. A emenda, porém, não teve execução financeira e o dinheiro não chegou à entidade.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A emenda de R$ 250 mil de Bia Kicis foi desembolsada ao Instituto Viver-Brasil e destinada ao projeto "Mulheres que Tecem Histórias", voltado à geração de renda e à autonomia econômica de mulheres.

    Para o PSOL, a coincidência entre o nome usado na publicidade, a proximidade das eleições e os vínculos entre a empresa e o instituto justificam a investigação sobre a origem dos recursos empregados nos anúncios e uma eventual relação com a emenda parlamentar.

    O partido pede que o Instituto Viver-Brasil apresente extratos bancários, notas fiscais, contratos, comprovantes de pagamentos, fornecedores e a identificação dos beneficiários finais dos recursos. Também solicita que a Polícia Federal investigue a gestão da emenda e eventual relação financeira entre o instituto e a Bia Brasil.

    O PSOL quer ainda que, durante a apuração, Bia Kicis fique impedida de destinar novas emendas ao Instituto Viver-Brasil e que a entidade não receba novos recursos desse tipo. A manifestação foi apresentada na ADPF 854, ação sob relatoria do ministro Flávio Dino e que declarou inconstitucional o chamado "orçamento secreto".

    O caso ocorre em meio à investigação da PF sobre o uso de emendas parlamentares no financiamento de "Dark Horse". A operação Make Up, autorizada por Dino, tem entre os alvos o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama e apura suspeitas de desvio de recursos públicos destinados a entidades ligadas à produção do filme.

    com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVE IA e KARINA MATIAS

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/psol-pede-investigacao-de-bia-kicis-apos-investigado-da-pf-fazer-publicidade-com-nome-bia.shtml.

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