Psicólogo ensina como superar um sexo ruim sem deixar o clima estranho
Não costuma saber como lidar com a outra pessoa depois de ter um sexo ruim? Psicólogo ensina como agir e principais equívocos

Nem todo sexo corresponde às expectativas — e isso não significa, necessariamente, falta de química ou incompatibilidade. Uma relação sexual frustrante pode acontecer por nervosismo, expectativas diferentes ou simplesmente porque duas pessoas ainda não encontraram sintonia. A boa notícia é que, ao contrário do que muita gente acha, isso não precisa definir os próximos capítulos do envolvimento.
Em entrevista à coluna , o psicólogo Felipe Kenned destaca que um encontro sexual costuma ser insatisfatório quando as duas pessoas não conseguem estabelecer conexão, tanto no aspecto físico quanto emocional. Isso pode aparecer em detalhes como um beijo sem sincronia, dificuldade para encontrar posições confortáveis ou uma relação que não proporciona prazer para nenhum dos envolvidos.
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
“Um sexo ruim ocorre quando dois corpos, na tentativa de se encontrar, não conseguem estabelecer um encontro nem no campo da sexualidade nem no da fantasia”, comenta. Ainda assim, ele ressalta que uma experiência negativa, especialmente na primeira vez, não deve ser vista como sentença . Em muitos casos, a intimidade se desenvolve com o tempo e os próximos encontros tendem a ser mais naturais e satisfatórios. “O erro mais comum é interpretar como um fracasso definitivo da relação ou como uma prova de incompatibilidade”, alerta.
Outro problema, segundo o especialista, é procurar um culpado. Muitas pessoas passam a acreditar que fizeram algo errado ou que o parceiro foi insuficiente, quando, na verdade, a experiência sexual é construída pelos dois — envolvendo desejos, expectativas e disposição para o encontro. Nesse caso, evitar conversar sobre o assunto costuma aumentar a insegurança.

“Evitar conversar sobre o que aconteceu permite que o silêncio seja preenchido por suposições, inseguranças e sentimentos de rejeição. Quando não há espaço para elaborar a experiência, um episódio pontual pode ganhar um significado muito maior do que realmente tem”, enfatiza. Dicas importantes De acordo com Felipe, se a relação tem potencial para continuar, a sinceridade e franqueza podem ser a melhor saída. Assim, a recomendação é abordar o tema com respeito, curiosidade e sem apontar o dedo .
“Muitas vezes, esse diálogo fortalece a intimidade e torna os próximos encontros mais leves e satisfatórios. É importante compreender que a sexualidade é dinâmica e que não precisa ser perfeito”, sugere. Por último, o psicólogo reforça que só faz sentido pensar em incompatibilidade quando, mesmo após outras vezes, a conexão continua não acontecendo. “Acredito que só podemos pensar em incompatibilidade quando, mesmo após novas tentativas, diálogo e abertura para construir esse encontro, os corpos continuam sem conseguir se encontrar no campo da sexualidade e da fantasia”, conclui.






Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/pouca-vergonha/psicologo-ensina-como-superar-um-sexo-ruim-sem-deixar-o-clima-estranho.

Magnific — Foto: Metrópoles
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