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    Protestos estudantis crescem na Albânia; edifício de ministério é incendiado

    Manifestantes e policiais de choque entraram em confronto na capital da Albânia nesta quarta-feira (14), no segundo dia consecutivo de violência desencadeada por protestos estudantis que reivindicam melhores condições nas universidades e a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama . Leia mais (10/14/2026 - 14h02)

    Folha de S.Paulo
    14 de outubro de 2026 às 17:02
    Protestos estudantis crescem na Albânia; edifício de ministério é incendiado
    Silhueta de pessoa carregando bandeira vermelha com águia preta da Albânia em frente a grande fogo em via pública à noite. Pessoas e destroços ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Manifestantes e policiais de choque entraram em confronto na capital da Albânia nesta quarta-feira (14), no segundo dia consecutivo de violência desencadeada por protestos estudantis que reivindicam melhores condições nas universidades e a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama .

    Um manifestante segura uma bandeira da Albânia enquanto estudantes protestam em Tirana - Florion Goga - 13.out.26/Reuters · Florion Goga - 13.out.26/Reuters
    Um manifestante segura uma bandeira da Albânia enquanto estudantes protestam em Tirana - Florion Goga - 13.out.26/Reuters · Florion Goga - 13.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ao longo de várias horas, a polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo, enquanto manifestantes atacaram um prédio do governo e lojas em Tirana, quebrando janelas e, em pelo menos uma ocasião, incendiando um edifício.

    A tropa de choque tentou dispersar a multidão de centenas de pessoas recorrendo a gás lacrimogêneo, após uma noite violenta nas ruas que terminou com 16 pessoas presas.

    Os manifestantes lançaram objetos, incluindo pedras do calçamento e coquetéis molotov, atearam fogo a lixeiras e usaram grades de rua para erguer barricadas em uma via central próxima ao Ministério da Educação , segundo jornalistas da AFP.

    Um manifestante recebe atendimento médico devido aos efeitos do gás lacrimogêneo durante um protesto em Tirana - Florion Goga - 13.out.26/Reuters · Florion Goga - 13.out.26/Reuters
    Um manifestante recebe atendimento médico devido aos efeitos do gás lacrimogêneo durante um protesto em Tirana - Florion Goga - 13.out.26/Reuters · Florion Goga - 13.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Duas pessoas escalaram o muro do ministério e lançarem sinalizadores para dentro do prédio e, pouco tempo depois, uma fumaça preta começou a sair de uma janela. Os bombeiros rapidamente extinguiram as chamas.

    Nas proximidades, um grupo de homens também foi visto quebrando as janelas de uma agência bancária antes de atear fogo a documentos. A polícia interveio para apagar o incêndio.

    Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris

    Policiais prendem um manifestante durante confrontos com a tropa de choque, no centro de Tirana - Adnan Beci/AFP · Adnan Beci/AFP
    Policiais prendem um manifestante durante confrontos com a tropa de choque, no centro de Tirana - Adnan Beci/AFP · Adnan Beci/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em outro incidente, as chamas tomaram o que parecia ser um prédio abandonado, enquanto manifestantes quebravam vitrines de lojas próximas. A polícia havia pedido calma mais cedo, mas as tensões continuaram elevadas durante a tarde.

    Segundo o Ministério da Saúde , seis policiais, oito manifestantes, três jornalistas e duas pessoas que passavam pelos locais receberam atendimento médico na terça-feira (13), inclusive por exposição a gás lacrimogêneo.

    Durante a noite, pessoas também arrombaram as portas do prédio da prefeitura, atearam fogo no interior e danificaram vários outros edifícios, segundo a polícia.

    A Área Protegida de Vjosa-Narta, onde um resort de luxo está sendo planejado pelo genro de Donald Trump, Jared Kushner, na Albânia - Florion Goga - 10.jun.26/Reuters · Florion Goga - 10.jun.26/Reuters
    A Área Protegida de Vjosa-Narta, onde um resort de luxo está sendo planejado pelo genro de Donald Trump, Jared Kushner, na Albânia - Florion Goga - 10.jun.26/Reuters · Florion Goga - 10.jun.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os manifestantes se reuniram inicialmente na manhã de terça-feira para exigir a renúncia do premiê e mais apoio aos estudantes do país. O ato ocorre após meses de protestos contra o governo na capital.

    Enquanto isso, a União Europeia, à qual o país balcânico tem como objetivo aderir, manifestou preocupação com o que chamou de "escalada da violência no protesto em Tirana".

    "Tomamos conhecimento das denúncias de violência excessiva da polícia contra manifestantes e jornalistas", afirmou um comunicado da delegação da UE na capital albanesa, que pediu uma investigação e incentivou "todas as partes a reduzirem a tensão".

    Homem com chapéu preto e máscara abaixada recebe água nos olhos de outra pessoa. Ao fundo, fogo intenso consome estrutura metálica em ambiente urbano.
    Homem com chapéu preto e máscara abaixada recebe água nos olhos de outra pessoa. Ao fundo, fogo intenso consome estrutura metálica em ambiente urbano. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Há mais de quatro meses, protestos contra o governo têm reunido regularmente dezenas de milhares de pessoas. As manifestações foram desencadeadas por um projeto de turismo de luxo ligado à família do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , no sul do país, as manifestações ocasionalmente terminaram em violência, em meio aos persistentes pedidos pela renúncia de Rama.

    Desde o fim de maio, manifestantes denunciam os planos para a construção de um hotel em uma reserva natural costeira ligado à filha de Trump , Ivanka, e ao marido dela, Jared Kushner.

    O projeto alimentou a indignação diante de supostas práticas de corrupção e da falta de transparência. Os estudantes repetiram essas reivindicações, mas disseram à imprensa albanesa que o protesto de terça-feira era contra as condições das universidades, as mensalidades e a falta de apoio aos jovens.

    Homem de casaco preto e máscara branca é segurado por vários policiais com capacetes e escudos em área urbana.
    Homem de casaco preto e máscara branca é segurado por vários policiais com capacetes e escudos em área urbana. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Península estreita cercada por água azul, com estrada que percorre seu comprimento. Pequenas ilhas verdes próximas à costa e montanhas ao fundo sob céu parcialmente nublado.
    Península estreita cercada por água azul, com estrada que percorre seu comprimento. Pequenas ilhas verdes próximas à costa e montanhas ao fundo sob céu parcialmente nublado. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/protestos-estudantis-crescem-na-albania-edificio-de-ministerio-e-incendiado.shtml.

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    Um manifestante segura uma bandeira da Albânia enquanto estudantes protestam em Tirana - Florion Goga - 13.out.26/Reuters · Florion Goga - 13.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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