Brasil

    Promotoria pede de 4 a 12 anos de prisão para equipe médica que atendeu Maradona

    Argentino morreu aos 60 anos, em novembro de 2020, em decorrência de um edema pulmonar e de uma parada cardiorrespiratória

    UOL
    9 de outubro de 2026 às 17:00
    Promotoria pede de 4 a 12 anos de prisão para equipe médica que atendeu Maradona
    Faixa preta com imagem de Diego Maradona em camisa da seleção argentina, mãos juntas, e texto 'JUSTICIA D10S' exibida em calçada urbana. Homem caminha ao lado da faixa. — Foto: UOL

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    A Promotoria pediu nesta quinta-feira (8) penas de quatro a 12 anos de prisão para a maioria dos integrantes da equipe médica que assistiu ao astro do futebol Diego Maradona durante a internação domiciliar anterior à sua morte, ocorrida em 2020 na Argentina .

    Cartaz pede justiça a Maradona em frente ao tribunal de San Isidro - Luis Robayo - 9.jun.26/AFP · Luis Robayo - 9.jun.26/AFP
    Cartaz pede justiça a Maradona em frente ao tribunal de San Isidro - Luis Robayo - 9.jun.26/AFP · Luis Robayo - 9.jun.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O promotor Patricio Ferrari solicitou penas de 12 anos de prisão para o médico pessoal de Maradona, Leopoldo Luque; 10 anos para a coordenadora da empresa de assistência médica privada, Nancy Forlini; e oito anos para a psiquiatra dele, Agustina Cosachov.

    Além disso, pediu a inabilitação profissional deles por 10 anos.

    Os três foram acusados de homicídio com dolo eventual, uma figura jurídica que implica que eles tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte do jogador.

    Ícone da esquerda, Maradona não escondia orientação política
    Ícone da esquerda, Maradona não escondia orientação política — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Tendo previsto o risco e o aceitado, produziram o resultado com indiferença", disse Ferrari ao iniciar a fase de alegações finais do julgamento, que já dura sete meses na cidade de San Isidro, ao norte de Buenos Aires .

    Outros três integrantes da equipe médica —um psicólogo, um enfermeiro e o coordenador da enfermagem— foram acusados de homicídio culposo (sem intenção de matar).

    Patricio Ferrari pediu penas de cinco anos de prisão para o psicólogo e de quatro anos para os outros dois acusados.

    O encontro de Maradona com o Morumbi
    O encontro de Maradona com o Morumbi — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O promotor ressaltou que, no caso deles, o julgamento não comprovou indiferença, mas sim um "conjunto de ações negligentes e imprudentes".

    Ferrari se absteve de pedir a prisão imediata dos acusados caso fossem considerados culpados, mas solicitou que fossem impedidos de sair do país.

    A promotoria decidiu não apresentar denúncia contra um sétimo acusado, o médico clínico Pedro Di Spagna.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Não consigo acreditar, ainda não caiu a ficha", exclamou Di Spagna a jornalistas após ouvir o pedido de absolvição feito pela promotoria.

    Os promotores exibiram mais uma vez as fotos de Maradona já falecido. Suas filhas Dalma, Gianinna e Jana, presentes na sala, não conseguiram conter o choro nesse momento.

    "A morte era evitável e o atendimento médico foi inadequado", disse em sua alegação o outro promotor do caso, Cosme Iribarren.

    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026
    Ilustração para Comparador de Jogadores da Copa do Mundo 2026 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Maradona morreu aos 60 anos, no dia 25 de novembro de 2020, em decorrência de um edema pulmonar e de uma parada cardiorrespiratória durante uma internação domiciliar em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires.

    O astro se recuperava de uma cirurgia bem-sucedida para tratar um hematoma subdural na cabeça.

    Segundo Patricio Ferrari, os integrantes da equipe médica "infringiram os deveres de seu cargo, praticaram ações contrárias à arte de curar, omitiram todos os atos que deveriam executar e colocaram Maradona em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte".

    "Havia um grupo de improvisados que em todo momento esqueceu que estava cuidando de um paciente vulnerável e complexo", disse Ferrari.

    Fernando Burlando, advogado de duas das filhas de Maradona, disse a jornalistas na porta do tribunal que as alegações dos promotores haviam sido "brilhantes".

    Os acusados alegam inocência. Após as alegações, o advogado da psiquiatra Cosachov considerou que "não está provado o dolo eventual" no caso dela.

    "É um ponto fraco da argumentação da promotoria", disse o advogado de defesa Vadim Mischanchuk.

    Eduardo Ramírez, advogado do filho mais velho de Maradona, Diego Junior, encerrou a fase de alegações finais alinhado às conclusões da promotoria, embora tenha pedido uma pena de 10 anos para Cosachov, em vez de oito.

    Também solicitou que a psiquiatra, Luque e Forlini sejam presos caso sejam condenados.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/10/promotoria-pede-de-4-a-12-anos-de-prisao-para-equipe-medica-que-atendeu-maradona.shtml.

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    Cartaz pede justiça a Maradona em frente ao tribunal de San Isidro - Luis Robayo - 9.jun.26/AFP · Luis Robayo - 9.jun.26/AFP — Foto: UOL

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